Jeep Commander x Mercedes GLB

Jeep Commander x Mercedes GLB: SUVs de 7 lugares

Comparamos dados de desempenho, consumo e equipamentos de dois carros com preços bem parecidos e propostas semelhantes


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Você deve estar curioso para conhecer ainda mais sobre o Commander, novo Jeep fabricado e vendido no Brasil que o Grupo Stellantis começa a distribuir para os primeiros compradores nas próximas semanas. E, se você conhece o modelo mais barato da Mercedes-Benz no Brasil, apostamos que você também já imaginou o duelo Jeep Commander x Mercedes GLB.

Afinal, os dois carros têm propostas muito semelhantes: ambos são SUVs de sete lugares com preços parecidos e oferta de muito luxo, tecnologia e espaço interno. Comparamos, abaixo, dados de desempenho, consumo e equipamentos da dupla para você tirar a dúvida de qual deles se encaixa melhor no seu perfil, caso esteja na busca por um veículo familiar como essa dupla.

Jeep Commander x Mercedes GLB

O duelo já começa no preço. O Jeep Commander tem valores iniciais a partir de R$ 199.990, mas vamos levar em consideração para essa disputa a etiqueta da versão mais cara, a Overland, com motor turbodiesel, que sai por R$ 279.990. O Mercedes GLB começa em R$ 264.990, mas para esse comparativo também preferimos considerar a configuração mais completa, Progressive, tabelada a R$ 290.900.

O Commander tem 4,77 metros de comprimento, 1,68 m de altura, 1,86 m de largura e 2,79 m de entre-eixos. Seu porta-malas acomoda 661 litros de bagagem com cinco bancos levantados ou 233 litros com a terceira fileira de assentos em uso. Já o peso em ordem de marcha varia entre 1.685 kg e 1.908 kg, de acordo com a versão - o maior deles é justamente da Overland a diesel, utilizada neste duelo.

O GLB responde com 4,63 metros de comprimento, 1,66 m de altura, 1,83 m de largura e excelentes 2,83 m de entre-eixos, o que significa mais espaço para as pernas nos bancos traseiros. Mas isso afeta diretamente o tamanho do porta-malas, que tem 500 litros com o uso de cinco bancos e apenas 130 litros quando os sete assentos estiverem levantados. Mais pessoas, menos carga. O SUV pesa 1.630 kg.

 Jeep Commander x Mercedes GLB: qual dos dois é mais negócio para grandes famílias?
Jeep Commander x Mercedes GLB
Legenda: Jeep Commander x Mercedes GLB: qual dos dois é mais negócio para grandes famílias?
Crédito: Webmotors
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Motor turbo dos dois lados

A disputa continua quando falamos sobre motor. De um lado, no Commander, temos um conjunto turbodiesel de 2 litros que rende 170 cv e 38,7 kgf.m de torque movido por uma caixa de câmbio automática de nove marchas e tracionado por um sistema 4x4 sob demanda. É o mesmo trem-de-força que conhecemos dos Jeep Compass e Renegade e da Fiat Toro.

Já o Mercedes utiliza um propulsor 1.3 turbo a gasolina de quatro cilindros capaz de entregar 163 cv e 25,5 kgf.m de torque, sempre ligado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem (banhada a óleo) e sete marchas. A tração é somente dianteira.

Na prática, graças ao peso bem menor, o Mercedes é mais rápido: precisa de 9,1 segundos para fazer de 0 a 100 km/h e consegue atingir 207 km/h de velocidade máxima. O Commander arranca em 11,6 segundos e chega a 197 km/h. Mas no quesito consumo, claro, o jogo vira: o Jeep faz 10,3 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada (com autonomia máxima de 787 km), enquanto o GLB alcança 10,1 km/l e 11,7 km/l, respectivamente, com range máximo de 608 km. Vale lembrar que o diesel custa menos.

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Jeep Commander quer ser o carro mais tecnológico, refinado e bem acabado construído no Brasil
Crédito: Divulgação
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Oferta de equipamentos

A Jeep quer que o Commander passe a imagem de SUV tecnológico e requintado. Toda a linha de versões terá itens de auxílio ao motorista em um pacote que reúne controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com sistema de detecção de pedestres, ciclistas ou motociclistas com frenagem autônoma, sensores de ponto cego e de tráfego cruzado, alerta e corretor em escapadas de faixa, detector de fadiga, reconhecimento de placas, ajuste automático dos faróis e park assist.

Por dentro, o quadro de instrumentos é digital (com tela de 10,25 polegadas) e o carro vem de série com carregamento de smartphone por indução, regulagem elétrica do banco do motorista, central multimídia com tela de 10", sete airbags e abertura elétrica da tampa do porta-malas em toda a gama.

O Commander Overland, de R$ 280 mil, vem ainda com rodas de liga leve de 19 polegadas, bancos de couro e suede marrom, teto solar panorâmico, sistema de som premium da grife Harman Kardon, banco do carona com ajustes elétricos, porta-malas com sensor de presença e tomadas de 127V e o sistema Adventure Intelligence Plus com Alexa in Vehicle.

Mas e o Mercedes?

O GLB é recheado. Na segurança, além dos itens de condução semi-autônoma já presentes em quase todos os modelos da marca, vem de série com sete airbags, assistente à partida em rampas, sistema que seca as pastilhas de freios, câmera de ré, retrovisor eletrocrômico e os obrigatórios controles de estabilidade e tração.

Os bancos dianteiros também oferecem ajustes elétricos - inclusive lombar. Há carregamento de smartphones sem fio, espelhos retrovisores rebatíveis eletricamente, ar-condicionado automático de duas zonas, chave presencial e teto-solar panorâmico. As rodas de liga leve também têm aro 19" e são assinadas pela AMG - a divisão esportiva da Mercedes.

Na parte de multimídia, o SUV vem com o excelente sistema MBUX já visto em outros modelos da fabricante, repleto de telas integradas e que ainda atende a comandos de voz a partir da saudação "Ei, Mercedes". Através do dispositivo, é possível comandar funções do som, ar-condicionado e apps, entre outros. Também há quadro de instrumentos digital, claro, em uma tela de 10".

Conclusão

O resumo é o seguinte: o Commander é maior, mais moderno e conectado, além de mais econômico, enquanto o GLB carrega o status de ser mais rápido, de oferecer aos passageiros a experiência de ter um assistente de voz com inteligência artificial e o status de uma marca premium como a Mercedes-Benz.

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