Omoda 4 será híbrido flex no Brasil; conhecemos o SUV na China
SUV chega no segundo semestre de 2027 e será uma das apostas da Omoda & Jaecco para ganhar volume no país
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O Omoda 4 chegará ao Brasil no segundo semestre de 2027 com motorização híbrida flex. A confirmação ajuda a montar, enfim, uma imagem mais clara de um dos produtos mais importantes da Omoda & Jaecco para o mercado brasileiro nos próximos anos.

A Webmotors conheceu o modelo durante o International User Summit, realizado em Wuhu, na China, e teve também um contato bem rápido ao volante em um circuito fechado. O encontro serviu principalmente para entender melhor a proposta do carro e as tecnologias que a marca pretende explorar com ele.
Omoda 4 será híbrido flex
O ponto mais importante para o Brasil está embaixo do capô. A Omoda & Jaecco confirmou que o Omoda 4 brasileiro será híbrido flex, ou seja, combinará eletrificação com um motor a combustão preparado para trabalhar também com etanol, gasolina ou a mistura dos dois.







A fabricante ainda não revelou a ficha técnica definitiva para o nosso mercado, mas existe um caminho bastante provável. O Omoda 4 apresentado na Europa usa um sistema híbrido pleno, ou HEV (aquele que não precisa plugar na tomada para recarregar a bateria), com motor 1.5 turbo e propulsão elétrica. O conjunto entrega 224 cv e cerca de 30 kgf.m de torque, acompanhado por uma bateria de 1,83 kWh.
E há outro indício importante: durante o evento na China, a imprensa brasileira apurou que a Chery International está justamente desenvolvendo a versão flex do motor 1.5 turbo para seus sistemas híbridos. Por isso, é possível que o brasileiro siga uma arquitetura próxima à do híbrido apresentado lá fora, agora adaptada para gasolina e etanol.
Se o Omoda 4 brasileiro realmente seguir a arquitetura HEV apresentada internacionalmente, ele será um híbrido que não precisa ser conectado à tomada.
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Carro com inteligência artificial
Além da eletrificação, o Omoda 4 também aposta em inteligência artificial dentro da cabine. O modelo apresentado na China conta com o AI Smart Cockpit, capaz de interpretar comandos de voz mais complexos, entender melhor o contexto da conversa e controlar diferentes funções do veículo.
Para o Brasil, porém, esse pacote ainda está em estudo. Executivos disseram à Webmotors que a intenção é levar gradualmente recursos de IA e condução inteligente a mercados internacionais, mas a chegada por aqui depende de adaptação ao idioma, homologação e adequação às regras brasileiras.

Posicionamento de mercado
Outro ponto importante é que o Omoda 4 não é simplesmente um irmão menor do Omoda 5. O SUV mede 4,42 metros de comprimento, 1,86 metro de largura e tem 2,70 metros de distância entre os eixos. Na prática, ele é apenas 2,3 centímetros mais curto que o Omoda 5 e, curiosamente, tem 9 centímetros a mais de entre-eixos.
Esse porte ajuda a entender também uma mudança importante no posicionamento do carro. Quando os primeiros planos para o Brasil começaram a circular, a expectativa era de um modelo mais simples e barato, capaz de disputar espaço com SUVs como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian. Com a definição pelo conjunto híbrido e uma lista mais robusta de equipamentos e tecnologias, o Omoda 4 passou a se aproximar do território de T-Cross, Creta e Kicks.
A própria Omoda já indicou que não pretende estabelecer uma relação simples de preço entre o 4 e o 5, mas posicioná-los como produtos com propostas diferentes. Quanto isso vai custar ainda não sabemos e o preço será decisivo para entender onde, de fato, o Omoda 4 vai entrar nessa briga.
E como anda o OMODA 4?
A Webmotors também conseguiu dar uma volta no Omoda 4 durante o evento na China. Como o circuito era curto, não deu para avaliar a fundo desempenho, consumo ou comportamento dinâmico. Mas deu para conhecer melhor o carro e a cabine é um dos seus pontos fortes.
O acabamento interno é caprichado, com materiais emborrachados e revestimentos que ajudam a dar uma percepção de qualidade acima do que normalmente se espera de um SUV de entrada. Os bancos dianteiros são confortáveis, a posição de dirigir é boa e há bastante espaço para as pernas no banco traseiro, embora três adultos possam ficar mais apertados lado a lado.
No design externo o Omoda 4 também causa uma boa primeira impressão. O SUV tem linhas modernas, proporções equilibradas e uma pegada mais esportiva, principalmente na dianteira e no recorte da carroceria. Ao vivo, ele passa uma sensação de carro mais elaborado do que “SUV de entrada”, com visual jovem e bastante identidade própria.

A traseira segue a mesma linha, com desenho mais limpo e elementos que reforçam essa proposta esportiva sem exagerar. No conjunto, é um carro que chama atenção.
A unidade apresentada na China também era bem equipada: tinha bancos dianteiros elétricos, ar-condicionado digital de duas zonas, carregador por indução, central multimídia de 13,6 polegadas e um enorme teto solar panorâmico, que deixa a cabine ainda mais agradável.
Vale lembrar que a Omoda ainda não confirmou quais desses equipamentos estarão nas versões brasileiras. Mas o primeiro contato reforça aquela impressão que aparece em outros pontos do carro: o Omoda 4 está longe de parecer uma opção feita apenas para ser a mais barata da gama.
Quando chega ao Brasil?
O OMODA 4 chega ao Brasil no segundo semestre de 2027. A versão brasileira será híbrida flex. Até lá, o que conhecemos na China ajuda a mostrar a direção do projeto: um SUV híbrido que quer disputar espaço não apenas pelo preço, mas também por tecnologia e que terá no etanol uma das principais adaptações para o mercado brasileiro.
Viagem realizada a convite da OMODA & JAECOO.
