10 diferenças entre o novo BYD Dolphin Mini e o modelo vendido no Brasil
Novo BYD Dolphin Mini chinês tem tração traseira, frunk, 129 cv e banco com massagem, entre outras coisas que o brasileiro não tem
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A BYD promete lançar, até o fim de 2026, por enquanto somente no mercado chinês, a segunda geração do Seagull, hatch elétrico vendido no Brasil como Dolphin Mini. No novo modelo mudam dimensões, mecânica, autonomia e equipamentos (painel de instrumentos junto com a central multimídia, por exemplo) em relação à primeira geração, que é a comercializada no Brasil e que, diga-se de passagem, é um um sucesso de vendas – é líder de emplacamentos no varejo em 2026.


E como são muitas novidades interessantes, montamos uma lista de 10 diferenças – que poderíamos, sim, chamar de evoluções significativas – entre o novo Dolphin Mini e o modelo de primeira geração, que já é fabricado pela BYD na planta da marca de origem chinesa na cidade de Camaçari, na Bahia.
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10 diferenças entre o novo BYD Dolphin Mini e o Dolphin Mini brasileiro
1. Dimensões maiores
O novo Dolphin Mini mede 4,20 metros de comprimento, 1,81 metro de largura e 1,57 metro de altura, com entre-eixos de 2,65 metros – é a mesma distância entre os eixos, por exemplo, do Volkswagen T-Cross, SUV compacto reconhecido pelo espaço interno. O modelo vendido no Brasil, por sua vez, tem 3,78 metros de comprimento, 1,72 metro de largura, 1,58 metro de altura e entre-eixos de 2,50 metros. As diferenças de 42 centímetros no comprimento e de 15 centímetros no entre-eixos são as mais relevantes.


2. Tração traseira
O motor elétrico passou do eixo dianteiro para o traseiro, e a nova geração passa a tracionar somente as rodas de trás. O Dolphin Mini brasileiro tem tração dianteira. Essa mudança tem como foco total se aproximar do Geely EX2, que é líder de vendas na China e, sim, também tem tração traseira.
3. Porta-malas dianteiro
A mudança do motor liberou espaço sob o capô para um compartimento de bagagens (popular “frunk”) com capacidade para 94 litros. O Dolphin Mini nacional tem apenas o porta-malas traseiro, de 230 litros.

4. Porta-malas traseiro mais amplo
Com o banco traseiro rebatido, o porta-malas do novo modelo chega a 1.380 litros. No Dolphin Mini brasileiro, a capacidade máxima é de 930 litros. A BYD não informou o volume da nova geração com o banco traseiro na posição normal – as chances de ser maior são reais, mas não acredite em uma diferença muito superior aos 230 litros do Dolphin Mini feito no Brasil.
5. Suspensão traseira multilink
A suspensão traseira por eixo de torção, usada no Dolphin Mini vendido no Brasil, dá lugar a um sistema multilink. A nova geração também recebe pneus mais largos e tem bitola ampliada. Essas modificações resolvem, de uma vez por todas, um dos pontos mais criticados pela imprensa brasileira assim que o Dolphin Mini, ainda importado da China, chegou ao Brasil: a suspensão traseira.
Com um comportamento muito macio, o Dolphin Mini gerava um pouco de desconforto aos passageiros. Rapidamente a engenharia da BYD trabalhou e novos amortecedores foram adotados para reduzir este desconforto. No entanto, melhor que ajustar os amortecedores, sem sombra de dúvidas, é ter suspensão independente multilink.


6. Mais potência e velocidade máxima maior
O motor do novo Dolphin Mini entrega 95 kW (129 cv) de potência, ante 55 kW (75 cv) do modelo brasileiro. A velocidade máxima sobe de 130 km/h para 150 km/h. A BYD não divulgou o torque da nova geração. O Dolphin Mini nacional tem 13,8 mkgf.
7. Mais autonomia
O novo modelo terá baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 30 kWh ou 39,2 kWh. A autonomia declarada é de 320 quilômetros e 420 quilômetros no ciclo chinês CLTC, ou de 262 quilômetros e 344 quilômetros no ciclo WLTP. O Dolphin Mini brasileiro, com bateria de 38 kWh, tem autonomia de 280 quilômetros no ciclo PBEV do Inmetro.
Importante: os ciclos CLTC, WLTP e PBEV adotam critérios diferentes, e os números não são diretamente comparáveis.
8. Painel com instrumentos na tela central
O painel da nova geração é dominado por uma tela flutuante dividida na proporção 3/7. A porção esquerda, equivalente a 30% da área, funciona como quadro de instrumentos e exibe velocidade, autonomia, consumo de energia e modos de condução. Os 70% restantes concentram navegação, música e demais funções de entretenimento. No Dolphin Mini vendido no Brasil, o quadro de instrumentos fica na posição tradicional, atrás do volante.
O conjunto também inclui volante multifuncional de dois raios e console central reformulado, com dois porta-copos e compartimentos adicionais.

9. Banco do motorista com massagem
Os bancos dianteiros do novo modelo têm ajustes elétricos, e o do motorista passa a ter função de massagem. A nova geração também estreia iluminação ambiente multicolorida. A cabine traz ainda saída de ar-condicionado ajustável para os passageiros traseiros e dois compartimentos porta-objetos sob os bancos da segunda fileira.
10. Sensor LiDAR opcional
As versões mais completas do novo Dolphin Mini podem receber, como opcional, um sensor LiDAR instalado no teto. O equipamento integra o pacote de assistência à condução DiPilot 300, também chamado de God’s Eye B.
Novo Dolphin Mini x Dolphin Mini brasileiro
| Especificação | Novo Dolphin Mini (China) | Dolphin Mini (Brasil) |
|---|---|---|
| Comprimento | 4,20 m | 3,78 m |
| Largura | 1,81 m | 1,72 m |
| Altura | 1,57 m | 1,58 m |
| Entre-eixos | 2,65 m | 2,50 m |
| Tração | Traseira | Dianteira |
| Suspensão traseira | Multilink | Eixo de torção |
| Potência | 95 kW (129 cv) | 55 kW (75 cv) |
| Torque | Não divulgado | 13,8 mkgf |
| Velocidade máxima | 150 km/h | 130 km/h |
| Bateria | 30 kWh ou 39,2 kWh | 38 kWh |
| Autonomia | 320 km a 420 km (CLTC) | 280 km (PBEV) |
| Porta-malas dianteiro | 94 litros | Não tem |
| Porta-malas (banco rebatido) | 1.380 litros | 930 litros |
Lançamento
A BYD promete lançar a segunda geração do Dolphin Mini na China até o fim de 2026, mas sem data definida. A fabricante não informou se o novo modelo substituirá o Seagull atual no mercado chinês nem anunciou planos de exportação. Na China, o principal concorrente do modelo é o Geely Xingyuan, vendido no Brasil como EX2.
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Perguntas frequentes sobre o novo BYD Dolphin Mini
- O novo BYD Dolphin Mini vai ser vendido no Brasil?
A BYD não confirmou a venda da segunda geração do Dolphin Mini no Brasil. O lançamento anunciado é apenas para a China, até o fim de 2026. A fabricante também não divulgou planos de exportação do modelo.
2. Qual a diferença entre o novo Dolphin Mini e o vendido no Brasil?
O novo Dolphin Mini é 42 cm mais comprido que o modelo brasileiro, e tem entre-eixos 15 cm maior. Tem tração traseira, suspensão traseira multilink e porta-malas dianteiro para 94 litros. O motor tem 129 cv de potência, ante 75 cv do Dolphin Mini nacional.
3. Qual a potência do novo BYD Dolphin Mini?
O novo BYD Dolphin Mini tem motor elétrico de 95 kW, equivalente a 129 cv. A velocidade máxima é de 150 km/h. A BYD não divulgou o torque.
4. Qual a autonomia do novo BYD Dolphin Mini?
A BYD declara autonomia de 320 quilômetros a 420 quilômetros no ciclo chinês CLTC, conforme a bateria de 30 kWh ou 39,2 kWh. No ciclo WLTP, os números são 262 quilômetros e 344 quilômetros. O Dolphin Mini brasileiro tem 280 quilômetros no ciclo PBEV do Inmetro, que adota outros critérios.
5. O novo BYD Dolphin Mini tem porta-malas dianteiro?
Sim. A transferência do motor para o eixo traseiro liberou espaço para um porta-malas dianteiro com capacidade para 94 litros. O porta-malas traseiro chega a 1.380 litros com o banco rebatido. O Dolphin Mini vendido no Brasil não tem compartimento dianteiro.
