"O modelo Pan America 1.250 Special estará disponível nas concessionárias brasileiras a partir do segundo semestre de 2022. O pré-lançamento do modelo vai acontecer em breve". Foi dessa forma "econômica" que a Harley-Davidson do Brasil informou à imprensa que a primeira big trail da história da marca será vendida no país - e confirmou a informação sobre a Pan America que publicamos aqui ao abordamos os lançamentos de motos para 2022.

Versão Special é a mais completa e custa, nos EUA, US$ 20 milConfira as ofertas de motos Harley-Davidson no estoque Webmotors!
A informação veio em meio a um comunicado sobre as novidades na linha 2022 que serão vendidas no Brasil - a Low Rider S com motor de 114 polegadas cúbicas (1.923 cm³) e a Road Glide Limited na configuração CVO, que a Harley acabou de lançar nos Estados Unidos, conforme mostramos aqui essa semana. Como diz o informe, a moto será vendida no mercado brasileiro apenas na versão mais completa, a Special.

A primeira aparição da Pan America aconteceu no Salão de Milão de 2019 e criou muitas expectativas de que chegaria ao mercado no ano seguinte. Mas só foi lançada, de fato, em fevereiro de 2021. A resposta do público americano foi boa, logo houve fila de espera e agora, quase um ano depois, a Pan America já se tornou a líder de vendas no segmento big trail na terra do Tio Sam. A moto passou rivais de peso - principalmente a BMW R 1.250 GS, uma best-seller mundial.

No Brasil, a Pan America poderá encontrar resistência do público comprador de big trail devido ao design polêmico e ao fato de ser feita pela marca americana, cuja história e tradição sempre estiveram ligadas a motos custom, cruiser e touring. Além disso, os próprios harleyros mais conservadores também torcem o nariz para a big trail.

Mas quem presta mais atenção às especificações das motos do que a estilo ou história poderá se surpreender. Nesta versão Special, a Pan America é muito bem recheada - tem, por exemplo, suspensões dianteira e traseira semi-ativas com compensação de carga, monitoramento de pressão dos pneus, cavalete central, pedal do freio traseiro com ajustes de posição, faróis de LED "daymaker", punhos com aquecimento e amortecedor de direção.
O motor é Revolution Max, que tem dois cilindros em V, 1.250 cm³, refrigeração líquida, oito válvulas e comando variável. Rende 152 cv de potência a 9.000 rpm e 12,9 kgf.m de torque a 6.750 rpm. Trabalha com um câmbio de seis marchas e a secundária é feita por corrente, e não por correia como em todas as outras Harley-Davidson.
O peso é de 258 quilos em ordem de marcha. Seu tanque pega 21,1 litros de combustível. As rodas têm aros de 19 polegadas na frente (120/70) e de 17 polegadas atrás (170/60), raiadas sem câmara ou de liga leve. A moto ainda tem suspensão dianteira invertida e traseira monochoque - ambas com bons 19,1 cm de curso.
Quer mais? O painel de instrumentos é uma bonita tela de TFT com 6,8 polegadas e conexão via Bluetooth para smartphone. Outros quitutes são o ABS otimizado para curvas, os controles de tração e de derrapagem, o assistente de partidas em rampa, as manoplas aquecidas e os protetores de mão e de cárter.
Vamos comparar com a futura rival? A BMW R 1.250 GS na versão topo de linha Adventure tem tanque maior, para 30 litros, e pesa 10 quilos a mais - 268 quilos em ordem de marcha. Já o motor de dois cilindros contrapostos e 1.254 cm³ rende 136 cv de potência a 7.750 rpm e torque de 14,5 kgf.m a 6.250 rpm. Ou seja, é 14 cv menos potente, porém tem quase 2 kgf.m a mais. Por fim, a secundária é por eixo cardã em balança monobraço, algo que facilita muito as manutenções.
Ou seja, a briga vai ser de nível MMA. Isso se a Pan America Special vier com preço competitivo. Nos EUA, a Pan America Special custa iniciais US$ 20.000, algo em torno dos R$ 108.000 e conversão direta. A BMW R 1.250 GS Adventure custa, aqui no Brasil, R$ 124.500. A conferir.