O Volkswagen Tera chegou ao mercado cercado de expectativas. Desde o lançamento, a proposta era clara: ser o SUV de entrada da marca, posicionado abaixo do T-Cross e acima do Polo, mas com identidade própria para atrair quem quer sair do segmento de hatches e entrar no mundo dos utilitários esportivos.

Agora, um movimento importante: a versão de entrada do Tera teve redução de preço. O modelo custava R$ 108.390 e passou a ser vendido por R$ 105.626. Uma queda de R$ 2.764.
Pode não parecer uma diferença enorme à primeira vista, mas estamos falando de um segmento extremamente sensível a preço.
Em uma faixa pouco acima dos R$ 100 mil, qualquer ajuste pode ser decisivo para o consumidor que está comparando parcelas ou tentando encaixar o carro no orçamento. Ou seja, essa redução pode ajudar ainda mais a alavancar as vendas.
A versão de entrada do Tera tem com motor 1.0 MPI aspirado, que entrega 84 cv de potência. O câmbio é manual de cinco marchas. É um conjunto mais simples, voltado para quem prioriza preço e uso urbano.
O modelo acelera de zero a 100 km/h em 13,5 segundos e chega a 173 km/h de velocidade máxima. No consumo, faz até 13,2 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada com gasolina, números coerentes com sua proposta.
Ou seja: não é um SUV feito para desempenho, mas para uso racional no dia a dia.
No tamanho, tem 4,15 metros de comprimento, tem 2,56 metros de entre-eixos e porta-malas para 350 litros. É um SUV compacto de verdade — maior que um hatch tradicional, mas ainda fácil de manobrar e de usar na cidade.
E aí vem um ponto interessante: mesmo sendo a versão mais acessível, o pacote de equipamentos é bem completo. O Tera de entrada é equipado com os seguintes itens de série:
Na parte de conforto e tecnologia, também não decepciona. Tem os seguintes itens:
Ou seja, mesmo com motor aspirado e câmbio manual, não passa sensação de carro "pelado'. Pelo contrário: entrega um pacote de segurança e tecnologia que muita gente espera encontrar apenas em versões mais caras.
E é justamente esse equilíbrio entre preço, equipamentos e proposta que ajuda a explicar por que o Tera já começou vendendo bem — e por que essa redução pode deixá-lo ainda mais competitivo.
Confira:
Mesmo antes da redução, o Tera já mostrava força. Em janeiro de 2026, foi o segundo SUV mais vendido do Brasil, com 4.992 unidades emplacadas. Ficou atrás apenas do irmão maior, o T-Cross, que registrou 5.741 unidades no mesmo período. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Ou seja, o modelo já começou competitivo. E agora, com preço mais ajustado, pode ganhar ainda mais tração no mercado.
O Tera atua no segmento de SUVs subcompactos, uma das categorias que mais crescem no país. São modelos que brigam justamente nessa faixa de preço próxima dos R$ 100 mil. O carro da VW divide espaço principalmente com Fiat Pulse, Renault Kardian e o recém-lançado Toyota Yaris Cross.
A resposta depende muito do perfil do comprador — mas, dentro da proposta, sim, faz sentido.
O Tera de entrada é uma boa escolha para quem está querendo sair do segmento de hatches e entrar no universo dos SUVs sem dar um salto muito grande de preço. Estamos falando de pouco mais de R$ 100 mil, que hoje é justamente o ponto de entrada desse mercado.
Desde as versões iniciais, oferece um bom pacote de equipamentos, visual atualizado e a assinatura de uma marca consolidada.
Então, para quem está comprando o primeiro SUV e não quer desembolsar um valor muito acima disso, o Tera acaba sendo uma porta de entrada bastante racional.
O Tera não é o SUV mais barato do Brasil — mas entrega um conjunto equilibrado para quem quer subir de categoria sem estourar o orçamento.