Veja também
Novo Hyundai HB20 muda para se manter relevante
Dito isso, sejamos diretos: ao se tornar um crossover, o novo Hyundai HB20 deixará de rivalizar com hatches como Volkswagen Polo, Fiat Argo, Peugeot 208 e Chevrolet Onix e passará a disputar espaço com SUVs subcompactos e crossovers - modelos do segmento que cresce cada vez mais no mercado -, como Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse, Nissan Kait, Honda WR-V, Citroën Basalt e cia.O reposicionamento é estratégico. Os consumidores brasileiro e mundial têm migrado para os SUVs, e a Hyundai não quer perder relevância. Descobrimos que o novo Hyundai HB20 terá carroceria mais alta, design mais bojudo inspirado no de modelos globais e interior atualizado, com painel 100% digital e mais assistentes de condução.
No entanto, a parte mecânica deverá mudar pouco e manter os motores 1.0 aspirado e 1.0 turboflex. Vale citar que existe a possibilidade de uma futura versão MHEV, ou híbrida-leve.
Vale lembrar que o HB20 atual, hatch, em sua configuração mais simples, deverá continua em produção para atender aos clientes de vendas diretas, como frotas e locadoras; e que o sedã HB20S deve ser descontinuado. Esse posicionamento, conforme antecipamos, repete a estratégia que a marca adotou com o Creta em gerações passadas.
Quais os concorrentes do novo Hyundai HB20
- Volkswagen Tera: é o SUV subcompacto que estreou em 2025 para ocupar o espaço abaixo do Nivus e que hoje lidera esse "novo segmento" - de SUVs subcompactos, menores que os compactos. Com design robusto, motor 1.0 aspirado ou 1.0 turbo, e interior tecnológico, o Tera deverá ser o maior rival do novo Hyundai HB20.
- Fiat Pulse: lançado lá atrás, em 2021, o Pulse demorou para se encontrar no mercado justamente por ter sido lançado em um espaço até então "vazio". Depois do surgimento do Fastback, este sim um SUV compacto, o Pulse fez mais sentido e se consolidou como um dos principais modelos dessa categoria. Tem motor 1.3 aspirado ou 1.0 turbo, ambos flex, e bom pacote de tecnologia.
- Renault Kardian: feito no Brasil e com diversos prêmios conquistados no ano de seu lançamento, em 2024, o Renault Kardian exibe estilo moderno e interior conectado. É um modelo voltado para mercados emergentes e que tem como trunfo o custo-benefício - custa iniciais R$ 113.690. O novo Hyundai HB20 terá de competir com sua proposta acessível e prática.
- Chevrolet Sonic: previsto para o segundo trimestre deste ano, o Sonic será o SUV subcompacto da Chevrolet para este segmento. E, portanto, posicionado abaixo do Tracker. Será outro grande rival do novo Hyundai HB20. A marca norte-americana revelou que o carro terá design arrojado e motores eficientes para ampliar sua presença na categoria.
- Citroën Basalt: o SUV-cupê da Citroën, parte da família C-Cubed, é feito em Porto Real (RJ) e tem em estilo arrojado, interior tecnológico e motores 1.0 aspirado e 1.0 turboflex - este com até 130 cv, aliado ao câmbio continuamente variável (CVT). Tem, ainda, espaço interno generoso e bom porta-malas, com capacidade para 490 litros. É mais um rival direto do novo Hyundai HB20 "SUV".
- Honda WR-V: é curioso notar que rapidamente o novo Honda WR-V se consolidou como opção de entrada da Honda no segmento de SUVs, mas também como um carro com maior apelo em relação à família City (de hatches e sedãs). Embora não seja líder, atrai um público que é fiel à tradicional confiabilidade mecânica da Honda. Custa entre R$ 147.100 e R$ 152.100.
- Nissan Kait: o Kait foi a solução criada pela marca japonesa para atualizar o antigo Kicks Play sem precisar elaborar um produto inteiramente novo. É um SUV compacto desenvolvido para mercados emergentes - mas que, assim como o WR-V, tem preços para disputar na categoria de baixo, entre os subcompactos. Vai de R$ 118 mil a R$ 153 mil, aproximadamente. Seus destaques são o design moderno e a conectividade.
A mudança de posicionamento da Hyundai é ousada, mas também bem inteligente: de hatch popular a crossover moderno, o carro passará por uma transformação para garantir que continuará relevante e que será competitivo no mercado. E faz sentido, né? Afinal, falamos do modelo mais importante da história da marca no Brasil.
Saiba mais:
Comentários