Nissan apresenta Kicks no Rio de Janeiro

SUV compacto impressiona pelo design, espaço e acabamento
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Marcelo Monegato
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Após rodar livre, leve e solto pelo Rio de Janeiro há pouco mais de uma semana ao lado de atores ‘globais’ e ex-atletas olímpicos em sessões de fotos e vídeos, o Nissan Kicks foi apresentado oficialmente na noite desta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro. Como esperado, informações técnicas não foram reveladas, muito menos os preços do utilitário esportivo compacto. Certo apenas que as vendas por aqui começam apenas em agosto – após os Jogos Olímpicos Rio 2016 – e as primeiras unidades serão importadas do México. A produção do Kicks na fábrica da Nissan em Resende, no Rio, começa somente em 2017.

O primeiro contato com o Kicks foi bastante positivo. Não traz as linhas marcantes e a esportividade que seu conceito, revelado ao mundo no Salão do Automóvel de São Paulo 2014. É uma versão mais comportada, mas ainda, na minha modesta opinião, muito atraente e moderna. E isso é muito em bom, levando-se em conta que March e, principalmente, Versa sofrem críticas por conta de seus traços recatados e – para ser polido e minimamente educado – pouco atraentes.

Não impõe respeito pelo porte. São 4.29 metros de comprimento, com 2,61 metros de distância entre os eixos. São medidas exatamente iguais ao do Honda HR-V, líder de vendas do segmento e referência no que se refere espaço interno. O Kicks, porém, é 1 centímetro mais estreito, com 1,76 metro, e 1 centímetro mais alto, com 1,59 metro. O porta-malas também é bastante generoso, e apesar de a Nissan não ter informado a capacidade de carga, podemos esperar algo acima dos 400 litros. A altura em relação ao solo é de 200 milímetros.

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O interior chamou muito a atenção pela qualidade do acabamento. Os bancos, volante e manopla do câmbio são em couro. Só a tonalidade meio mostarda dos assentos beirou o exagero – um preto ou cinza estará de bom tamanho. Salta aos olhos a central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas, que, assim como no March e no Versa, terá a tecnologia do momento: espelhamento da tela do smarthphone.

O painel de instrumentos também é completamente novo. Apresenta velocímetro analógico posicionado ao lado direito e leitores digitais para as funções do computador de bordo à direita. Poderia muito bem passar a equipar os irmãos menores, ou até mesmo o Sentra. Está bem equilibrado. Clean. E, principalmente, funcional.  O ar-condicionado é digital, mas de apenas uma zona. E o botão para desligar o controle de estabilidade (ESP) está ali, do lado esquerdo do painel de instrumentos. O volante é multifuncional e tem novo design, com base achatada. Não encontrei comandos, porém, para controlador e limitador de velocidade. O freio de estacionamento é mecânico e não elétrico, e há sensores de estacionamento traseiro.

Importante destacar: a unidade presente no lançamento era uma SL.

Mecânica

O conjunto mecânico é mantido sob sigilo. Quando produzido no Brasil, a partir do próximo ano, a expectativa é de que utilize o mesmo motor 1.6 16V bicombustível de até 111 cv de potência e transmissão automática CVT, que a partir de junho estará no Versa e no March. A dúvida é com relação ao modelo que nestes primeiros meses serão importadas do México. Tive acesso ao documento do modelo exposto e vi que a potência anunciada é de 114 cv e câmbio CVT.

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O que esperar?

A primeira impressão em relação ao Nissan Kicks foi positiva. O SUV compacto, chamado de crossover pela marca japonesa, reúne qualidades para participar do ‘arranca-rabo’ envolvendo Honda HR-V, Jeep Renegade, Peugeot 2008, Ford EcoSport e Chevrolet Tracker. Resta saber agora duas coisas: como vai rodar e, principalmente, se terá preço competitivo. Ser atraente ao bolso do consumidor é fundamental. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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