Teste WebMotors: falta potência e sobra espaço no Chevrolet Cobalt

Nem passageiro nem bagagem passam aperto no sedã, mas motor 1,4L sofre no modelo
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Rodrigo Ribeiro
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O carro mais barato de um fabricante também é o menor de sua linha, superado logo em seguida por um modelo intermediário e pelo topo de gama, sendo que este é o maior de todos. Se essa frase soava óbvia há dez ou quinze anos, hoje fica descontextualizada quando vemos o catálogo da Renault, Nissan, Honda e, agora, com a Chevrolet. No caso desta última, a culpa é do Cobalt.

Com porta-malas que supera (de longe) o antigo Vectra e o atual Cruze, o Cobalt segue a linha aberta por Renault Logan e aposta no espaço para pessoas e bagagens como sua maior virtude. Com entre-eixo que o posicionaria como um sedã médio há uma década (2,63 m), o sedã “compacto” se destaca por receber cinco adultos com conforto equivalente ao de modelos mais caros.

O objetivo do Cobalt, claro, não é angariar os consumidores do “irmão” maior. A meta da Chevrolet com o modelo é investir nas famílias desejosas por um sedã maior, mas que não dispõem de mais de R$ 50 mil para investir em um carro. Variando de R$ 40 mil a quase R$ 47 mil, o modelo acerta em cheio neste nicho. Porém não há almoço grátis, e para ganhar tanto espaço sem subir de preço, é necessário fazer cortes em outras áreas...

Seguindo a concorrência
O primeiro sinal disso está na ficha técnica. Oferecido apenas com o motor 1,4L que gera entre 97 cv (gasolina) e 102 cv (etanol), o Cobalt padece de um propulsor com mais do que os máximos 13 kgfm de torque. O problema aqui não é nem a relativa anemia do motor, que consegue lidar com os leves 1.054 kg do Cobalt, e sim, com Logan e Versa, ambos com motor 1,6L na mesma faixa de preço.

A solução poderia estar na versão 1,8L que chega em junho, mas há dois problemas. O primeiro é que, por enquanto, ela só será oferecida na versão automática. O outro é que o antigo propulsor teve sua potência reduzida para 108 cv, ficando aquém até do Versa, que tem um motor menor.

Se fica atrás no quesito propulsor, o Cobalt segue – e até supera – a concorrência dentro da cabine. Com bancos mais finos do que os usados em carros mais caros e entre-eixos generoso, o Cobalt permite até que o passageiro traseiro cruze as pernas, algo inimaginável no Chevrolet Classic, “avô” do modelo. Dentro do porta-malas o refino das dobradiças pantográficas (que não invadem o compartimento) foi deixado de lado, mas seria injustiça reclamar disso quando ainda há 563 litros de volume disponível.

Não é o Agile sedã
Outro ponto em que o Cobalt bate pelo menos seu principal rival é na aparência. Com um visual quadradão, com poucos vincos e retrovisores iguais para ambos os lados, o Logan sofreu com o design a la anos 90, coisa que não acontece com o Chevrolet. Tudo bem que sua dianteira (muito similar, mas não igual ao Agile) pode não agradar a todos, mas não dá para não reconhecer o trabalho da equipe de design em cima do modelo. Com vincos que atravessam a lateral e traseira elevada, o Cobalt prova que dá para fazer algo mais ousado em um projeto de baixo custo.

Milagres, porém, não existem, e os mais de R$ 27 mil que separam o Agile do Cruze ficam claros no acabamento da cabine. Plásticos rígidos nas portas e no painel e peças de visual frágil (algumas inclusive se soltaram na unidade avaliada) não escondem a proposta popular do modelo. Infelizmente não é muito diferente do que se encontra no segmento, mas as falhas podem prejudicar o Cobalt quando o Sonic sedã, mais bem acabado, chegar ao mercado.

O sedã coreano também deve desbancar o Cobalt nos equipamentos. Oferecido em três versões, o Cobalt vem de série apenas com direção hidráulica, ar-condicionado e travas elétricas nas portas entre os principais equipamentos da versão LS. Essenciais em um carro quatro portas, os vidros elétricos aparecem na versão intermediária LT, junto com ABS e airbag duplo. Faróis de neblina, retrovisores elétricos e rodas de liga-leve de 15 polegadas são os diferenciais do topo de linha LTZ, avaliado pelo WebMotors.

Confira nossa avaliação do Cobalt em vídeo:

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Ficha Técnica: Chevrolet Cobalt

Motor

Quatro cilindros em linha, dianteiro, transversal, 8 válvulas, 1.389 cm³

Potência

102 cv (etanol) / 97 cv (gasolina) a 6.200 rpm

Torque

128 Nm / 13,0 kgfm (etanol) - 126 Nm / 12,8 kgfm (gasolina) a 3.200 rpm

Câmbio

Manual, com cinco marchas

Tração

Dianteira

Direção

Por pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

Rodas

Dianteiras e traseiras em aro 15” de aço (liga-leve opcional)

Pneus

Dianteiros e traseiros 195/65 R15

Comprimento

4,48 m

Altura

1,51 m

Largura

1,73 m

Entre-eixos

2,62 m

Porta-malas

563 l

Peso (em ordem de marcha)

1.054 kg (LT) a 1.073 kg (LTZ

Tanque

58 l

Suspensão

Dianteira independente, tipo McPherson; traseira dependente, tipo eixo de torção

Freios

Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira

Preço

R$ 39.980 (LT) a R$ 46.480 (LTZ)
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