Vale abastecer até a boca ou só até a bomba parar?

Dúvida de muita gente até hoje: vale a pena pedir para o frentista "completar" depois que a bomba para a primeira vez?

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André Deliberato
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Hoje vamos tirar uma dúvida que fará bem ao bolso: na hora de abastecer vale a pena pedir para o frentista "completar" o tanque depois que a bomba de combustível para pela primeira vez - e dá aquela estancada que faz barulho? Para responder, consultamos engenheiros da SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade).

A resposta oficial, tanto dos engenheiros como de algumas montadoras, é de que não vale a pena completar. Ou seja, ao primeiro desarme da bomba, peça para o frentista parar imediatamente de abastecer e fechar o tanque.

Abastecer demais faz mal

Isso porque aquela "completada" para encher o tanque até a boca, seja para arredondar a conta ou mesmo para economizar - afinal os preços dos combustíveis não param de oscilar - pode danificar o cânister (um filtro de carvão que serve para filtrar os vapores do tanque) e ainda provocar perda de combustível, já que esses vapores não vão ter para onde ir.

Tem mais: o excesso de combustível também pode atrapalhar o funcionamento da bomba elétrica, da válvula reguladora de pressão, de dutos que não foram preparados para manter esse tipo de líquido e, no caso de carros mais velhos, até entupir o carburador.

E a coisa não para por aí: em dias mais quentes, o combustível pode inchar ou aumentar de volume. Se o abastecimento for literalmente até a boca, ele pode vazar pela tampa do tanque e danificar a pintura do carro. Então fique atento: quando for abastecer e encher o tanque, peça para o frentista "encher até desarmar a bomba". E pare por aí.

Mão aparece segurando a pistola da bomba de combustível enquanto abastece um carro
Vai completar o tanque? Então peça para o frentista parar de abastecer na primeira desarmada da bomba
Crédito: iStock
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