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Quem bate de frente com a Hilux?
Note que os três modelos citados e que terminaram o ano no pódio concentraram a maior parte das vendas da categoria, o que confirma a preferência do cliente brasileiro por picapes consolidadas, que combinam robustez, grande capacidade de carga e conforto.A Toyota Hilux continua como o maior destaque do segmento de picapes médias na região. Produzida na Argentina e importada para cá, a picape é reconhecida pela bom nível de confiabilidade mecânica e por ter o suporte de uma ampla rede de concessionárias.
Com motor 2.8 turbodiesel de até 204 cv de potência e câmbio automático de seis marchas, a Hilux tem tração 4x4 e capacidade de carga superior a uma tonelada. Além disso, traz pacotes de tecnologia e segurança que reforçam seu custo/benefício.
Ranger e S10 em disputa
A Ford Ranger, também feita na Argentina, consolidou em 2025 a segunda posição do ranking, com 34.047 unidades. No pódio, é a picape que trocou de geração mais recentemente (em 2023). Trouxe design atualizado e motores mais eficientes, incluindo um 2.0 turbodiesel e um 3.0 V6 nas versões topo de linha.A Ranger se destaca pelo nível de conforto interno e pela oferta de equipamentos mais avançados, como painel digital e sistemas de assistência ao motorista.
Já a Chevrolet S10, feita em São José dos Campos (SP) - é a única do trio produzida no Brasil -, foi a terceira colocada da categoria, com 31.451 unidades.
A picape da GM é tradicionalmente forte no mercado brasileiro. Tem motor 2.8 turbodiesel de 200 cv de potência e câmbio automático de seis marchas, como as rivais. É valorizada por sua robustez e pela integração com o sistema MyLink, além de ter versões voltadas tanto para trabalho quanto para uso familiar.
O restante do ranking
4. Mitsubishi Triton
Vendeu 11.719 unidades. Combina motor 2.4 turbodiesel de 190 cv com tração 4x4 e câmbio automático de seis marchas, reconhecido pela durabilidade.5. Fiat Titano
Emplacou 6.437 unidades. Um dos grandes lançamentos da Stellantis em 2024, trocou a fabricação no Uruguai pela Argentina este ano e ainda busca espaço com seu motor 2.2 turbodiesel. Um de seus trunfos é o preço competitivo.6. Nissan Frontier
A picape média japonesa registrou 5.091 unidades em 2025. Fabricada em Córdoba (na Argentina), tem motor 2.3 biturbo a diesel de 190 cv e suas principais virtudes são a robustez e o conforto.7. Mitsubishi L200
A antiga geração da picape da Mit emplacou 3.561 unidades. Versão de entrada e mais tradicional da picape, ainda é vendida para nichos específicos.8. Volkswagen Amarok
Foram 2.730 unidades. A mais veterana do segmento, feita sobre a mesma plataforma desde 2010, a Amarok usa motor 2.0 ou V6 turbodiesel - este com 258 cv de potência. Vendeu pouco porque já está em fase de transição para a próxima geração.9. GWM Poer P30
A picape recém-lançada da GWM conseguiu faturar 1.280 unidades. Primeira picape da marca chinesa no Brasil, sua aposta é em tecnologia e preço competitivo, assim como a Fiat Titano.10. BYD Shark
A décima posição do ranking ficou com a BYD Shark, que vendeu 1.130 unidades em 2025. A opção da BYD para o segmento, lançada no final de 2024, tem como destaque a motorização híbrida plug-in, o que começa a mostrar a tendência de eletrificação na categoria.Análise
O desempenho das vendas em 2025 revelado nesta terça pela Fenabrave mostra que o consumidor brasileiro continua valorizando picapes médias tradicionais, embora também esteja aberto a novidades.A soma dos dez modelos mais vendidos citados acima resulta em 147.167 unidades - mais do que a Fiat Strada, o carro mais vendido do país, vendeu durante a temporada.
É evidente que Hilux, Ranger e S10 mantiveram o domínio, mas vale destacar que a chegada de novos modelos como Fiat Titano, GWM Poer P30 e BYD Shark indica que o segmento passa por uma fase de diversificação.
A presença de marcas chinesas e de novas versões eletrificadas - como a Ford Ranger híbrida, que já foi confirmada - sugere que o futuro das picapes médias no Brasil deva ser mais voltado para eficiência energética e tecnologia embarcada.
Ainda assim, preço, robustez e uma ampla e forte rede de concessionárias permanecem como fatores decisivos na escolha do consumidor.
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