Primeiras Impressões: Audi TT RS

Aceleramos em Interlagos o cupê de 400 cv de tirar o fôlego, mas que também pode ser usado no dia a dia

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Redação WM1
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O TT é um carro já icônico na história da Audi. Lançado originalmente em 1997, foi o primeiro cupê produzido em série da marca alemã, pavimentando o caminho para a chegada do superesportivo R8, em 2007. Feito sobre a mesma plataforma do A3 e do Volkswagen Golf, o TT sempre combinou estilo marcante, que até inspirou tênis de basquete, com carroceria, compacta, leve e ágil.

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Legenda: Audi TT RS 2018
Crédito: Audi TT RS 2018

A terceira geração do TT chegou ao Brasil em 2015, mais leve, tecnológica e equipada com motor 2.0 turbo de 230 cv e tração dianteira. Já são atributos suficientes para uma condução ágil e afiada, mas a Audi sempre lança versões RS dos seus modelos mais importantes, trazendo muito mais potência e capacidade de acelerar na pista.

Foi justamente o que a reportagem do WM1 fez com o TT RS de terceira geração, que chega com preço sugerido de R$ 424.990, sem opcionais. Aceleramos o esportivo na pista de Interlagos, em São Paulo, e pudemos comprovar que o cupê não está para brincadeira com seu motor 2.5 turbo de cinco cilindros, capaz de render 400 cv de potência e 48,9 kgf.m de torque a 1.700 rpm. A transmissão é automatizada de dupla embreagem e sete marchas, com tração integral Quattro.

Mais caro que o Chevrolet Camaro, que parte de R$ 310 mil, e que o Ford Mustang, que chega em março por R$ 300 mil, o TT RS é um carro mais sofisticado e obediente, sem abir mão do desempenho de ponta, mesmo sem um V8 embaixo do capô

Ao entrar na cabine, o que se vê é um ambiente mais requintado, esportivo e apertado no banco de trás na comparação com o RS3, versão de alta performance do A3 que traz o mesmo conjunto mecânico e também acaba de ser lançada por R$ 329.990 - quase R$ 100 mil a menos.

Muito mais que o RS3?

Realmente, não dá para simplificar dizendo que o TT RS é apenas um RS3 com uma roupagem mais agressiva e estilosa. O cupé é mais leve, pesando 1.440 kg contra 1.515 kg, e com isso acelera de zero a 100 km em apenas 3,7 segundos, contra 4,1 segundos do RS3. O TT "vitaminado", para se ter uma ideia, é bem mais rápido que o R8 original, que faz o mesmo em 4,6 segundos com motor 4.2 V8 de 426 cv.

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Legenda: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018
Crédito: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018

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Legenda: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018
Crédito: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018

Antes de pisar fundo no acelerador, com a supervisão de um piloto profissional no banco do passageiro, as primeiras impressões da cabine do TT RS: posição de dirigir baixa, painel de instrumentos digital em tela de 12,3 polegadas com conta-giros centralizado, bancos dianteiros esportivos com ajustes elétricos, revestimentos de Alcantara e fibra de carbono e volante com base achatada que incorpora o botão de partida à direita e o seletor de modo de condução à esquerda.

 

Depois de o repórter ajustar a posição ideal, foi o momento de acelerar na pista, com o modo Dynamic ativado - que ajusta motor, câmbio, volante e amortecedores para uma condução mais agressiva. Logo na primeira acelerada, vem o ronco grave do escapamento com duas ponteiras ovaladas com acabamento preto brilhante, típicas dos carros RS.  O barulho, que fica mais forte no ajuste mais esportivo, não chega a impressionar, apesar dos estouros a cada redução de marchas. Mas aqui o que importa mesmo é velocidade e estabilidade.

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Legenda: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018
Crédito: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018

Colado no asfalto

A tração Quattro, combinada com os largos pneus de 19 polegadas, a asa traseira e as suspensões mais baixas, fazem o carro ser um devorador de curvas, bem postado e dono de uma aderência impressionante, permitindo acelerar mais cedo na saída de curva. O sistema eletrônico de vetorização de torque também faz a diferença, ajustando a tração das rodas internas à curva para contorná-la com mais suavidade e aderência.

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Legenda: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018
Crédito: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018

Na saída da curva, o motor 2.5, o cinco-cilindros mais potente do mundo, segundo a Audi, mostra seu vigor. A unidade, que recebeu bloco e cabeçote de alumínio para ficar 26 kg mais leve que a anterior, também ficou mais compacta e potente - são 60 cv e 4,1 kgf.m de torque a mais que o TT RS de segunda geração.

Com as trocas velozes da caixa de dupla embreagem, a velocidade vai subindo a um ritmo alucinado, lembrando no desempenho um motor V8 aspirado. Na reta de Interlagos, este repórter, que está longe de ter capacidade (e coragem) para chegar no limite em uma pista de corrida, chegou perto dos 200 km/h - a velocidade máxima é limitada eletronicamente a 250 km/h, mas o TT RS iria bem além disso sem as amarras digitais.

 Audi TT RS interlagos fevereiro 2018
Legenda: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018
Crédito: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018

No fim da reta, os freios dianteiros com discos de aço ventilado e os traseiros, com discos rígidos, não trazem o custo nem a sofisticação de componentes de carbono-cerâmica, mas dão conta do recado, segurando o carro com segurança antes da próxima curva.

Várias personalidades

Apesar das rodas grandes e da alta potência e torque disponíveis, no modo Comfort o TT RS até que se torna um carro estiloso e dócil para o dia a dia, porém na prática tem capacidade para levar apenas dois adultos. Por conta do entre-eixos curto e do caimento acentuado do teto, o banco traseiro é adequado para levar duas crianças pequenas, não mais que isso.

Contribuem para o conforto a bordo comodidades como o som premium da Bang & Olufsen, com 12 alto-falantes e 680 W de potência, os bancos esportivos revestidos de couro, o volante revestido de Alcantara (como em carros de competição), os sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, a câmera de ré e o sensor de chave. Também merece destaque, como nas demais versões do TT, o ar-condiconado digital, cujos comandos são integrados às saídas de ar no console central.

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Legenda: Audi TT RS interlagos fevereiro 2018
Crédito: Divulgação

Visual também faz a diferença

Visualmente, o TT RS traz para-choques mais agressivos, com entradas de ar enormes, capa dos retrovisores com acabamento preto brilhante e as já citadas ponteiras ovaladas, também com acabamento escurecido, e a asa traseira. Outro detalhe é que a novidade é o primeiro modelo da Audi a trazer lanternas traseiras de OLED, tecnologia já usada em celulares que permite um arranjo interno de luzes mais complexo e bonito.

(Bem) mais caro que o Chevrolet Camaro, que parte de R$ 310 mil, e que o Ford Mustang, que chega em março por R$ 300 mil, o TT RS é um carro mais sofisticado e obediente, sem abir mão do desempenho de ponta, mesmo sem um V8 embaixo do capô.

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