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BYD manda no mercado de carros elétricos em 2025

por Marcelo Monegato

O mercado de carros elétricos no Brasil é dominado por uma marca: BYD. De acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira (13) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a marca de origem chinesa abocanhou impressionantes 71,9% do mercado de automóveis de passeio 100% elétricos. A BYD, nos 12 meses do ano passado, acumulou 57.089 veículos elétricos emplacados. A Volvo, segunda colocada, teve apenas 5.168 emplacamentos no mesmo período, o que representa 6,50% do mercado.
Completando o pódio, na terceira colocação, ficou a Geely, com 3.370 carros elétricos novos emplacados, ou 4,25% de todos os automóveis de passeio com esse sistema de propulsão comercializados.

Veja as 10 marcas que mais venderam carros elétricos no Brasil em 2025:
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BYD Dolphin Mini é o destaque entre os carros elétricos

O domínio da BYD no mercado de carros 100% elétricos se deve muito ao excelente desempenho do Dolphin Mini. O subcompacto somou 32.459 unidades licenciadas no ano passado, sendo pelo segundo ano consecutivo o veículo mais vendido do Brasil com esse sistema de propulsão.
Quem também foi fundamental para o sucesso da fabricante asiática foi o Dolphin. O irmão maior do Dolphin Mini cravou 15.216 emplacamentos, sendo o segundo mais vendido no ranking. Yuan Plus e Yuan Pro ajudaram, mas de maneira mais discreta, com 6.019 veículos licenciados.

10 perguntas sobre carros elétricos

Os carros elétricos são uma realidade nas ruas brasileiras. Com modelos na mesma faixa de preço de compactos a combustão, os automóveis a bateria deixaram - há tempos - de ser um veículo de nicho.
Por isso mesmo a equipe do WM1 reuniu as 10 respostas definitivas para você decidir se 2026 é o ano de abandonar o posto de gasolina e abraçar a mobilidade elétrica.
1. Quanto custa o carro elétrico mais barato no Brasil hoje?
No início de janeiro de 2026, o Renault Kwid E-Tech é o carro elétrico mais barato do Brasil: parte de R$ 99.990. O modelo da marca francesa é seguido pelo BYD Dolphin Mini (R$ 118.990) e o pelo Geely EX2 (R$ 119.990).
2. Qual é a autonomia real de um elétrico em 2026?
Carros elétricos premium já ultrapassam a marca dos 500 quilômetros de alcance no ciclo Inmetro. Mas mesmo modelos de entrada entregam boas autonomias, que chegam perto dos 300 quilômetros. É o caso do BYD Dolphin Mini e do Geely EX2.
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3. Onde eu carrego o carro se morar em prédio?
Em condomínios novos, já existe uma tendência de instalação de infraestrutura para recarga. Já nos edifícios antigos, a coisa muda de figura e a resposta varia muito de local para local. No pior dos casos, a opção será depender dos carregadores em shoppings e dos eletropostos. O que está longe de ser o ideal, mas pelo menos essa rede "publica" de recarga está em crescimento acelerado nos últimos anos.
4. O IPVA de carro elétrico é isento em todos os estados?
Não. Mas alguns estados - como Rio Grande do Sul, MInas Gerais, Maranhão, Pernambuco e também no Distrito Federal já oferecem isenção total de IPVA para carros elétricos. Vale checar antes qual é a regra mais atual junto ao Detran do seu estado.
5. Carregar na tomada de casa gasta muita luz?
Gasta, mas esse gasto extra é compensado pela economia brutal em relação a um automóvel a combustão. Rodar 100 quilômetros em um carro elétrico custa, em média, R$ 13,50 (carregando em casa), contra cerca de R$ 46 em um carro a gasolina.
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6. É seguro carregar o carro elétrico na chuva?
É 100% seguro. Os sistemas de recarga possuem protocolos de comunicação: a energia só flui quando o plugue está totalmente travado e o sistema está isolado. Se cair um raio no carro, a carroceria faz o papel de "gaiola de Faraday", levando a descarga para o solo sem atingir os ocupantes ou a bateria.
7. A bateria vicia ou precisa ser trocada em poucos anos?
Mito. As baterias mais modernas usam gestão térmica avançada. Estudos mostram que, após cinco anos de uso, a perda de capacidade é de apenas 2% a 3% ao ano. A maioria das marcas oferece entre oito e 10 anos de garantia para este componente.
8. Manutenção de elétrico é realmente 30% mais barata?
Sim, ou até mais. Elétricos não têm óleo, filtros de combustível, velas, correia dentada, embreagem ou escapamento. A revisão básica resume-se a filtros de cabine, fluido de freio e verificação de pneus e suspensão. Sem contar que, em boa parte dos modelos, os intervalos entre as revisões obrigatórias são maiores que os de um automóvel convencional.
9. O que acontece se a bateria acabar no meio do caminho?
O carro avisa com antecedência e entra em "modo tartaruga" para economizar o último fôlego. Se zerar, o procedimento é o mesmo de um carro comum: guincho. Importante: elétricos devem ser transportados em plataforma, nunca rebocados, para não danificar os motores.
10. Carro elétrico vale a pena no Brasil?
Sim. Para quem roda muito ou usa o carro no trabalho, a relação custo-benefício é melhor que a de um automóvel equivalente a combustão, por fatores como os preços de energia mais baixos e a manutenção reduzida.
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