Carros feitos por uma marca e vendidos por outra

Veja exemplos de modelos de fabricantes diferentes que compartilharam a mesma plataforma ao longo dos anos

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Renan Rodrigues
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Cada vez mais as marcas procuram parcerias para reduzir seus custos de produção. Foi assim que a Nissan, Renault e Mercedes-Benz desenvolveram Frontier, Alaskan e Classe X, respectivamente. As três picapes são basicamente irmãs, dividido plataforma e outros componentes.

Recentemente, a Volkswagen e a Ford anunciaram uma parceria para produzir veículos comerciais. Entre eles, as novas gerações de Amarok e Ranger. No entanto, essa já é uma prática antiga, que pode ser boa para os dois lados.

Separamos cinco exemplos de carros desenvolvidos por uma marca, mas que acabaram vendidos por outra. Confira:

Ford Corcel

 Corcel era um projeto Renault em parceria com a Willys que mudou de dono e... de marc
Legenda: Corcel era um projeto Renault em parceria com a Willys que mudou de dono e... de marc
Crédito: Diuvlgação

Conhecida pelos jipes, a Willys brasileira tinha uma parceria com a Renault para fazer o Dauphine até meados dos anos 1960. Com a necessidade de substituir o modelo, a marca francesa se juntou com a empresa brasileira para desenvolver o 12. A Willys pretendia ter um carro familiar com base no Renault e ia se aproveitar do projeto.

No entanto, no meio do caminho, a Ford comprou a empresa nacional e o projeto veio no pacote. A ideia era chamá-lo de Pinto, mas, para o bem do modelo, acabou se tornando o CorceI.

Ford Ka

 Ford Ka de segunda geração europeu usava a arquitetura do Fiat Cinquecento
Legenda: Ford Ka de segunda geração europeu usava a arquitetura do Fiat Cinquecento
Crédito: Newspress

A segunda geração do Ford Ka europeu era bem diferente da versão vendida no Brasil. Enquanto aqui seguimos as linhas do Ka original, na Europa eles decidiram fazer um Ka em cima de um Fiat 500.

A identidade visual era baseada no Fiesta, mas o pequeno Ford usava motores e transmissões da Fiat. O detalhe mais curioso é que o interior tinhaitens bem conhecidos dos brasileiros, como o painel de instrumentos e chaves de seta dos usados no Palio, Siena, Weekend e Strada até 2001.

Chevrolet Tracker

 Primeiro Chevrolet Tracker nada mais era que uma versão GM do Suzuki Vitara
Legenda: Primeiro Chevrolet Tracker nada mais era que uma versão GM do Suzuki Vitara
Crédito: Renan Rodrigues/WM1

A primeira geração do Chevrolet Tracker nada mais era que um Suzuki Vitara de segunda geração com outro nome. O modelo chegou ao Brasil importado no meio dos anos 1990. Isso foi possível após a GM comprar 20% da empresa japonesa.

Houve outros frutos dessa parceria, como o Suzuki Fun, que era, na verdade, o nosso popular Celta. Ele era vendido dessa forma em países vizinhos, como na Argentina.

Volkswagen Taro

 Volkswagen Taro era uma picape da marca alemã baseada na Toyota Hilux
Legenda: Volkswagen Taro era uma picape da marca alemã baseada na Toyota Hilux
Crédito: Divulgação

Muito antes de pensar em criar a Amarok, que conforme falamos terá a nova geração criada em parceria com a Ford, a Volkswagen já tinha uma picape média. A Taro era baseada na Toyota Hilux e feita na Alemanha e Japão entre 1989 e 1997.

O acordo envolvia produzir 10 mil picapes para a Volkswagen. Em troca, a japonesa teria 1/3 da produção na Alemanha dedicada aos seus modelos.

Volkswagen Apollo

 Apollo foi fruto de uma plataforma Autolatina que serviu a diferentes modelos Volkswagen e Ford
Legenda: Apollo foi fruto de uma plataforma Autolatina que serviu a diferentes modelos Volkswagen e Ford
Crédito: Divulgação

Durante 10 anos, Ford e Volkswagen criaram uma parceria batizada Autolatina. A ideia era criar novos produtos para ambas as marcas e utilizar o que cada uma tinha de melhor.

Nesse cenário nasceram alguns carros, entre eles Pointer, Logus, Escort 1.8 e 2.0, Santana, Quantum, Versailles e Royale. O mesmo valia para o Apollo, que era basicamente um Ford Verona com logotipos da Volkswagen. O motor era o 1.8 AP de 86 cv e 14,7 kgf.m de torque.

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