Vídeo: confira tudo sobre o novo Volvo XC90

Por R$ 363.000, versão top Inscription permite este sueco andar sozinho
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Marcelo Monegato
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Minha primeira experiência com o novo Volvo XC90 limitou-se basicamente ao ambiente rodoviário. Ali, naquele ambiente – mais precisamente nas serras de Santa Catarina -, confesso que a impressão foi a melhor possível. Foi mais ou menos como fazer uma viagem de avião de 7 horas na classe executiva, com todo conforto possível – suficiente para encarar mais 7 horas, se necessário. Agora por um período mais longo e mergulhado no caos urbano paulistano, voltei a me encontrar com o grandalhão da marca de origem sueca para ver se ele era tudo aquilo também na ‘selva de pedras’ – e antes de chegar ao segundo parágrafo, eu posso cravar. Sim! É tudo aquilo...

Avaliamos a versão topo de linha Inscription, que custa R$ 363.000. Salgado? Nem tanto, se comparado aos rivais da Audi, BMW, Mercedes-Benz e Land Rover. Por este valor, a Volvo entrega um utilitário esportivo espaçoso, bonito (aqui uma opinião extremamente pessoal), com desempenho sob medida, recheado de equipamentos de série e (muita) tecnologia – algumas voltadas para o conforto e muitas outras focadas na segurança (fabricante escandinava quer a partir de 2020 ninguém mais morra dentro de um de seus carros).

RODANDO

Sem querer gerar um anticlímax, vou deixar as tecnologias para um segundo momento e apresentar o conjunto mecânico. Este XC90 é equipado com motor 2.0 turbo (quatro cilindros e injeção direta de combustível - gasolina) de 320 cv de potência máxima e 40,8 kgf.m de torque entre 2.200 e 5.400 rpm. Pode parecer pouco em um primeiro momento, afinal de contas alguns de seus concorrentes ainda ostentam propulsores de seis ou oito cilindros. No entanto, eu garanto: este novo integrante da família de motores Drive-E da Volvo é sob medida para este ‘SUVão’ de 2.125 quilos.

Para se ter uma ideia, a aceleração de 0 a 100 km/h, de acordo com dados oficiais da fabricante, acontece em apenas 6,5 segundos. E a velocidade máxima é de 230 km/h.

Este propulsor extremamente moderno atrelado a uma caixa de câmbio automática de 8 marchas (Geartronic) entrega, na cidade, muito conforto. As trocas são extremamente suaves e praticamente imperceptíveis. Existe a opção de as mudanças serem feitas pela alavanca do câmbio, algo que testei apenas por obrigação. Ponto positivo para a ausência (isso mesmo, ausência) das borboletas (paddle shift) atrás do volante. Recurso que cai muito bem nos esportivos e superesportivos, mas que no utilitário focado na família é, convenhamos, a coisa menos importante dentre as descartáveis completamente.

A suspensão a ar tem ajuste firme. Extremamente agradável para um monstro de quase 5 metros de comprimento. A maciez colocada em segundo plano é suficiente para não tornar o XC90 desconfortável. Molenga? Nem um pouco! Em algumas crateras encontradas pelas ruas de São Paulo, a batida dos amortecedores foi bem seca. Chegou a dar dó. Mas é o preço que se paga (até que bem baixo) para ter um SUV firme – não é possível ter tudo.

TECNOLOGIA

Volante pequeno, acabamento em couro branco (para quem tem criança pequena opte por uma cor mais escura – preto...), design do interior extremamente clean, resumido a um painel de instrumentos de 12,3 polegadas em TFT (completamente digital) e uma central multimídia com tela de 9 polegadas no painel central. Botões? Para quê, se por meio desta tecnologia sensível ao toque – que remete aos modelos da Tesla (guardadas as devidas proporções) – eu posso controlar tudo, do GPS ao sistema de som com 19 alto-falantes e subwoofer de 1400 watts, passando pela climatização? Aliás, o XC90 tem ar condicionado de quatro zonas e para melhor refrescar os passageiros da terceira fileira, um compressor (menor) exclusivo funciona para que a refrigeração seja, no mínimo, excelente.

Apenas um adendo. Dois, aliás. A central multimídia é toda em português e extremamente intuitiva – não é preciso ter MBA para mexer nela. O ponto de alerta fica apenas para a voz do sistema de navegação, que e em inglês. A Volvo já garantiu que fara uma atualização da tecnologia para que a voz seja também em português.

Apesar de o tamanho ser GG e o motorista, eu no caso, vestir M, o Volvo é sob medida para qualquer um graças aos ajustes elétricos do banco do motorista (memória). A coluna de direção também de regulagens de altura e profundidade, mas são manuais – em um carro de R$ 363.000, este recurso bem que poderia ser eletrônico.

Mas é no quesito segurança que o Volvo ‘deita o cabelo’, como diria meu pai. Chega a impressionar. Dentre todos os recursos, que são vários – alerta de fadiga do motorista, alerta de mudança de faixa, aviso de veículo no ponto cego (Blis), alerta de colisão traseira, alerta de colisão frontal, alerta de saída de pista, câmeras de 360 graus e assistente de estacionamento (vagas paralelas e longitudinais) –, o que mais impressiona é o tal do Pilot Assist. É simplesmente o passo mais sólido em direção aos badalados e polêmicos veículos autônomos.

Utilizando os comandos no volante, o motorista aciona a tecnologia, que por meio de sensores detectam as faixas laterais e com o auxílio de um radar no topo do parabrisa detecta a presença do carro à frente. A uma velocidade de até 50 km/h ele simplesmente segue o veículo adiante, sem que o motorista toque no volante. É necessário apenas que o condutor fique com as mãos próximas ao volante, caso seja necessária uma manobra evasiva, por exemplo. Caso a presença das mãos não seja detectada, o Pilot Assist simplesmente desarma – assim como se o carro da frente for mais rápido que os 50 km/h ou as faixas da via não estiverem completamente visíveis.

Fiz este teste nas marginais Tietê e Pinheiros, onde o limite de velocidade nas pistas locais é de exatamente 50 km/h. E eu garanto: o sistema funciona com maestria. Por estar atrelado ao ACC (Adaptative Cruise Control), tecnologia que mantém do veículo à frente a distância determinada pelo motorista, o Pilot Assist freia o carro quando quem está à frente diminui a velocidade. Se o carro à frente parar completamente, o XC90 para também.

O famoso City Safety, que já está presente em outros veículos da marca de origem sueca, mas que atualmente é controlada por investidores chineses, no XC90 passou por uma evolução. Agora o sistema pode ler até 12 objetos na pista (também de noite) e evita colisões a uma velocidade relativa de até 50 km/h – antes era de 30 km/h.

Sem pretensões gigantescas, mas com inúmeras qualidades para tal, o Volvo XC90 é sim uma excelente opção para quem quer fugir do tradicional. Me agradou ao extremo o nível de tecnologia – recursos realmente importantes (nada de perfumaria barata) – e me surpreendeu positivamente o conjunto mecânico, que entrega exatamente o necessário, nada mais ou nada menos. Mais que apenas uma alternativa, o sueco é realmente uma excelente opção.

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