Nova Yamaha Tracer 7 mantém a pegada da antecessora – mas com vantagens
Aceleramos a sport-touring e descobrimos que, se a antiga Tracer 900 GT era boa, essa, mesmo "menor", também impressiona
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Nos últimos anos, a Yamaha investiu forte em scooters e modelos de baixa cilindrada – inclusive em várias versões especiais limitadas em associação com a Marvel.

Para além disso, o máximo que fez foi “conectar” diversos modelos, com sistemas que permitem parear o smartphone do proprietário ao painel da moto ou do scooter para ter acesso duplicado a algumas informações.
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Pouco para uma marca considerada uma das “quatro grandes japonesas” ao lado de Honda, Suzuki e Kawasaki. Aí, em outubro do ano passado, a Yamaha lançou no Brasil a Ténéré 700, que era esperada há anos. Mas, naquele momento, ficou só naquilo – e o line-up de modelos médios ou grandes ficou limitado à então nova big trail e à veterana naked MT-07.

Desta forma, “yamaheiros” de todo o Brasil continuaram com saudades de uma autêntica linhagem de alta cilindrada. Mas aí veio o Festival Interlagos – Motos deste ano e a marca dos diapasões surpreendeu todo mundo ao anunciar a sport-touring Tracer 7, a esportiva R7 e a rainha de todas, a superbike R1 – esta, em versão só para pistas e vendida sob encomenda.
O início das vendas da Tracer 7 foi anunciado para este mês de setembro, por R$ 59.990, enquanto a R7 foi prevista para o próximo mês de novembro, sem valor revelado. A Tracer 7 já está lá no site da marca pelo valor anunciado (preço público sugerido, sem frete e seguro), e tem até um link dedicado.
Como é pilotar a Yamaha Tracer 7?
Enquanto a R7 não chega, vamos contar como é acelerar a Tracer 7. Tivemos essa oportunidade durante o Festival Interlagos – Motos e, apesar de ter sido uma experiência curta, foi marcante. E isso se deve, basicamente, a um único aspecto: a moto é muitíssimo equilibrada e eficiente em sua proposta.
A antiga Tracer 900 GT, que foi vendida no mercado brasileiro entre 2019 e 2024, já era impressionante. Esguia, longilínea, magra, ágil e nervosa. A nova Tracer 7 não é exatamente uma evolução – é menor, menos potente e menor torcuda. Mas exibe a mesma eficiência ao atender a proposta de uma sport-touring.






Menos potente e torcuda que a Tracer 900 GT, mas tão eficiente quanto
A antecessora tinha motor com três cilindros em linha, 847 cm³, 12 válvulas e comando duplo, que rendia 115 cv de potência a 10.000 rpm com torque de 8,9 kgfm a 8.500 rpm. Pesava 215 quilos em ordem de marcha, mas ainda assim era um canhão.
A Tracer 7, por sua vez, recebe o mesmo bicilíndrico da Ténéré 700 e da MT-07. São 689 cm³, oito válvulas e comando duplo para entregar 73,4 cv de potência a 8.750 rpm e 6,9 kgfm de torque a 6.500 rpm. Números inferiores? Sim, mas que levam adiante mais leves 203 quilos em ordem de marcha.
A relação peso/potência da 900 GT ainda é melhor – 1,8 kg/cv, contra 2,7 kg/cv na Tracer 7. Mas repare que tanto a potência quanto o torque na Tracer 7 chegam mais cedo, o que a torna muito mais “usável”.
Enquanto a 900 GT era mais adequada a estradas, onde é possível acelerar e trabalhar mais com giros altos, a Tracer 7 é mais versátil – inclusive no trânsito urbano.
O resultado é uma moto ainda bastante veloz e rápida, com acelerações e retomadas muito fortes, porém mais dócil e ainda mais ágil – a sensação é que você está pilotando uma moto menor, na faixa dos 500 cm³.
Nas curvas, assim como na antecessora, a moto tem muito poder de inclinação – o que até assusta, vide não ser exatamente baixa. As frenagens, por sua vez, são firmes e seguras – muito em parte por serem apoiadas na ótima suspensão dianteira invertida. Atrás, o monochoque pode ser ajustado em 21 diferentes posições (!).
Nível de conforto é apenas razoável
A posição de pilotagem é até confortável, muito mais pela ergonomia bem planejada e pelo bom para-brisa com ajuste de altura, que desvia bem o fluxo do ar até os 140 km/h, do que propriamente pelo banco – duro, como em muitas Yamaha.
As pedaleiras do piloto estão quase na reta dos quadris, em posição praticamente igual à das big trail. Então as pernas ficam naturalmente dobradas e não cansam tanto. Quem quiser mais conforto pode usar o cruise control (piloto automático), disponível entre 40 km/h e 180 km/h, da 3ª à 6ª marcha.
Ali à frente do piloto surge um bonito e moderno painel de TFT de cinco polegadas, com todas as informações necessárias. Sua operação é feita por um joystick no punho esquerdo, fácil de usar e intuitivo.
Com função automática dia/noite e quatro modos de exibição, tem conectividade via aplicativo Y-Connect e navegação via mapa ou “turn-by-turn” através do aplicativo Garmin StreetCross. Quer mais? Ali ao lado do painel ainda há uma tomadinha USB, bem útil. É um conjunto que dá à moto um certo toque de sofisticação.

Design é imponente, agressivo e futurista
Não poderíamos deixar de comentar o design da Tracer 7. A Tracer 900 GT era bacana, mas nesse aspecto a “7” está muito à frente. A dianteira é agressiva, imponente e robótica, até meio futurista, com faróis de projetor pequenos coadjuvados por luzes de rodagem diurna (DRLs) logo acima e piscas incorporados aos protetores de mãos.
De perfil, a moto transmite sensação aerodinâmica, enquanto a traseira tem para-lama alto e rabeta arrebitada, com lanterna discreta.
Definitivamente a Tracer 7 merece a atenção de quem busca uma sport-touring média-grande para passear e/ou viajar com estilo, desempenho e segurança – e tudo com um custo-benefício bem interessante. E olha que é possível ir longe: o tanque pega ótimos 18 litros. Importante destacar que a Tracer 7 tem garantia de quatro anos e revisões com preços fixos.
Ficha técnica – Yamaha Tracer 7
- Preço: R$ 59.990
- Cores: vermelha metálica ou preta metálica
- Motor: dois cilindros em linha, injetado, oito válvulas, comando duplo e refrigeração líquida; 689 cm3, oito válvulas e comando duplo para entregar 73,4 cv de potência a 8.750 rpm e 6,9 kgfm de torque a 6.500 rpm
- Transmissão: câmbio de seis marchas com secundária por corrente
- Suspensões: dianteira com tubos invertidos e 13,9 cm de curso na frente e traseira monochoque com 13 cm de curso e 21 ajustes
- Pneus: Michelin Road 6 nas medidas 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás em rodas de liga leve
- Freios: a disco com ABS nas duas rodas
- Dimensões e peso: 2,13 metros de comprimento, 87,5 cm de largura, 1,39 metro de altura, 1,49 metro de entre-eixos, vão livre de 14 cm, banco a 83/85 cm do solo e 203 quilos de peso em ordem de marcha
- Garantia: quatro anos
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