{"id":667349,"date":"2017-01-20T14:45:00","date_gmt":"2017-01-20T14:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/cultura-wm1\/eles-invadiram-ultima-linha-de-montagem-do-fusca"},"modified":"2026-09-17T03:33:44","modified_gmt":"2026-09-17T06:33:44","slug":"eles-invadiram-ultima-linha-de-montagem-do-fusca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/carros\/eles-invadiram-ultima-linha-de-montagem-do-fusca\/","title":{"rendered":"Eles invadiram a \u00faltima linha de montagem do Fusca"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A paix\u00e3o dos brasileiros pelo Fusca \u00e9 meio dif\u00edcil de explicar. Meio n\u00e3o, completamente. No entanto, para alguns, este fasc\u00ednio beira a loucura total. Por isso, hoje, no Dia Nacional do Fusca, o WM1 traz um &#8216;causo&#8217; ver\u00eddico de dois jornalistas brasileiros que resolveram &#8216;invadir&#8217; a \u00faltima linha de montagem do &#8216;Besouro&#8217; no mundo, localizada no M\u00e9xico. O delicioso texto \u00e9 de Josias Silveira, um dos grandes jornalistas automotivos do Brasil e, caso esteja curioso, um dos dois &#8216;invasores&#8217; da f\u00e1brica da Volks na terra da comida apimentada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ninho dos besouros<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211;&nbsp;<em>Merm\u00e3o! N\u00e3o sei o que acontece, mas toda vez que voc\u00ea estiver fazendo alguma coisa errada, merda mesmo, e tiver que se explicar, comece dizendo que voc\u00ea \u00e9 brasileiro. A\u00ed os caras acham que t\u00e1 tudo bem. N\u00e3o sei o porqu\u00ea, mas funciona. Mesmo!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hav\u00edamos acabado de chegar ao M\u00e9xico e o Jason Vogel me dava esta dica. Era minha primeira vez por l\u00e1, mas o Jason j\u00e1 conhecia bem a Terra de Zapata. Al\u00e9m disso, ele leva outra vantagem. Olhinhos puxados, cabelo grosso e liso, todos os mexicanos acham que Jason \u00e9 um patr\u00edcio. Mesmo carioca e com este nome que mistura personagem americano de filme de terror e passarinho em alem\u00e3o (Vogel), Jason passa f\u00e1cil por mexicano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estamos num grupo de jornalistas numa viagem da Volkswagen&nbsp;para conhecer um novo carro, mas nosso objetivo principal \u00e9 outro. O carioca Jason, editor de ve\u00edculos do O Globo, e eu estamos \u00e0 ca\u00e7a do \u00faltimo Fusca. Ali\u00e1s, acho que Jason \u00e9 mais fan\u00e1tico por Fusca que eu. Em cada pa\u00eds que visita, sempre traz uma foto dele mesmo posando ao lado de um Fusca \u201clocal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre o fanatismo por carros velhos, a disputa de loucura \u00e9 grande. Ele j\u00e1 resgatou um velho Ford Prefect ingl\u00eas (acho que 1951), comprando-o das m\u00e3os pintadas de um palha\u00e7o de circo. Quando digo que ele \u00e9 louco, Jason retruca que, em compensa\u00e7\u00e3o, eu j\u00e1 fiquei com pena de um Fusca velho caindo aos peda\u00e7os, adquirindo-o do meu fornecedor de caldo de cana, meu garapeiro favorito. Enfim, em mat\u00e9ria de doideiras envolvendo carros velhos, antigos ou assemelhados, eu e Jason ter\u00edamos um honroso empate. Se \u00e9 que h\u00e1 honra em meio \u00e0 ferrugem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, no M\u00e9xico, nosso outro objetivo tamb\u00e9m era quase puramente jornal\u00edstico. O Fusca j\u00e1 tinha parado sua produ\u00e7\u00e3o no Brasil em julho de 1996, mas continuava em linha no M\u00e9xico numa vers\u00e3o mais evolu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que j\u00e1 est\u00e1vamos no final de 2002 e sab\u00edamos que sua produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o duraria mais um ano por l\u00e1 (parou em julho de 2003). Assim, al\u00e9m de participar de um longo test drive do Bora\/Jetta pelo interior e litoral do M\u00e9xico, eu e Jason quer\u00edamos um Fusca, um Escarabajo (Besouro em espanhol) ou um Vocho, apelido deste cl\u00e1ssico VW no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Claro, primeiro pedimos para o assessor de imprensa da VW mexicana. Como bom assessor, n\u00e3o disse n\u00e3o. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o disse sim. Ou seja, n\u00e3o ir\u00edamos ter um Vocho, um Fusca para passear.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viemos dirigindo os Bora\/Jetta l\u00e1 do leste do M\u00e9xico e no segundo dia paramos em Cancun. Jason veio com a id\u00e9ia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>Vamos alugar um Fusca. A VW \u00e9 meio envergonhada de produzir um carro t\u00e3o antigo e n\u00e3o vamos conseguir nada com eles. N\u00e3o podemos sair daqui sem andar de Fusca.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ligamos para v\u00e1rias locadoras a procura do Fusca.&nbsp; Nada. Finalmente um disse que tinha Vocho e que mandaria para o hotel que est\u00e1vamos. Depois de meia hora, aparecem tr\u00eas mexicanos com tr\u00eas carros para escolher. Nenhum deles era um Fusca. Tinha um carrinho popular, um melhorzinho e at\u00e9 um convers\u00edvel. Nada de Vocho. E ainda argumentavam com a gente, j\u00e1 que mexicano \u00e9 t\u00e3o enrolador quanto brasileiro:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211;<em>Como \u00e9 que voc\u00eas v\u00e3o andar por estas praias maravilhosas com um Vocho. Saiam de convers\u00edvel. Todas as garotas, las chicas, v\u00e3o querem pular dentro do carro.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com a promessa de \u201cchicas mil\u201d, n\u00e3o topamos. Continuamos a viagem com a ideia de conseguir um Vocho para rodar, fotografar e escrever sobre.&nbsp; Acabamos chegando a Puebla, onde fica a fabrica da VW. \u00d3timo! Vamos visitar a linha de montagem do Fusca, a \u00faltima do mundo.&nbsp;De novo, pedimos ao assessor de imprensa para ir at\u00e9 o \u201cninho do Fusca\u201d, enquanto ele, entusiasmado mostrava maravilhas tecnol\u00f3gicas, com montagem de carros com laser, rob\u00f4s, tudo computadorizado:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>Despu\u00e9s. Despu\u00e9s.<\/em> Foi a resposta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u201cdepois\u201d em linguagem de assessor significa nunca. Jason j\u00e1 estava impaciente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Vamos fugir. Tem tanta gente aqui que ningu\u00e9m vai perceber.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fugimos do moderno galp\u00e3o e descobrimos o modesto pr\u00e9dio onde ainda se montava o velho Fusca. Mas havia uma portaria, guardas&#8230; todo aquele aparato de seguran\u00e7a de grandes montadoras. Ficamos perto da porta, na sombra de uma arvore, bolando um plano de invas\u00e3o da \u00faltima linha de montagem do Fusca no mundo. Tocou uma sirene e todo mundo saiu para um refeit\u00f3rio ali perto. Fomos junto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toca outra sirene e todos os oper\u00e1rios voltam. Entramos no bolo, batendo papo um com o outro, como se fossemos da turma. Apesar da nossa falta de uniforme, ningu\u00e9m perguntou nada e fomos parar l\u00e1 dentro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na parede principal da linha de montagem, uma grande imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Todos fazem o Sinal da Cruz. N\u00f3s tamb\u00e9m. Afinal Santa Maria tem v\u00e1rias faces pelo mundo todo e nos sent\u00edamos em frente a Nossa Senhora de Aparecida. Ela \u00e9 a padroeira do M\u00e9xico e tamb\u00e9m o era da montagem do Fusca. Aqui, Aparecida e Fusca. L\u00e1, Guadalupe e Vocho. Est\u00e1vamos em casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7amos a andar pela linha de montagem e a conversar com os oper\u00e1rios. Tudo bem, cada vez mais em casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>Jason. A gente precisa fotografar, o \u00f4nibus j\u00e1 deve estar indo embora para o hotel&#8230; S\u00f3 que, quando tirarmos as m\u00e1quinas para fazer fotos, vai dar merda!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o deu outra. Empunhamos as m\u00e1quinas, fizemos uma meia d\u00fazia de fotos e l\u00e1 veio algu\u00e9m com cara e jeito de encarregado:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211;<em>Que fazem aqui. Por que as fotos?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jason usou sua pr\u00f3pria receita, que ele havia me cantado no come\u00e7o da viagem:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>Somos brasile\u00f1os&#8230; <\/em>Nem concluiu a frase.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>Hah bom!! Ent\u00e3o est\u00e1 tudo bem. Podem fotografar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o sabia se fotografava ou ria. Nunca uma receita aparentemente t\u00e3o besta funcionou t\u00e3o r\u00e1pida e eficientemente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acabamos as fotos e corremos para o \u00f4nibus, l\u00e1 do outro lado da enorme f\u00e1brica. Um assessor de imprensa preocupado, na porta do \u00f4nibus, pergunta onde est\u00e1vamos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>A gente se perdeu. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele s\u00f3 iria saber da verdade, de nossa \u201cperdida\u201d pela linha de montagem do Fusca no M\u00e9xico, quando as mat\u00e9rias fossem publicadas aqui no Brasil, Com direito a Nossa Senhora de Guadalupe e tudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rodamos com os Jetta at\u00e9 a Cidade do M\u00e9xico, uma bagun\u00e7a organizada que lembra as grandes cidades brasileiras. Mais para S\u00e3o Paulo que para o Rio. E um sentimento se tornava cada vez mais forte: o de que n\u00e3o est\u00e1vamos no exterior, no \u201cestrangeiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pa\u00edses e desertos s\u00e3o assim: ou voc\u00ea gosta e sente \u201cem casa\u201d ou voc\u00ea n\u00e3o gosta e quer voltar para sua casa. O M\u00e9xico \u00e9 um Brasil que fala espanhol. Ali\u00e1s, a sensa\u00e7\u00e3o de estar em casa era t\u00e3o grande que, quando algu\u00e9m na rua falava espanhol com a gente era at\u00e9 estranho. A impress\u00e3o era de que eles deviam falar portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de comer pratos apimentados e beber tequila (em forma de margaritas, a caipirinha mexicana, claro que a base de tequila) precis\u00e1vamos cuidar de nossa miss\u00e3o nada secreta: rodar com um Fusca mexicano na Cidade do M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltamos a ligar para locadoras. Numa delas \u2013 depois de muita conversa tentando tirar o Fusca de nossa cabe\u00e7a para alugar \u201ccoisa melhor\u201d \u2013 finalmente a atendente confessou que havia um \u00fanico Vocho no estoque:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211;<em>\u00c9 novinho, pouco rodado, ningu\u00e9m quer. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sorte grande. O Fusquinha era modelo do ano (2002), tinha apenas 200 km rodados e a locadora ficava perto do hotel. Fomos a p\u00e9 e a di\u00e1ria foi uma pechincha. A garota da locadora ainda ofereceu um VW Pointer pelo mesmo pre\u00e7o. S\u00f3 que Pointer era exatamente o nome do Gol brasileiro e isto n\u00e3o quer\u00edamos de jeito nenhum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAbelha em barraca de caldo de cana\u201d, \u201cpinto fu\u00e7ando no lixo\u201d&#8230; v\u00e1rias met\u00e1foras serviriam para definir a felicidade de Jason e eu no Fusquinha. Vidros maiores e motor com inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica eram apenas algumas das muitas melhorias do modelo mexicano que o Fusquinha brasileiro jamais teve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fomos pegando avenidas e saindo para a periferia da Cidade do M\u00e9xico em dire\u00e7\u00e3o as montanhas, fora daquela bacia que forma a regi\u00e3o central. Nem prestamos aten\u00e7\u00e3o no caminho. Atravessamos bairros pobres, ruas sem asfalto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211;<em>Cara! A gente precisa fotografar este Vochito. Daqui a pouco o sol est\u00e1 se pondo e n\u00e3o tem mais luz. <\/em>Era o Jason me acordando do transe de rodar com o Fusca vermelho naquelas ruas esburacadas. Um Besouro novo com o velho desenho da \u00e9poca da Segunda Guerra mundial era o bastante para fazer daquela viagem um sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vimos um circo e estacionamos no largo p\u00e1tio em frente \u00e0 entrada. Num canto, um tranq\u00fcilo elefante amarrado nos olhava com cara de curiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7amos a fotografar. As pessoas que passavam queriam saber por que fotograf\u00e1vamos um Fusca, algo que nada tem de especial. Come\u00e7a a longa explica\u00e7\u00e3o que \u00e9ramos brasileiros (o que j\u00e1 limpava a barra, como sempre) e o carrinho n\u00e3o era mais fabricado por aqui. E a resposta era un\u00e2nime:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>Voc\u00ea pode ser brasileiro, mas ele \u00e9 mexicano<\/em>. Era sempre a mesma frase apontando para o Jason, que respondia rindo \u201c<em>um pouco brasileiro, um pouco mexicano\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terminadas as fotos, fomos a um barzinho em frente ao circo, tomar um caf\u00e9 e comer uns salgadinhos meio estranhos. Claro que apimentados. Jason olha para minha cara;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>-Voc\u00ea tem alguma id\u00e9ia de onde estamos?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Nenhuma.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perguntamos para o dono do bar. Surpreso, o mexicano interroga se estamos perdidos. Resposta padr\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <em>Somos brasileiros. <\/em>A\u00ed, na maior boa vontade, ele diz o nome do bairro e explica direitinho o caminho de volta para o centro da Ciudad de M\u00e9xico. Pegamos grandes avenidas e uma hora depois o Vocho entrava na garagem do hotel. Para variar, bronca do assessor:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Voc\u00eas sumiram, de novo. Onde estavam?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contamos que finalmente conseguimos um Fusca e fomos para a periferia da cidade, repetindo o nome do bairro que o dono do bar tinha dito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Aquela regi\u00e3o \u00e9 muito perigosa. Voc\u00eas podiam ter sido assaltados, sequestrados&#8230;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jason interrompe a frase do assustado assessor;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Eu sou do Rio, ele \u00e9 de S\u00e3o Paulo e a gente sabe bastante sobre cidades perigosas. Al\u00e9m disso, tenho cara de mexicano. E quem vai ligar para dois caras, com jeit\u00e3o de locais, rodando por a\u00ed num Fusca. Foi o passeio mais tranq\u00fcilo de nossa vida. At\u00e9 fomos ao circo.<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>&#8220;Este texto \u00e9 parte de um conto do livro Sorvete de Graxa, do jornalista Josias Silveira. Toda hist\u00f3ria \u00e9 verdadeira e todos personagens est\u00e3o vivos e confirmam seu conte\u00fado, desde os dois jornalistas at\u00e9 o Fusca e o elefante do circo&#8221;.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzimos a aventura de dois jornalistas brasileiros que invadiram a \u00faltima linha de montagem do Fusca no mundo<\/p>\n","protected":false},"author":156,"featured_media":385602,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wm1_technical_sheet":[],"wm1_cross_sell_banner_enabled":true,"wm1_cross_sell_banner_custom":{"imageId":null,"link":"","target":"_blank","trackClickName":""},"wm1_related_links":[],"footnotes":""},"categories":[948],"tags":[19],"brand":[791],"class_list":["post-667349","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carros","tag-cultura-auto","brand-volkswagen"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/667349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/156"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=667349"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/667349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":896866,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/667349\/revisions\/896866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/385602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=667349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=667349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=667349"},{"taxonomy":"brand","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/wp-json\/wp\/v2\/brand?post=667349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}