Coloca o segundo país mais populoso do mundo (atrás apenas da Índia) no caminho de registrar pela primeira vez uma retração anual de dois dígitos na comercialização interna de veículos. Ainda é cedo para prever o que acontecerá nos próximos anos, depois de duas décadas em que o gigante asiático surpreendeu com o crescimento impressionante de sua indústria automobilística.
Segundo Fu Bingfeng, da ACFA, esse ritmo superou a capacidade de absorção dos compradores. Estima-se para este ano o total 500 modelos, de 130 marcas, com margens de lucros apertadas demais. Há uma queda nas vendas internas prevista de 14% no fechamento deste ano, para menos de 21 milhões de veículos.
Um imposto recente de 5% sobre veículos elétricos e híbridos plugáveis, em lugar de subsídios sem muita transparência, levou a uma queda de 6% de vendas só em julho último. A alternativa foi exportar, com ajuda fundamental do governo, volumes recordes: 5,35 milhões de veículos até o mês passado, um aumento estonteante de 73% que intensificou a concorrência muito além das fronteiras da China.
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Ele lembra que o mercado não cresce na mesma proporção das marcas que desembarcam aqui e quem investiu em novas concessionárias pode sofrer prejuízos. E acrescento eu: também os compradores.
Os fabricantes não chineses, alguns há décadas no Brasil, anunciaram R$ 180 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos.
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