{"id":692869,"date":"2019-02-04T16:59:05","date_gmt":"2019-02-04T18:59:05","guid":{"rendered":"https:\/\/api.www.webmotors.com.br\/wm1\/?p=692869"},"modified":"2026-09-16T17:42:16","modified_gmt":"2026-09-16T20:42:16","slug":"royal-enfield-himalayan-quer-ser-aventureira-raiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/motos\/aventura-e-off-road\/royal-enfield-himalayan-quer-ser-aventureira-raiz\/","title":{"rendered":"Royal Enfield Himalayan quer ser aventureira raiz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde que a Royal Enfield chegou ao Brasil h\u00e1 cerca de dois anos, os motociclistas perguntam sobre a <strong>Himalayan<\/strong>. A trail, que finalmente desembarca no Pa\u00eds com pre\u00e7o de R$ 18.990, desperta um interesse maior nos consumidores brasileiros do que os outros modelos cl\u00e1ssicos j\u00e1 vendidos por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de todo reboli\u00e7o em torno da <strong>Himalayan<\/strong>, \u00e9 bom que se diga que ela n\u00e3o pretende ser a mais moderna e potente das aventureiras m\u00e9dias. Nem vencer um concurso de beleza. Pelo contr\u00e1rio. E os engenheiros da Royal Enfield fazem quest\u00e3o de reafirmar isso a toda hora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone size-foto_wide wp-image-692874\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2480\" height=\"1654\" src=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164037\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_1.jpg\" alt=\"Royal Enfield Himalayan \" class=\"wp-image-692874\" srcset=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164037\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_1.jpg 2480w, https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164037\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_1-118x80.jpg 118w\" sizes=\"(max-width: 2480px) 100vw, 2480px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Himalayan quer ser moto aventureira raiz para quem quer viajar por qualquer caminho<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desenvolvida para rodar na cadeia de montanhas do Himalaia no norte indiano ou explorar os recantos de um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais como a \u00cdndia, a proposta da Himalayan \u00e9 ser ao vers\u00e1til para rodar em qualquer caminho e ao mesmo tempo acess\u00edvel aos motociclistas. Afinal, j\u00e1 h\u00e1 muitas bigtrails recheadas de tecnologias e com centenas de cavalos, mas que intimidam a maioria das pessoas, seja pela altura do banco ou pelo pre\u00e7o na etiqueta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Simplicidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo no modelo foi projetado para ser simples e descomplicado. A come\u00e7ar pelo seu design. Pode n\u00e3o ganhar concursos de beleza, mas a inspira\u00e7\u00e3o retr\u00f4 manteve, de certa forma, a identidade da marca e resultou em quase nenhuma carenagem pl\u00e1stica. H\u00e1 barras para amarrar bagagem que funcionam como prote\u00e7\u00e3o para o tanque, al\u00e9m de suporte para malas laterais traseiras e um bagageiro para o top-case.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone size-foto_quadrada wp-image-692876\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2480\" height=\"1654\" src=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164221\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_3.jpg\" alt=\"Royal Enfield Himalayan \" class=\"wp-image-692876\" srcset=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164221\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_3.jpg 2480w, https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164221\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_3-118x80.jpg 118w\" sizes=\"(max-width: 2480px) 100vw, 2480px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Himalayan n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00e1gil nas mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o, mas transmite confian\u00e7a para deitar nas curvas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro ber\u00e7o duplo pode n\u00e3o ter a agilidade das concorrentes, como Kawasaki Versys X-300 e BMW G 310 GS, que t\u00eam o motor fazendo parte da estrutura, mas por outro lado oferece uma prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica ao monocil\u00edndrico. Como se n\u00e3o bastasse, a Himalayan ainda vem com um protetor de c\u00e1rter em alum\u00ednio como item de s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O motor de um cilindro e 411 cm\u00b3 tem duas v\u00e1lvulas, comando simples no cabe\u00e7ote e refrigera\u00e7\u00e3o a ar e \u00f3leo, mas emprega mais tecnologia que qualquer um j\u00e1 fabricado pela Royal Enfield. E de quebra suas v\u00e1lvulas utilizam um sistema simples de ajuste, que requer verifica\u00e7\u00f5es mais constantes, por\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As suspens\u00f5es tamb\u00e9m n\u00e3o inovam. Garfo telesc\u00f3pico convencional com tubos de 41 mm e 200 mm de curso na dianteira; com um monoamortecedor (o primeiro a equipar um Royal) fixado por links com 180 mm de curso e ajuste na pr\u00e9-carga da mola.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, essa simplicidade significa corte de custos. A Himalayan n\u00e3o tem regulagem no manete de embreagem, algo comum em motos at\u00e9 mais baratas; o guid\u00e3o parece muito fino e as pedaleiras da garupa em pl\u00e1stico injetado parecem fr\u00e1geis para sua proposta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como \u00e9 pilotar a Himalayan<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone size-foto_quadrada wp-image-692878\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1417\" height=\"2126\" src=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164452\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_5.jpg\" alt=\"Royal Enfield Himalayan \" class=\"wp-image-692878\" sizes=\"(max-width: 1417px) 100vw, 1417px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bom torque desde os baixos giros encomiza trocas no c\u00e2mbio de cinco marchas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conceito de uma moto aventureira robusta, com bastante torque em baixos giros e acess\u00edvel tamb\u00e9m me deixou curioso. Principalmente, como funcionaria na pr\u00e1tica nas ruas e estradas brasileiras. No evento de lan\u00e7amento da Himalayan, o primeiro teste de cerca de 140 km mesclava trechos de terra batida, a sinuosa Estrada dos Romeiros e rodovias de tr\u00e2nsito r\u00e1pido no interior paulista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao subir no modelo, chama aten\u00e7\u00e3o o assento baixo para uma trail: 800 mm do solo, altura que permite que pessoas a partir de 1,70 m j\u00e1 consigam apoiar os p\u00e9s no ch\u00e3o. O assento em dois n\u00edveis tem bom espa\u00e7o e muito conforto para o piloto em fun\u00e7\u00e3o de sua maciez. O guid\u00e3o curvado \u00e9 mais pr\u00f3ximo ao corpo do que em outras trails.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O motor tem partida el\u00e9trica e desperta facilmente. O ronco compassado e grave lembra os monocil\u00edndricos de antigamente, aquele \u201ct\u00f3-t\u00f3-t\u00f3\u201d que muitos curtem. Ao acionar a embreagem macia, assistida e deslizante, e engatar a primeira marcha percebe-se o que os indianos queriam dizer com muito torque em baixas rota\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 preciso subir muito os giros do motor para que a Himalayan se mova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A acelera\u00e7\u00e3o da trail n\u00e3o impressiona tanto, embora ela tenha uma boa arrancada. Mas o que se destaca \u00e9 a capacidade do motor de produzir torque, j\u00e1 acima de 2.500 rpm. Logo de cara, em uma estrada de ch\u00e3o batido, mesmo em terceira marcha a Himalayan demonstra ter for\u00e7a para superar uma subida &#8211; desde que se mantenha o motor acima dessa faixa de giros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra boa surpresa vem das suspens\u00f5es, que os indianos tiveram a preocupa\u00e7\u00e3o de recalibrar para o mercado brasileiro. Eu j\u00e1 havia pilotado o modelo em um curto passeio pelas ruas de Nova D\u00e9lhi, tentando sobreviver em meio ao caos do tr\u00e2nsito da capital indiana e sua m\u00e3o inglesa, e tinha notado um amortecimento macio demais. Na vers\u00e3o para o Brasil, pude notar claramente que o acerto estava mais r\u00edgido, deixando a moto mais est\u00e1vel nas retas e curvas, mas sem \u201cdar fim de curso\u201d mesmo em valetas mais profundas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone size-foto_wide wp-image-692877\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2126\" height=\"1417\" src=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164320\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_4.jpg\" alt=\"Royal Enfield Himalayan \" class=\"wp-image-692877\" srcset=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164320\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_4.jpg 2126w, https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164320\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_4-118x80.jpg 118w\" sizes=\"(max-width: 2126px) 100vw, 2126px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O guid\u00e3o \u00e9 um pouco baixo e curvado, mas trail tem bom posicionamento para pilotar em p\u00e9 no off-road<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00fanica quest\u00e3o \u00e9 que, em fun\u00e7\u00e3o da embreagem deslizante e do peso elevado do modelo (191 kg em ordem de marcha), \u00e9 complicado levantar a roda traseira para evitar um buraco ou pedra. \u00c9 preciso \u201cqueimar\u201d um pouco de embreagem e fazer for\u00e7a nos bra\u00e7os para aliviar as pancadas na roda dianteira de 21 polegadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por falar em rodas, elas cal\u00e7am os bons pneus Pirelli MT 60 de uso misto, que at\u00e9 v\u00e3o bem na terra seca e transmitem confian\u00e7a no asfalto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os freios a disco nas duas rodas com pin\u00e7as ByBre, a mesma marca da linha G 310 da BMW e da KTM 390 Duke, contam com flex\u00edveis de malha de a\u00e7o (aeroquip) e, embora tenham boa pot\u00eancia de frenagem n\u00e3o s\u00e3o muito progressivos. Ou seja, exigem que se aperte bem o manete de freio para entrar em funcionamento. Ainda bem que h\u00e1 o sistema ABS, que evita travamento em situa\u00e7\u00f5es de baixa ader\u00eancia. A cr\u00edtica vai para a impossibilidade de desativar o sistema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-provider-youtube wp-block-embed-youtube\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><img src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/0S_qHCKgN6M\/sddefault.jpg\" alt=\"Video: Teste Royal Enfield Himalayan\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\">\n            <button type=\"button\" class=\"wp-block-embed__play\" data-video-id=\"0S_qHCKgN6M\" data-title=\"Teste Royal Enfield Himalayan\" aria-label=\"Reproduzir v\u00eddeo\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"96\" height=\"96\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 24 24\" aria-hidden=\"true\">\n  <path fill=\"#fff\" d=\"M12 22C6.49 22 2 17.52 2 12S6.49 2 12 2s10 4.49 10 10-4.48 10-10 10m0-18c-4.41 0-8 3.59-8 8s3.59 8 8 8 8-3.59 8-8-3.59-8-8-8\"\/>\n  <path fill=\"#fff\" d=\"m15.49 11.1399-4.97-2.98c-.67-.4-1.52.08-1.52.86v5.97c0 .78.85 1.26 1.51.86l4.97-2.99c.65-.39.65-1.33.01-1.72\"\/>\n<\/svg>\n<\/button><\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de alguns quil\u00f4metros na terra, era hora de enfrentar as curvas da Estrada dos Romeiros. Embora n\u00e3o seja uma moto \u00e1gil para mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o, a Himalayan deita com confian\u00e7a para contornar curvas, mas exige que o piloto pressione as pedaleiras e se mova sobre ela. Mas, uma vez escolhida a trajet\u00f3ria, o \u00e2ngulo de inclina\u00e7\u00e3o surpreende e as pedaleiras at\u00e9 chegaram a raspar no asfalto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O bem escalonado c\u00e2mbio de cinco velocidades e o torque do motor ajudam a economizar nas trocas de marchas no sobe e desce da charmosa rodovia. Era poss\u00edvel, manter a quarta marcha mesmo em subidas e sa\u00eddas de curvas. O que, no fim, resulta em conforto para uma longa viagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 na rodovia de pista dupla que liga Itu a Jundia\u00ed no Estado de S\u00e3o Paulo, foi poss\u00edvel conferir a acelera\u00e7\u00e3o e a velocidade final da trail. Ela mant\u00e9m 120 km\/h com facilidade, enquanto o conta-giros marcava pouco mais de 5.000 giros. A partir da\u00ed, parece acabar a pot\u00eancia do motor que, atinge seu m\u00e1ximo de 24,5 cv a 6.500 rpm, bem quando come\u00e7a a faixa vermelha. Foi poss\u00edvel chegar a 140 km\/h com relativa facilidade, mas n\u00e3o passaria muito disso. Na pr\u00e1tica, \u00e9 como pilotar uma Honda XLX 350 dos anos 90, mas com um pouco menos de pot\u00eancia, mas aquele bom f\u00f4lego em baixos e m\u00e9dios regimes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone size-foto_quadrada wp-image-692880\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2126\" height=\"1417\" src=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164620\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_6.jpg\" alt=\"Royal Enfield Himalayan \" class=\"wp-image-692880\" srcset=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164620\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_6.jpg 2126w, https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164620\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_6-118x80.jpg 118w\" sizes=\"(max-width: 2126px) 100vw, 2126px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Himalayan \u00e9 vers\u00e1til para rodar na terra e tem bom conforto para viajar no asfalto.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A boa not\u00edcia \u00e9 que, mesmo em giros mais altos, o n\u00edvel de vibra\u00e7\u00e3o da Himalayan \u00e9 praticamente nulo. Uma grata surpresa se levarmos em conta os vibrantes motores de 500cc da marca. Por isso \u00e9 bom lembrar que esse monocil\u00edndrico em nada tem a ver com o dos modelos cl\u00e1ssicos. O consumo, infelizmente, n\u00e3o foi poss\u00edvel medir.<br>\nA parte da tarde ficou reservada para uma trilha leve pelas montanhas da Serra do Japi. A falta de pneus adequados e o peso elevado da Himalayan fizeram alguns jornalistas desistir do teste que, no fim, foi mais simples do que parecia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fato de ter for\u00e7a em baixos giros facilita superar obst\u00e1culos e buracos com a Himalayan. \u00c9 quase como pilotar um Jipe a diesel: motor girando baixo, velocidade reduzida, mas com for\u00e7a para superar os obst\u00e1culos. A posi\u00e7\u00e3o de pilotagem, confort\u00e1vel na estrada, ainda \u00e9 boa para rodar de p\u00e9 no off-road, mas eu trocaria o guid\u00e3o por um mais alto e reto. As placas laterais de pl\u00e1stico onde se l\u00ea o nome da moto s\u00e3o largas e incomodam um pouco. Mas, no geral, as pedaleiras d\u00e3o bom apoio para rodar na terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A limita\u00e7\u00e3o fica por conta dos pneus, que derrapavam muito na grama e causaram alguns tombos. Nesse momento, tive a certeza que os 191 kg da trail indiana s\u00e3o, realmente, elevados para esse tipo de aventura. Em uma ladeira foi preciso duas pessoas para levantar a Himalayan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, seu design minimalista evitou maiores danos. Nada arranhou ou se quebrou, apenas o pedal de freio deu uma pequena entortada. A \u201cgaiola\u201d criada para amarrar bagagem ou levar gasolina nas altas e isoladas estradas do Himalaia (a cadeia de montanhas) ao norte da \u00cdndia protegeram o tanque, que tem capacidade para 15 litros \u2013 mais do que as concorrentes Honda XRE 300 e Yamaha Lander 250 ABS.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone size-foto_wide wp-image-692881\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2126\" height=\"1417\" src=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164713\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_8.jpg\" alt=\"Royal Enfield Himalayan \" class=\"wp-image-692881\" srcset=\"https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164713\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_8.jpg 2126w, https:\/\/midiawm1.webmotors.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/04164713\/654MOTOTESTE_RE_HIMALAYAN_8-118x80.jpg 118w\" sizes=\"(max-width: 2126px) 100vw, 2126px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Himalayan at\u00e9 encara uma trilha com seu motor torcudo, mas pneus e peso elevado limitam o modelo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao final do dia e depois de rodar cerca de 160 km com a nova Royal Enfield Himalayan tive ainda mais certeza que a ideia dos indianos \u00e9 bastante interessante. Com uma cicl\u00edstica robusta, motor torcudo e sem muita carenagem a trail entrega o que promete: ser uma aventureira vers\u00e1til para rodar no dia-a-dia, pegar uma estrada mesmo que seja de terra e at\u00e9 encarar uma trilha com valentia, mas sem muita emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Simples, espartana e com um design controverso, a Himalayan parece ser resistente para enfrentar nossas ruas e estradas, e ainda assim oferecer conforto para quem quer viajar por a\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O peso poderia ser menor, o acabamento dos manetes e espelhos retrovisores, melhor, mas seu pre\u00e7o final de R$ 18.990 \u00e9 bastante competitivo para quem s\u00f3 quer rodar de moto e n\u00e3o desfilar com o modelo mais moderno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A receita parece t\u00e3o boa que at\u00e9 mesmo os indianos apostam que ela ser\u00e1 o modelo mais vendido da Royal Enfield no Brasil, a exemplo do que acontece em outros pa\u00edses como a Col\u00f4mbia, onde a Himalayan \u00e9 respons\u00e1vel por 50% das vendas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e0queles que se preocupam com a seriedade da marca, o diretor de neg\u00f3cios internacionais, Arun Gopal, trata de tranquiliz\u00e1-los: \u201cnosso plano para o Brasil \u00e9 de longo prazo\u201d. Neste ano, devem ser inauguradas outras 10 concession\u00e1rias, sendo tr\u00eas delas j\u00e1 confirmadas em Bras\u00edlia (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fizemos uma expedi\u00e7\u00e3o com a Himalayan pela \u00cdndia. Veja os v\u00eddeos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-provider-youtube wp-block-embed-youtube\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><img src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/1VpA5HVrGMI\/sddefault.jpg\" alt=\"Video: De Moto no Himalaia Parte #1 | Webmotors On The Road\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\">\n            <button type=\"button\" class=\"wp-block-embed__play\" data-video-id=\"1VpA5HVrGMI\" data-title=\"De Moto no Himalaia Parte #1 | Webmotors On The Road\" aria-label=\"Reproduzir v\u00eddeo\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"96\" height=\"96\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 24 24\" aria-hidden=\"true\">\n  <path fill=\"#fff\" d=\"M12 22C6.49 22 2 17.52 2 12S6.49 2 12 2s10 4.49 10 10-4.48 10-10 10m0-18c-4.41 0-8 3.59-8 8s3.59 8 8 8 8-3.59 8-8-3.59-8-8-8\"\/>\n  <path fill=\"#fff\" d=\"m15.49 11.1399-4.97-2.98c-.67-.4-1.52.08-1.52.86v5.97c0 .78.85 1.26 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pin\u00e7a de um pist\u00e3o (ABS)<br>\nPneus 90\/90 \u2013 21 (dianteira) e 120\/90 \u2013 17 (traseira)<br>\nComprimento total 2.190 mm<br>\nLargura 840 mm<br>\nAltura total 1.360 mm<br>\nDist\u00e2ncia entre-eixos 1.465 mm<br>\nDist\u00e2ncia ao solo 220 mm<br>\nAltura do assento 800 mm<br>\nPeso em ordem de marcha 191 kg<br>\nTanque de combust\u00edvel 15 litros<br>\nCores Branca e preta<br>\nPre\u00e7o R$ 18.990<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simples e robusta, deve agradar motociclistas que procuram aventureira acess\u00edvel para viajar por qualquer 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