Aceleramos a Amarok V6 e constatamos: anda muito!

Picape da VW recebeu motor 3.0 V6 TDI que entrega 225 cv e tem overboost de mais 20 cv adicionais

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Karina Simões
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Pensar que 450 pessoas fizeram um depósito de R$10 mil para reservar uma Volkswagen Amarok equipada com motor V6 Turbodiesel sem sequer ter acelerado o utilitário uma vez na vida e meses antes dela chegar, pode soar insano. Mas foi exatamente o que aconteceu em dezembro de 2017, quando as unidades de pré-venda do modelo vendido a R$ 187.710 se esgotaram em 24 horas.

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Legenda: Amarok V6 Highline
Crédito: Amarok V6 Highline

Dirigimos a picape e constatamos: quando os donos colocarem as mãos nos seus novos “brinquedos” eles não irão se decepcionar. O novo coração deu um baita fôlego à picape, que faz o 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos, número que se iguala ao hatch apimentado Renault Sandero RS (que pesa 1.161 kg enquanto a VW Amarok pesa 2.185 kg, só para vocês terem uma ideia do peso que este motor empurra). A velocidade máxima, segundo a VW, é de 190 km/h.

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Legenda: Amarok V6 Highline
Crédito: Amarok V6 Highline

Fabricada em Pacheco, na Argentina, a picape finalmente recebeu o aguardado propulsor 3.0 V6 TDI – sim, gente, é a diesel – e gera 225 cv e 56,1 kgf.m de torque. Custa R$ 184.990 equipada com rodas aro 18 e pneus 255/60, o único opcional são as rodas de 19 polegadas calçadas com pneus 255/55 vendidas a R$ 2.720 o jogo. Por fora, ela é igualzinha às versões Highline do modelo, exceto pela inscrição “V6” na grade do radiador e na tampa traseira, além dos retrovisores pintados de preto com detalhes cromados. É sob o capô o bicho pega...

Motor

O motor de 2.967 cm³ e seis cilindros em V tem injeção direta common-rail e turbocompressor de geometria variável, enquanto as versões equipadas com motor 2.0 têm turbo de geometria simples. O acionamento dos comandos são por correntes em vez de correia dentada, o que minimiza a manutenção e prolonga a vida útil e cabeçote e o bloco tem circuitos separados de arrefecimento, com intercooler, o que ajuda no gerenciamento da temperatura. A bomba de óleo é variável em dois estágios com bomba de vácuo integrada, que atua com melhor eficiência independentemente da carga do motor.

A potência é de 225 cv disponíveis entre 3.000 rpm a 4.500 rpm enquanto o torque de 56,1 kgfm é entregue a apenas 1.500 rpm. Na estrada, a 120 km/h, o motor trabalha em um giro baixinho, menor que 1.500 rpm e isso é refletido no consumo, que mostrou médias de 8,9 km/h no teste misto que fizemos com a picape pelo interior de São Paulo.

A Amarok V6 entrega 225 cv, que podem chegar a 245 cv com o overboost

Além disso, há um overboost que entrega 20 cv de potência adicional e gera um aumento de 3 a 4 kgf.m na curva de torque. Essa potência extra é entregue em velocidades entre 50 e 120 km/h, dura no máximo 10 segundos e precisa de 5 segundos de intervalo entre os acionamentos. O overboost entra automaticamente, não existe um botão para acioná-lo.

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Legenda: Amarok V6 Highline
Crédito: Amarok V6 Highline

Curiosidade

Se o compararmos com o 2.0 turbodiesel da versão que dirigi no Pantanal (assista o vídeo aqui) o ganho de potência é de 45 cv a mais e mais de 13 kgf.m de torque.

Comprimento do motor: 437mm

Distância entre os cilindros: 90 mm

Ângulo V: 90º

Taxa de compressão: 17:1

Potência adicional (overboost): 20 cv (15 kW)

O câmbio é o automático ZF de oito marchas, mas não é exatamente o mesmo das versões 2.0. Segundo a montadora, ele foi recalibrado para lidar com o maior torque do V6. Já a tração integral permanente nas quatro rodas continua.

Na prática, o motor enche muito rápido e você cola as costas no banco. Com a melhor estabilidade entre as picapes do mercado, ficou fácil receber este motor e permanecer equilibrada. E pode pisar com vontade, viu? A VW também deu um upgrade nos freios, que possuem discos ventilados de 332 mm na dianteira e agora discos de 300 mm na traseira em vez do tambor. Ela é a única no segmento com freios a disco nas quatro rodas (as demais versões da Amarok continuam com freios a tambor na traseira). Para torná-los mais adequados ao uso off-road, afinal é uma picape, os freios possuem uma cobertura interna pra não acumular lama nos discos. Lembrando que a Amarok conta com ABS off-road, que ajuda na frenagem em terrenos como terra e cascalho.

A lista de equipamentos da Amarok V6 Highline é extensa, entre os principais estão os faróis bixenônio com luzes diurnas em LEDs, sistema de auxílio ao estacionamento com câmera de ré, sistema de freios pós-colisão, indicador de perda de pressão dos pneus, bloqueio eletrônico do diferencial traseiro, controle de tração e assistentes de descida e partida em rampa. A direção não é elétrica como na versão vendida na Europa, é hidráulica.

A cabine dupla é exatamente igual à das versões Highline, com bancos revestidos parcialmente em couro com ajustes elétricos nos dianteiros, ar-condiconado é digital e apenas uma entrada USB. O sistema de infotainment tem tela de 6,3 polegadas sensível ao toque e compatível com Apple Carplay e Android Auto. A novidade é uma tela com indicadores off-road, que mostra três dados importantes: bússola, ângulo de direção das rodas e altímetro.

A mais potente não é a mais cara

A mais potente não necessariamente é a mais cara do mercado. Embora seja um valor alto, ela consegue ser mais barata que modelos top de linha equipados com motores de quatro e cinco cilindros, como por exemplo a S10 High Country 2.8 (200 cv) que parte de R$ 185.990, a Ford Ranger Limited 3.2 (200 cv) vendida a R$ 191.190 ou a Toyota Hilux SRX 2.8 (177 cv) que sai a salgados R$ 193.270.

Com a nova motorização, a Amarok passa a ter sete versões, todas a diesel, em três faixas de potência (2.0 turbo de 140 cv, 2.0 biturbo de 180 cv e a nova V6). Para se ter a versão mais potente na garagem paga-se R$ 14 mil a mais que na 2.0 Highline. Vale? É isso que vamos descobrir quando pegarmos a picape para um teste mais extenso. À princípio, se o que você quer é dizer ao seus amigos que sua picape anda mais que a deles, vale. 

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