Aventura e Off-Road 6 min. de leitura

Kawasaki Versys 1100 une conforto e adrenalina

Modelo foi apresentado no Festival Interlagos – Motos e contamos como se comportou na pista. Spoiler: é um canhão!

Roberto Dutra
Roberto Dutra

Patrocinado

A Kawasaki apresentou, durante o Festival Interlagos – Motos, duas novidades muito interessantes: a esportiva-turismo Versys 1100 e uma nova versão da Ninja ZX-4R, agora com mais um “R” (ZX-4RR).

8
Kawasaki Versys 1100 (1)
Kawasaki Versys 1100 (1)Crédito: Divulgação

Aproveitamos o evento para rodar com as duas na pista e contar como foi a experiência. Mas, aqui, vamos falar apenas da Versys 1100. O ride com a Ninja ZX-4 RR o caro leitor pode conferir aqui.

Anuncie seu veículo na Webmotors com 20% de desconto

8
Kawasaki Versys 1100 (1)
Kawasaki Versys 1100 (1)Crédito: Divulgação

Motor cresceu para 1.100 cm³

A maior das Versys é velha conhecida do mercado brasileiro. Chegou aqui em 2012, duas gerações atrás, e ao longo do tempo mudou um bocado – de “quase big trail” virou uma legítima esportiva-turismo.

Mas duas características sempre continuaram lá: muito conforto e desempenho forte, por usar o mesmo motor de modelos naked e esportivos da marca. Agora, a moto cresceu e, de Versys 1000, virou Versys 1100. A mudança acompanhou o que já havia acontecido lá fora.

8
Kawasaki Versys 1100 (4)
Kawasaki Versys 1100 (4)Crédito: Divulgação

Assim como a Versys 1000, a Versys 1100 chega em duas versões, a standard e a SE Grand Tourer – esta, com mais recursos e equipamentos. E, naturalmente, mais cara: R$ 78.890 e R$ 100.990, respectivamente. Sim, são motos para o “andar de cima”. Sorte deles.

Potência aumentou 14% e passou para 135 cv

A principal novidade é mesmo o motor crescido. Antes com 1.043 cm³, agora tem 1.099 cm³. Com isso, a potência passou de 120 cv para 135 cv a 9.000 rpm e o torque foi de 10,4 kgfm para 11,2 kgfm a 7.600 rpm. Ou seja, 14% a mais de potência e 11,4% a mais de torque.

Mas não ficou por aí. O motor também recebeu melhorias no cabeçote, no corpo de borboleta, na injeção e no arrefecimento. Segundo a Kawasaki, com ECU atualizada e novos perfis de comando, as respostas ao acelerador estão mais imediatas e fortes – sobretudo nas medias rotações, que são as mais usadas. O câmbio tem seis marchas e a secundária é por corrente.

Acompanhe as notícias do “WM1” em nosso canal do WhatsApp

8
Kawasaki Versys 1100 (6)
Kawasaki Versys 1100 (6)Crédito: Divulgação

A parte eletrônica continua completíssima e inclui controle de tração, gerenciamento em curvas, ABS inteligente, modos de potência, quickshifter bidirecional, modos de pilotagem integrados e controle de cruzeiro eletrônico. Alguns destes itens estão apenas na versão mais completa.

Painel de instrumentos ficou no passado

Só faltou, mesmo, atualizar painel de instrumentos. Na versão standard, continua o defasado conjunto com conta-giros analógico e telinha de LCD azul. Na Grand Tourer, a tela de LCD é substituída por outra, de TFT com conexão Bluetooth e conectividade.

Mas mesmo essa tela de TFT não impressiona. Tem tamanho enxuto (4 polegadas) e o conta-giros analógico continua lá. Uma moto como essa deveria ter, nas duas versões, o painelzão de TFT que já vemos em várias outras motos da Kawasaki.

Deixe seu carro usado como 0 km: acesse a Webmotors Serviços

8
Kawasaki Versys 1100 (5)
Kawasaki Versys 1100 (5)Crédito: Divulgação

De resto, é a Versys que conhecemos. A suspensão dianteira tem tubos invertidos de 43 mm de diâmetro, e a traseira é horizontal back-link com curso de 15 cm. O tanque para 21 litros de combustível promete boa autonomia.

Na Grand Tourer, a suspensão é eletrônica KECS com tecnologia Skyhook da Showa, que ajusta o amortecimento em tempo real com base em sensores de curso, nas informações fornecidas pela Unidade de Medição Inercial (IMU) e na velocidade.

As duas rodas são de liga leve e têm aros de 17 polegadas. Calçam pneus 120/70 R17 na frente e 180/60 R17 atrás. Os freios são a disco duplo na frente, com pinças radiais, e a disco simples atrás, com pinça fixa.

8
Kawasaki Versys 1100 (8)
Kawasaki Versys 1100 (8)Crédito: Divulgação

A iluminação é full-LED, com faróis duplos e lanterna em “H”, e a versão Grand Tourer tem luzes de curva com acionamento por ângulo de inclinação. Vão instaladas nas carenagens frontais, perto dos amortecedores.

A Grand Tourer também vem de fábrica com sistema de malas laterais Clean-Mount, que levam 28 litros cada, e top case traseiro, que tem capacidade para 47 litros. E, ainda, cavalete central, tomada USB-C, pintura de alta durabilidade com tecnologia de autorreparo e protetores para as mãos.

Como é pilotar a Kawasaki Versys 1.100?

Dei três voltas no Autódromo de Interlagos com a Versys 1100 standard. Ou seja, nada de malas laterais ou top case. É a Versys 1100 em estado puro, sem acessórios. E a moto, que já era um canhão, agora é um canhão e meio.

A maior de todas as Versys (lembre-se que existem a Versys 300-X e a Versys 650) sempre teve dois atributos principais: o conforto e o desempenho. Aqui não é diferente. A posição de pilotagem continua perfeita, com guidão em boa altura e ótimas pedaleiras – que deixam as pernas naturalmente dobradas e bem encaixadas no tanque.

8
Kawasaki Versys 1100 (7)
Kawasaki Versys 1100 (7)Crédito: Divulgação

O banco infelizmente não é mais tão macio quanto o da primeira geração, mas ainda assim é muito acima da média tanto em anatomia quanto em maciez. Os comandos nos punhos são bem acessíveis e os espelhos têm hastes de tamanho adequado, e por isso permitem ver mais que os próprios cotovelos. O ponto negativo é o painel desta versão standard, com conta-giros analógico e telinha de LCD: pra lá de defasado.

E o desempenho da moto continua excepcional. O motorzão de quatro cilindros em linha trabalha forte e cheio de vontade, porém “liso” e com baixíssimos níveis de vibração e de ruídos. As respostas são vigorosas em quaisquer faixas de giros, mas de fato senti mais disposição nas médias rotações.

8
Kawasaki Versys 1100 (2)
Kawasaki Versys 1100 (2)Crédito: Divulgação

O ganho de velocidade aqui é rápido. E a moto, apesar de grande e pesada, é muito maneável. Como é alta, nas curvas parece um veleiro adernando – e é preciso de acostumar a isso. Mas pode deitar que ela segura a onda e transmite muita confiança. As frenagens, por sua vez, são fortes e convincentes, e as trocas das marchas não exigem qualquer esforço do piloto.

Em resumo: a Versys “grandona” continua sendo uma excelente opção de esportiva-turismo. Coerente com sua proposta, oferece o conforto necessário para quem quer pegar a estrada por horas, mas com a pitada adequada de esportividade para quem também quer, ao mesmo tempo, uma boa dose de adrenalina.


Roberto Dutra

Escrito por Roberto Dutra

Editor

Mais artigos do autor

Notícias relacionadas

Dafra Sym Adxtg Test Ride (7)
8 3
Motos 10 min. de leitura

Dafra SYM, por que não?

Marca já foi a terceira maior vendedora de motos do país, mas hoje tem posição mais discreta. Porém, o line-up atual é competitivo e merece mais atenção

Roberto Dutra Roberto Dutra