Esta semana a Honda fez um grande evento em sua sede, em São Paulo. O motivo: comemorar os 50 anos da CG, moto que nasceu com motor de 125 cm³, depois cresceu para 150 cm³ e atualmente é CG 160. A celebração tem razão de ser: a Honda CG é simplesmente o veículo mais vendido pela Honda em toda a sua da história no Brasil, e também é o veículo mais vendido no País em todos os tempos.
Como se não bastasse, a CG também é o veículo há mais tempo em produção contínua no Brasil - é feito desde 1976. Quer mais? Ainda hoje a CG é o veículo mais vendido no País, todo mês. Este ano, por exemplo, já foram emplacadas 214.102 unidades da CG (janeiro a maio), o que dá uma média mensal de 42.820 unidades. É mais do que qualquer outra moto, e também mais do que qualquer automóvel.

Aliás, vale lembrar que a CG é mais vendida do que qualquer carro recordista de vendas no mercado brasileiro na história - e aqui estamos falando de modelos como os Volkswagen Fusca e Gol e os Fiat Uno e Strada, entre outros. Desde o início da produção, mais de 15 milhões de CGs foram vendidas no Brasil.
Sim, a CG é um acontecimento. E sua história é realmente incrível e cheia de curiosidades. Conheça, abaixo, algumas delas.
Ao longo de seus 50 anos, a Honda CG teve muitas mudanças, versões e séries especiais. Recentemente a moto, que está em sua décima geração, ganhou mais uma série especial comemorativa, batizada de "CG 50 Anos".
A Honda CG 160 comemorativa de 50 anos tem visual especialmente bonito. Além do design da geração atual, que certamente é um dos mais bonitos na história da CG, tem detalhes bacanas como a linda cor vermelha, adesivos exclusivos da série especial e até uma chave exclusiva, na cor vermelha e com a inscrição "CG 50 Anos". Uma dessas ficaria bem na minha garagem...
Outro aspecto interessante na história da CG é perceber como a moto evoluiu com o passar do tempo. Quando botamos a "CG Bolinha" de 1976 (que continua sendo uma das mais bonitas na história do modelo e também ficaria bem na minha garagem...) ao lado da CG atual, é até difícil acreditar que é o mesmo modelo. Há uma distância enorme entre as duas em design, porte e tecnologia.
O caro leitor pode fazer essa avaliação analisando, abaixo, os detalhes e as principais novidades de cada geração em uma cronologia bem legal que o WM1 montou. Confira e divirta-se!
Nasce a Honda CG 125 - tem início 45 anos de história. Essa primeira versão ganhou o apelido de “bolinha” devido ao visual todo arredondado - e com lindos cromados. O motor monocilíndrico quatro tempos rendia modestos 10,4 cv, mas rapidamente ganhou fama por sua durabilidade e manutenção barata e fácil. A Honda dizia que a moto era capaz de fazer até 57 km/l. O garoto propaganda foi o jogador de futebol Pelé, o atleta do século. Em 1981, vieram a versão a álcool e o câmbio de cinco marchas (ainda todas para baixo).
A CG passa a ter linhas um pouco mais retas e fica um tanto mais encorpada. Algumas peças cromadas passam a ser pintadas. A moto ganha balança traseira mais longa, guidom mais alto, pneus maiores e tanque também maior, para 12 litros. Uma mudança importantíssima é feita no sistema elétrico, que passa de 6 para 12 volts. O carburador recebe o sistema Ecco — que melhorava o fluxo para evitar falhas nas acelerações mais severas.
Em 1985 veio o câmbio de cinco marchas com a primeira para cima. Em 1988, nasce a primeira versão Cargo, voltada para frotistas. Tinha banco apenas para o piloto, bagageiro grande, quadro e roda traseira reforçados e balança alongada em 8 cm.
É lançada a CG 125 Today, que chega com amortecedores traseiros reguláveis, ignição eletrônica (adeus platinado!), balança traseira 3,5 cm mais comprida, painel e banco diferentes e quadro reforçado. Em 1991, a moto sofre 69 alterações no motor e 74 no chassi. Assim, melhora o desempenho e a resistência do conjunto.
Nasce a primeira CG 125 com o sobrenome Titan, que nunca mais foi abandonado. A moto chega com desenho todo reformulado e cerca de 90 alterações técnicas, como tanque para 13 litros. A qualidade efetivamente foi aprimorada e um dos resultados foi a exportação da moto para Portugal, França e Inglaterra.
A Titan sofre novas alterações de estilo e ganha banco mais largo e com duas seções, guidom mais alto e farol redondo, entre outras novidades. E passa a ter as versões KS (partida por pedal e freio dianteiro a tambor) e ES (partida elétrica e freio tambor). Pouco depois, surge a intermediária KSE (pedal e elétrica, e freio a tambor). É desta geração a série especial dourada criada para comemorar a produção de 5 milhões de unidades.
A moto ganha motor de 150 cm³ de 14,2 cv e passa a se chamar CG 150 Titan. Também surge a versão ESD (com partida elétrica, freio a disco e chave especial). A reboque, a Honda lança a CG 150 Job, uma evolução da Cargo, a CG 125 Fan, versão mais barata com o antigo motor 125, e CG 150 Sport, com motor um pouquinho mais forte (15,3 cv), pintura bicolor, acabamento mais caprichado, rodas de liga leve pretas e tanque para 14 litros.
Em 2006, veio outra CG gourmetizada, a Special Edition. Tinha cor laranja, grafismos com faixas pretas e douradas e emblema com a inscrição “Brazil 1971-2006 35th Special Edition” na rabeta. Apenas 6 mil unidades desta Special Edition foram produzidas.
A CG 150 Titan ganha injeção eletrônica, tanque maior (16,1 litros contra os 14 anteriores) e novo chassi. A 125 Fan também passa por melhorias.
Surge a versão 150 Titan Mix, a primeira moto bicombustível do mundo — que pode usar álcool ou gasolina em qualquer proporção. Deu tão certo que até hoje a CG é flex, em todas as versões, e outros modelos da marca incorporaram a tecnologia. E veio o visual com uma grande moldura de farol e piscas embutidos, que lhe valeu o apelido de “diabinha” - e gerou certa polêmica. Em 2010, a Fan vira 150, também flex.
A CG ganha um visual mais elegante e a linha passa a ser composta pelas versões 125 Fan, 150 Fan e 150 Titan. Em 2014 é lançada a versão BR, que tinha pintura nas cores da bandeira brasileira. Não era muito harmoniosa, mas fez relativo sucesso - foi criada com a desculpa de "comemorar" a marca de 10 milhões de unidades vendidas e “torcer” pela seleção de futebol na Copa do Mundo (sim, a do 7 a 1...). Em 2015, a Titan ganha freios combinados CBS.
A CG ganha linhas mais encorpadas e parece uma moto maior. O motor cresce para 160 cm³ e 15,1 cv. A versão Start, de entrada, usa o mesmo motor de 160 cm³ e a Cargo passa a ter opções de 125 cm³ e 160 cm³. É lançada a série comemorativa dos 40 anos, com roupa pintada nas cores vermelha, branca e azul visual - a inspiração vem dos modelos de competição da marca.
A mais recente geração da Honda CG foi lançada em 2024, mas já como linha 2025. Ganhou novidades como o farol de LED com lente dividida em duas seções e a opção do freio traseiro a disco na versão topo de linha CG 160 Titan. A linha é complementada pelas versões Fan, Start e Cargo - esta, destinada fundamentalmente para uso em serviços de transporte e entregas.
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