Teste: novo Renault Logan tem status inédito

Vídeo mostra como anda o sedã, que custa entre R$ 28.990 e R$ 42.100

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Redação WM1
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O Logan quer deixar de ser aquele carro que você escolheu para a sua garagem apenas pelo custo/benefício, porque ele era o mais espaçoso ou tinha um preço razoável. O sonho da Renault é que você coloque o Logan na garagem porque ele, enfim, se tornou o sedã dos seus sonhos. A maior prova disso é o visual completamente novo do sedã de entrada, disponível entre R$ 28.990 e R$ 42.100, com motores 1.0 16V e 1.6 8V. WebMotors avaliou a versão topo de linha Dynamique e revela se vale a pena investir no sedã.

 

É inegável a evolução no visual, que abandonou as linhas quadradas que mais pareciam oriundas de carros da década de 90 e adotou uma boa dose de modernidade. A começar pelo farol que passa a ser idêntico ao do novo Sandero (que desembarca no Brasil ainda no primeiro semestre), como para a lanterna, que lembra a peça utilizada por outro francês bem mais descolado, o Citroën DS3.


O Logan mostra ainda personalidade ao manter a verdadeira silhueta de um sedã clássico, sem apelar para o estilo “cupê de quatro portas” de modelos como HB20S e Prisma. A versão mais completa tem ainda rodas de liga leve de 15” polegadas, calçadas com pneus 185/65.  Todas as demais trazem rodas de ferro do mesmo tamanho.


A versão de entrada traz pouquíssimos itens de série, como a maioria dos modelos do mercado. Há os obrigatórios freios ABS e airbag duplo, mas faltam itens de conforto como ar-condicionado, vidros elétricos e direção hidráulica. Anote aí, a versão de bom custo/benefício é a Expression 1.6, que parte de R$ 39.440 com ar-condicionado, direção hidráulica, entre outros mimos.


Assista ao vídeo com a nossa avaliação do Renault Logan




Interior

Se o Logan está mais simpático por fora, por dentro não é diferente. As linhas do painel ficaram mais amigáveis. Mas não é difícil lembrar que o Logan é um carro simplório. Isso porque há plástico por todos lados. Mesmo que seja de boa qualidade, um tecido iria bem, ao menos nesta versão topo de linha.  Os bancos tem um desenho repleto de curvas, mas a cor clara facilita o acumulo de sujeira.

  

Para o motorista há ajuste de altura dos banco e também da direção. O retrovisor é de ajuste interno manual, enquanto os trilhos dos bancos dianteiros expostos denunciam algum corte de custo do projeto. O espaço, porém, continua excelente nesta nova geração, tanto para quem viaja na frente, como para adultos de até 1,85 metro que passearem no banco de trás.


Outro ponto positivo do Renault é a central MediaNav, item opcional até mesmo na versão topo de linha ao custo de R$ 1.100. Dotada de cinco funções, o sistema funciona muito bem com mídias externas como um USB, e também como navegador. Há ainda um aplicativo que analisa se o motorista está fazendo uma condução econômica, dando dicas de como proccaption para obter um melhor consumo de combustível.



O porta-malas do sedã é talvez um de seus principais trunfos devido à capacidade para transportar até 510 litros de bagagem, espaço superior ao de modelos como Honda Civic e Chevrolet Tracker. No nosso teste, conseguimos colocar duas malas grandes, um skate a inda sobrou espaço (confira no vídeo).

 

Desempenho

Embora esteja completamente renovado por fora, o Logan manteve as mesmas opções de motor sob o capô. O avaliado 1.6 8V Hi-Power rende bons 106 cv de potência a 5.250 rpm e 15,5 kgfm de torque a 2.850 rpm (etanol).  Seu desempenho não é de arrancar sorrisos de nenhum entusiasta, mas cumpre muito bem a função do sedã na cidade, com arranques e retomadas razoáveis.


O que deixa a desejar para quem gosta de dirigir é  o câmbio manual de cinco marchas do sedã. Ruidoso e com certa vibração, ele não tem engates tão precisos, mas está longe de figurar na lista dos piores.  Prepare-se para cambiar nas subidas em que o ar estiver ligado, momento em que o motor 1.6 perde boa dose de potência.

 

 

Segundo a Renault, o sedã acelera de 0 a 100 km/h em 11,6 segundos, quando abastecido com etanol.  A velocidade máxima é de 180 km/h, enquanto o consumo de etanol durante nosso teste ficou entre 7 km/l e 9 km/l. A suspensão também merece elogios pela forma como encara os buracos, suportando todas as imperfeições sem passar qualquer incomodo aos ocupantes.

O troco vem na estrada, onde a carroceria do Logan demonstra certa inclinação nas curvas mais rápidas, mas nada que incomode a maioria dos motoristas. Isso porque o Logan continua sendo um carro agradável de guiar para a maioria de seus consumidores. Evoluído, continua sendo também um bom negócio, principalmente na configurações de entrada e intermediária, já que a versão topo de linha supera os R$ 42 mil e, nesse caso, há opções mais bem acabadas e requintadas no mercado. 

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