Avaliação: Equinox agora maneira na hora de beber

WM1 andou na versão mais competitiva do SUV, que tem tração dianteira, câmbio de seis marchas e faz 10,6 km/litro

  1. Home
  2. Lançamentos
  3. Avaliação: Equinox agora maneira na hora de beber
André Deliberato
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

Eram dois grandes problemas que o SUV Equinox enfrentava desde que passou a ser vendido no Brasil, em 2017: o preço mais salgado que o dos rivais e, principalmente, as cotas de importação impostas pelo acordo comercial entre Mercosul e México.

Os dois problemas “acabaram”. Com a linha 2020, não há mais limite de importação, o que teoricamente poderia até fazê-lo ameaçar o líder Jeep Compass - dependendo do tamanho do investimento/pedido que a Chevrolet fizer.

Equinox na cor preta de traseira próximo a uma curva no campo de provas
icon photo
Legenda: Chevrolet Equinox 1.5 em ação no campo de provas: peso menor colabora para o desempenho
Crédito: Divulgação

E também há versões com preços mais atraentes, começando em R$ 129.990. Para se ter noção, é R$ 10 mil mais barato que o valor do SUV compacto Honda HR-V na configuração Touring 1.5 turbo.

Acima da média

E vale lembrar que a nova gama de versões do Equinox também chega com opções de motorização 1.5 turbo, que tem 172 cv e 27,8 kgf.m. Números superiores ao do 2.0 flex do Compass (166 cv e 20,5 kgf.m de torque, com etanol) e ao do 1.4 TSI do Tiguan (150 cv e 25,5 kgf.m).

E o Equinox é um SUV médio, bem maior que um HR-V. Fato que nos permite afirmar que ao menos preços competitivos ele tem...

Mas, como anda?

Demos algumas voltas com a nova configuração com motor 1.5 do utilitário na pista de testes da Chevrolet em Indaiatuba (SP), no Campo de Provas de Cruz Alta. E desempenho não é problema.

Chevrolet Equinox de frente em movimento com seu capô baixo, faróis puxados e neblinas nas pontas do para-choque
icon photo
Legenda: Equinox agora maneira na hora de beber graças também à tração dianteira nas versões 1.5
Crédito: Divulgação

Mesmo sem a patada mais bruta do 2.0, o 1.5 turbo demonstrou ter fôlego suficiente para rodar numa boa em cidade e por estradas onde a máxima seja de 120 km/h. Muito devido ao bom acerto da caixa de câmbio automática de seis marchas.

Bem mais leve - graças ao motor e câmbio menores, e, principalmente, pelo sistema de tração dianteira (o que também, importante dizer, o faz sair muito de frente) -, o Equinox mostrou se comportar razoavelmente bem dinamicamente.

Mesmo assim, a suspensão segue dura e com batidas secas. Principalmente na dianteira — algo já bem característico do Equinox.

icon photo
Legenda: Acerto do novo motor com o câmbio de seis marchas colabora para o bom desempenho 
Crédito: Divulgação

Não conseguimos avaliar o consumo do jeito que queríamos, já que, rodando forte dentro de pista fechada, não teríamos como melhorar o baixo índice de 5,3 km/l. Mas a garantia da marca é de que ele pode fazer média (cidade e estrada) de até 10,6 km/l.

Se a promessa for cumprida, o consumo coloca o Equinox, de fato, em um patamar diferente do que conhecíamos. Agora já dá para olhar para o carro da GM com mais carinho antes de assinar o cheque...

 

Comentários