Esse site vale a visita. A Honda dá continuidade às comemorações de 50 anos de produção da CG - moto mais vendida na história do País - com um hotsite cheio de curiosidades. Lá é possível assistir vídeos com histórias reais de pessoas que tiveram a vida mudada ao comprar uma CG.
O primeiro episódio, já disponível integralmente, mostra Jefferson Gomes Aberlão, de Jundiaí (SP), que tinha uma hamburgueria e acabou abrindo um negócio de venda de motocicletas Honda antigas e raras para o Brasil inteiro. E tudo começou quando ele comprou uma CG 125 "bolinha" ano 1981 - moto que, inclusive, ele tem tatuada no braço. Confira essa história abaixo:
Além do primeiro episódio completo, também já está disponível um teaser com os próximos personagens. São pessoas como André de Lira Silva, de Teresina (PI), que viajou pelo Brasil com uma CG 125 ano 2012 - moto que, hoje, já tem mais de 400 mil quilômetros rodados -, e Jenny, de Mineiros (GO), que comprou uma CG para trabalhar e acabou usando a moto também para viagens. Com isso, ganhou o apelido de "Dora Aventureira", em sua cidade.
O teaser também antecipa as histórias de Vail Paschoalin, de São Paulo (SP), que faz parte de uma família em que três gerações competiram com CGs em diferentes épocas, e de Suelen, de Porto Velho (RO), que orgulhosamente usa uma CG para trabalhar de mototáxi.
Mas há outros personagens, cujas histórias serão exibidas em episódios individuais. Inclusive um casal que batizou o filho de Carlos Gabriel só para que ele tivesse as iniciais "CG"! Confira o teaser abaixo:
O site também, mostra em detalhes todas as gerações da CG e as versões que marcaram época e também conta a história da própria Honda, a "marca da asa" - e sobre a própria asa que se tornou o logotipo da Honda, e um dos mais conhecidos do mundo.
A CG nasceu com motor de 125 cm³, depois cresceu para 150 cm³ e atualmente é CG 160. A celebração de 50 anos tem razão de ser: a Honda CG é simplesmente o veículo mais vendido pela Honda em toda a sua da história no Brasil, e também é o veículo mais vendido no País em todos os tempos.
Como se não bastasse, a CG também é o veículo há mais tempo em produção contínua no Brasil - é feito desde 1976. Quer mais? Ainda hoje a CG é o veículo mais vendido no País, todo mês. Este ano, por exemplo, já foram emplacadas 214.102 unidades da CG (janeiro a maio), o que dá uma média mensal de 42.820 unidades. É mais do que qualquer outra moto, e também mais do que qualquer automóvel.

Aliás, vale lembrar que a CG é mais vendida do que qualquer carro recordista de vendas no mercado brasileiro na história - e aqui estamos falando de modelos como os Volkswagen Fusca e Gol e os Fiat Uno e Strada, entre outros. Desde o início da produção, mais de 15 milhões de CGs foram vendidas no Brasil.
Sim, a CG é um acontecimento. E sua história é realmente incrível e cheia de curiosidades. Conheça, abaixo, algumas delas.

Ao longo de seus 50 anos, a Honda CG teve muitas mudanças, versões e séries especiais. Recentemente a moto, que está em sua décima geração, ganhou mais uma série especial comemorativa, batizada de "CG 50 Anos".
Outro aspecto interessante na história da CG é perceber como a moto evoluiu com o passar do tempo. Quando botamos a "CG Bolinha" de 1976 (que continua sendo uma das mais bonitas na história do modelo e também ficaria bem na minha garagem...) ao lado da CG atual, é até difícil acreditar que é o mesmo modelo. Há uma distância enorme entre as duas em design, porte e tecnologia.
O caro leitor pode fazer essa avaliação analisando, abaixo, os detalhes e as principais novidades de cada geração em uma cronologia bem legal que o WM1 montou. Confira e divirta-se!
Nasce a Honda CG 125 - tem início 45 anos de história. Essa primeira versão ganhou o apelido de “bolinha” devido ao visual todo arredondado - e com lindos cromados. O motor monocilíndrico quatro tempos rendia modestos 10,4 cv, mas rapidamente ganhou fama por sua durabilidade e manutenção barata e fácil. A Honda dizia que a moto era capaz de fazer até 57 km/l. O garoto propaganda foi o jogador de futebol Pelé, o atleta do século. Em 1981, vieram a versão a álcool e o câmbio de cinco marchas (ainda todas para baixo).
A CG passa a ter linhas um pouco mais retas e fica um tanto mais encorpada. Algumas peças cromadas passam a ser pintadas. A moto ganha balança traseira mais longa, guidom mais alto, pneus maiores e tanque também maior, para 12 litros. Uma mudança importantíssima é feita no sistema elétrico, que passa de 6 para 12 volts. O carburador recebe o sistema Ecco — que melhorava o fluxo para evitar falhas nas acelerações mais severas.
Em 1985 veio o câmbio de cinco marchas com a primeira para cima. Em 1988, nasce a primeira versão Cargo, voltada para frotistas. Tinha banco apenas para o piloto, bagageiro grande, quadro e roda traseira reforçados e balança alongada em 8 cm.
É lançada a CG 125 Today, que chega com amortecedores traseiros reguláveis, ignição eletrônica (adeus platinado!), balança traseira 3,5 cm mais comprida, painel e banco diferentes e quadro reforçado. Em 1991, a moto sofre 69 alterações no motor e 74 no chassi. Assim, melhora o desempenho e a resistência do conjunto.
Nasce a primeira CG 125 com o sobrenome Titan, que nunca mais foi abandonado. A moto chega com desenho todo reformulado e cerca de 90 alterações técnicas, como tanque para 13 litros. A qualidade efetivamente foi aprimorada e um dos resultados foi a exportação da moto para Portugal, França e Inglaterra.
A Titan sofre novas alterações de estilo e ganha banco mais largo e com duas seções, guidom mais alto e farol redondo, entre outras novidades. E passa a ter as versões KS (partida por pedal e freio dianteiro a tambor) e ES (partida elétrica e freio tambor). Pouco depois, surge a intermediária KSE (pedal e elétrica, e freio a tambor). É desta geração a série especial dourada criada para comemorar a produção de 5 milhões de unidades.
A moto ganha motor de 150 cm³ de 14,2 cv e passa a se chamar CG 150 Titan. Também surge a versão ESD (com partida elétrica, freio a disco e chave especial). A reboque, a Honda lança a CG 150 Job, uma evolução da Cargo, a CG 125 Fan, versão mais barata com o antigo motor 125, e CG 150 Sport, com motor um pouquinho mais forte (15,3 cv), pintura bicolor, acabamento mais caprichado, rodas de liga leve pretas e tanque para 14 litros.
Em 2006, veio outra CG gourmetizada, a Special Edition. Tinha cor laranja, grafismos com faixas pretas e douradas e emblema com a inscrição “Brazil 1971-2006 35th Special Edition” na rabeta. Apenas 6 mil unidades desta Special Edition foram produzidas.
A CG 150 Titan ganha injeção eletrônica, tanque maior (16,1 litros contra os 14 anteriores) e novo chassi. A 125 Fan também passa por melhorias.
Surge a versão 150 Titan Mix, a primeira moto bicombustível do mundo — que pode usar álcool ou gasolina em qualquer proporção. Deu tão certo que até hoje a CG é flex, em todas as versões, e outros modelos da marca incorporaram a tecnologia. E veio o visual com uma grande moldura de farol e piscas embutidos, que lhe valeu o apelido de “diabinha” - e gerou certa polêmica. Em 2010, a Fan vira 150, também flex.
A CG ganha um visual mais elegante e a linha passa a ser composta pelas versões 125 Fan, 150 Fan e 150 Titan. Em 2014 é lançada a versão BR, que tinha pintura nas cores da bandeira brasileira. Não era muito harmoniosa, mas fez relativo sucesso - foi criada com a desculpa de "comemorar" a marca de 10 milhões de unidades vendidas e “torcer” pela seleção de futebol na Copa do Mundo (sim, a do 7 a 1...). Em 2015, a Titan ganha freios combinados CBS.
A CG ganha linhas mais encorpadas e parece uma moto maior. O motor cresce para 160 cm³ e 15,1 cv. A versão Start, de entrada, usa o mesmo motor de 160 cm³ e a Cargo passa a ter opções de 125 cm³ e 160 cm³. É lançada a série comemorativa dos 40 anos, com roupa pintada nas cores vermelha, branca e azul visual - a inspiração vem dos modelos de competição da marca.
A mais recente geração da Honda CG foi lançada em 2024, mas já como linha 2025. Ganhou novidades como o farol de LED com lente dividida em duas seções e a opção do freio traseiro a disco na versão topo de linha CG 160 Titan. A linha é complementada pelas versões Fan, Start e Cargo - esta, destinada fundamentalmente para uso em serviços de transporte e entregas.
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