Ram Dakota e mais carros que usaram nomes famosos

Montadoras apostam em nomes consagrados para atrair consumidores, mas nem sempre o truque dá certo; veja nossa lista

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André Deliberato
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O mercado automotivo adora doses de nostalgia. Recuperar nomes de sucesso do passado - como Dakota, por exemplo - pode ajudar a criar identificação imediata com o público, reforçar tradições e até encurtar o caminho da confiança do consumidor.

Mas... também é fato: nem sempre trazer de volta um batismo conhecido significa repetir a trajetória de glórias. Às vezes pode acontecer exatamente o contrário.

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Nova Ram Dakota apostará em um visual mais agressivo para rivalizar com as líderes do segmento
Crédito: Divulgação
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Dakota e outros nomes clássicos

Abaixo, relembramos cinco exemplos de modelos que apostaram nesse expediente - e começamos justamente com a picape Dakota, que marcou época nos Estados Unidos e voltou a ser assunto entre os fãs da Ram nos últimos dias.

1. Ram Dakota

Lançada nos anos 1980, a Dodge Dakota (na época a Ram era um modelo de picape da Dodge, não uma marca) se destacou como uma das primeiras picapes médias produzidas nos Estados Unidos. Tinha porte intermediário entre o das compactas e o das grandonas full-size - embora de tamanho médio aqui no Brasil.

Fabricada até 2011, deixou herança importante, tanto que o nome sempre ressurgia quando se falava em um novo modelo da categoria.

E agora é oficial: a Ram confirmou na semana passada o desenvolvimento da picape, prevista para ser lançada na virada do ano. A base de construção da nova Dakota será a mesma da "prima" Fiat Titano, com produção concentrada na fábrica da Stellantis em Córdoba (Argentina).

Ram Dakota voltará ao mercado - por ora, um conceito chamado "Nightfall" antecipou o visual
Crédito: Divulgação
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2. Mitsubishi Eclipse Cross

O lendário Eclipse, esportivo que virou objeto de desejo nos anos 1990, ressurgiu em um formato um tanto quanto inesperado: um SUV!

A Mitsubishi apostou no nome clássico para batizar seu SUV médio, que ainda ganhou o sobrenome Cross e tentou unir a memória afetiva do cupê à versatilidade que o mercado atual exige.

O resultado, embora distante da proposta original, ajudou a dar força ao lançamento. E tem mais: não dá para negar que apelar à nostalgia, nesse caso, deu certo. Hoje, o Eclipse Cross é o carro de passeio mais emplacado da marca no país - foram mais de 8.300 unidades vendidas em 2024.

SUV Mitsubishi Eclipse Cross custa menos que os SUVs médios mais vendidos
Crédito: Divulgação
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3. Chevrolet Monza

No Brasil, o Chevrolet Monza foi um dos sedãs mais queridos dos anos 1980 e 1990. Sinônimo de status e conforto,  chegou até a ser o carro mais emplacado do país, em 1984, 1985 e 1986.

Pois saiba que o nome ressurgiu em 2019, no mercado chinês, aplicado a um sedã médio até que bem moderno, cuja proposta lembra bastante a do nosso Onix Plus.

Embora sem conexão direta com a história do modelo por aqui, o movimento mostra como a força do nome ainda desperta interesse em outras regiões.

Chevrolet Monza de nova geração ganhou até uma versão com visual esportivo, a RS, em 2019
Crédito: Divulgação
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4. Fiat Tipo

Ícone dos anos 1990, o Fiat Tipo marcou época como hatch médio. Por conta disso, a marca italiana decidiu recuperar o nome para batizar uma nova família de carros na Europa, incluindo hatch, sedã e perua, em meados da década passada.

No Brasil, esse projeto se transformou no Fiat Argo, mas no Velho Continente o nome Tipo segue ativo até hoje, explorando a memória afetiva de gerações passadas. Até que fez bom sucesso: no mercado argentino, que é bem parecido com o nosso, ele foi vendido como opção acima do Cronos.

Fiat Tipo Sedan foi vendido na Argentina: era posicionado como sedã médio, acima do Cronos
Crédito: Divulgação
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5. Volkswagen Fusca

O clássico dos clássicos também entra nessa lista. Apesar do Beetle, lá do começo dos anos 2000, não ser considerado exatamente um Fusca, o verdadeiro Fusca ressurgiu no Brasil em 2013 com visual retrô e motor 2.0 turbo - na prática, era um Jetta com a "bolha" do besouro.

A estratégia da Volkswagen era resgatar a imagem de um carro que atravessou décadas e se tornou ícone mundial. O modelo chegou a ganhar sobrevida lá fora, mas teve a produção encerrada em 2019, mostrando que nem sempre a nostalgia é suficiente para sustentar o mercado.

Volkswagen Fusca TSI vendeu pouco porque era um carro de luxo. Mas até hoje faz sucesso
Crédito: Divulgação
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