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Nissan Kait acerta em manter DNA do Kicks Play

Nissan mantém principais atributos do Kicks Play (mecânica confiável, espaço e preço), e injeta cara nova e equipamentos

por Marcelo Monegato

O Kait 2026 é, na teoria, uma cartada muito inteligente da Nissan no mercado brasileiro. E a explicação geral para isso é simples: as qualidades do Kicks Play, seu antecessor, foram mantidas, como mecânica robusta e confiável, bom espaço interno e preços, e o que estava ultrapassado e defasado passou por uma reformulação — e aqui estamos falando de design e lista de equipamentos. Saiba mais: Podemos dizer que o Kait é uma evolução do Kicks Play com foco no mercado. E os resultados deverão aparecer de forma positiva nos próximos meses. Vale destacar que a movimentação da Nissan (aposentar o Kicks Play e trazer o Kait) é ousada, já que o SUV que pendurou as chuteiras foi o carro mais vendido da marca em 2025.
Veja os emplacamentos do Kicks Play versus os do Novo Kicks nos três últimos meses de 2025. Os dados são da consultoria JATO:
Outubro/2025 Novembro/2025 Dezembro/2025

A expectativa, de acordo com pessoas próximas à marca de origem japonesa, é que o Kait tenha uma leve alta em relação aos emplacamentos do Kicks Play e, em paralelo, traga um pouco mais para cima também as vendas do Novo Kicks.

Por que o Kait 2026 é uma cartada muito inteligente da Nissan?

Bom espaço interno

Um dos pontos estruturais da estratégia da Nissan para o Kait é o espaço interno. O modelo tem 4,30 metros de comprimento, 1,76 metro de largura, 1,61 metro de altura e 2,61 metros de entre-eixos, medidas que o colocam acima da maioria dos SUVs de entrada disponíveis no Brasil.
O porta-malas de 432 litros repete a capacidade já oferecida no Kicks Play e mantém o Kait em posição competitiva dentro do segmento.
Essas dimensões não apenas aproximam o modelo do antigo Kicks Play, como também o destacam frente a rivais como Volkswagen Tera e Fiat Pulse, que oferecem medidas inferiores em diferentes aspectos.
A proposta do modelo é atender consumidores que colocam o espaço interno como um dos fatores decisivos de compra, especialmente considerando o comportamento típico do público desse segmento, que valoriza habitabilidade e praticidade no uso diário.

Conjunto mecânico conhecido, robusto e confiável

O Nissan Kait utiliza o mesmo conjunto mecânico empregado no Kicks Play: motor 1.6 flex aspirado, de quatro cilindros, que entrega até 113 cv (etanol)/110 cv (gasolina) de potência, sempre em conjunto com o câmbio automático do tipo CVT Xtronic.
A escolha por manter exatamente esse powertrain tem relação direta com a linha estratégica da marca para o modelo, priorizando operação simples, baixo nível de complexidade técnica e manutenção com custos previsíveis.
O comportamento do motor e da transmissão repete o padrão já conhecido dos clientes do Kicks Play, mantendo acelerações lineares, trocas suaves e ausência de características que elevem o nível de exigência mecânica.

Isso coloca o Kait em posição alinhada ao perfil de consumidor que busca confiabilidade e uso cotidiano sem surpresas, diferentemente de modelos turbinados que exigem maior atenção técnica.
O consumo do Kait é 7,8 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada, quando abastecido com etanol, e 11,3 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada, com gasolina.

Equipamentos e estrutura de versões

O Kait é vendido em quatro versões: Active, Sense Plus, Advance Plus e Exclusive, com preços entre R$ 117.990 e R$ 152.990. Todas oferecem rodas de 17 polegadas, faróis e lanternas full-LED e central multimídia de 8 polegadas na versão inicial.
Versões superiores adicionam painel digital, central multimídia com tela de 9 polegadas, carregador por indução e sistemas de assistência como alerta de colisão, frenagem automática e assistentes de faixa.

Design atualizado complementa a estratégia

O novo Nissan Kait traz elementos visuais inéditos, como a barra única que conecta as lanternas traseiras e o nome "KAIT" centralizado na tampa do porta-malas. Esses elementos marcam a nova identidade visual da Nissan para sua linha de SUVs compactos, substituindo o design anterior sem alterar profundamente a arquitetura do veículo.
Ficha Técnica – Nissan Kait 2026 Vídeo relacionado

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Nissan Kait 2026 não terá vida fácil

O Nissan Kait 2026 chegou ao mercado com o segmento de SUVs de entrada borbulhando. Tera, Pulse, Renault Kardian, Citroën Basalt e Honda WR-V já estão brigando pelos consumidores que estão adentrando ao segmento que mais vendeu carros no Brasil em 2025. E ainda este ano serão lançados mais dois modelos: Chevrolet Sonic e Jeep Avenger.
Confira os principais adversários do Nissan Kait 2026:
1. Volkswagen Tera
O Volkswagen Tera tem um pacote mecânico enxuto, dividido entre duas motorizações. As versões de entrada usam o motor 1.0 MPI flex, capaz de entregar 84 cv e 10,3 kgfm, sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas.

Acima dela, o Tera adota o já conhecido 1.0 170 TSI turbo, que sobe a potência para 116 cv e torque de 16,8 kgfm, com opção de transmissão manual de cinco velocidades ou automática de seis marchas, dependendo da versão.
No tamanho, o SUV mantém proporções compactas: são 4,15 metros de comprimento, 1,77 metro de largura, 1,48 metro de altura e 2,56 metros de entre‑eixos, números que colocam o Tera entre os menores do segmento. O porta‑malas tem capacidade para 350 litros.
2. Fiat Pulse
O Fiat Pulse tem uma gama ampla de motores. As versões de entrada utilizam o já conhecido 1.3 Firefly de 98/107 cv, disponível com câmbio manual de cinco marchas ou CVT. Já as versões intermediárias são equipadas com o motor 1.0 Turbo 200, que rende 125/130 cv e torque de 20,4 kgfm, sempre ligado ao câmbio CVT. Para quem busca esportividade, a linha ainda dispõe do Abarth 1.3 Turbo, que entrega até 185 cv, com transmissão automática de seis marchas.

Dimensões: 4,10 metros de comprimento, 1,77 metro de largura, 1,57 metro de altura, 2,53 metros de entre‑eixos e porta‑malas para 370 litros.
3. Citroën Basalt
O Citroën Basalt tem visual de SUV‑cupê acessível e duas opções de motorização. A versão de entrada recebe o motor 1.0 Firefly flex de 75 cv, sempre acoplado ao câmbio manual de cinco velocidades. Já as versões Turbo 200 utilizam o motor 1.0 turbo flex de 130 cv e 20,4 kgfm, combinado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas.

Com 4,34 metros de comprimento, 1,76 metro de largura, 1,59 metro de altura e 2,64 metros de entre‑eixos, o Basalt se destaca pelo porta‑malas generoso para 490 litros, o maior da categoria.
4. Renault Kardian
O Renault Kardian surgiu como uma das apostas mais fortes da marca no segmento de SUVs compactos. É sempre equipado com o mesmo conjunto mecânico: o motor 1.0 TCe turbo flex, capaz de entregar 125 cv e 22,4 kgfm com etanol, ou 120 cv e 20,4 kgfm com gasolina. O modelo tem duas opções de câmbio: manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem (DCT) de seis velocidades.

Compacto por fora, o Kardian mede 4,12 metros de comprimento, 1,74 metro de largura, 1,54 metro de altura e 2,60 metro de entre‑eixos, enquanto o porta‑malas acomoda 410 litros.
5. Honda WR‑V
Relançado com nova geração, o Honda WR‑V chegou com uma receita diferente das dos rivais ao não adotar motores turbo. Todas as versões usam o 1.5 i‑VTEC aspirado, que entrega 126 cv e 15,8 kgfm, sempre associado a um câmbio automático CVT.

Agora maior, o WR‑V tem 4,32 metros de comprimento, 1,79 metro de largura, 1,65 metro de altura e entre‑eixos de 2,65 metros. O porta‑malas para 458 litros é um dos principais argumentos do SUV.
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Como escolher o melhor SUV para você


Escolher o SUV ideal entre tantas opções disponíveis no mercado brasileiro pode parecer uma tarefa complicada,. Os utilitários esportivos conquistaram grande espaço nos últimos anos, e isso não é por acaso. Os SUVs combinam a praticidade de um carro de passeio com mais espaço interno, maior altura em relação ao solo e um visual robusto que agrada a grande parte dos motoristas.
Antes de tudo, é importante conhecer os prós e contras da categoria. Embora tenham surgido com foco em terrenos irregulares, poucos SUVs compactos continuam preparados para um off-road pesado. A maioria é pensada para o uso urbano, oferecendo conforto, boa ergonomia e porta-malas maiores. Por outro lado, os custos de manutenção, revisão e peças tendem a ser mais altos do que os de hatches e sedãs. Por isso, avaliar o custo-benefício é essencial.
Outro ponto importante é analisar quais são os modelos mais recomendados dentro do segmento com base em fatores como preço, desempenho, mecânica e pacote de equipamentos.
Escolher o SUV certo também envolve avaliar perfil de uso, orçamento, manutenção e equipamentos. Com pesquisa e planejamento, é possível encontrar o modelo que melhor se adapta ao seu dia a dia — seja compacto, médio, urbano ou preparado para aventuras.
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