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A nova moto tem boas especificações e tenta equilibrar diversão e preço. Não é tão forte quanto a antiga - e destemperada - CB 600F Hornet, que seduziu corações e mentes lá nos anos 2000, mas é bastante convincente e coerente com sua proposta. Vamos conhecê-la em detalhes.
Design foi criado pela divisão italiana
Para começar, vale dizer que o "nome comercial" será mais simples: apenas Hornet 750. O design foi criado no Centro de Pesquisa & Desenvolvimento (R&D) da Honda em Roma, na Itália. Nada é por acaso: o mercado de motos naked é fortíssimo por lá, e isso já justifica a centralização de projetos. E aí muito do que é criado por lá vai para o resto do mundo. Lembra da primeira CB 500 que veio para o Brasil, no final dos anos 1990? Pois é.E a moto realmente tem um visual mais de naked europeia do que de japonesa. Ou seja, sem radicalismos e tudo bem harmonioso e palatável. A parte mais agressiva é a frente, com o farol duplo envolvido por uma moldura de linhas retas e aerodinâmicas.
O tanque é alto e musculoso, e segundo a Honda foi inspirado em uma asa de vespa (Hornet é "vespa" em inglês). É bonito e tem abas laterais curtinhas e bacanas, mas não chega a ser inovador. Mais atrás o banco é dividido em duas peças e dois níveis, a rabeta é alta e a placa tem suporte destacado.
As rodas de liga leve são discretas e têm como grande virtude o baixo peso e o visual limpo. No final das contas, a surpresa interessante é a parte do chassi aparente e pintada em vermelho, contrastando espertamente com a pintura branca perolizada da roupa da moto.
Na versão com pintura preta metálica, porém, o chassi também é todo preto. E aí o barato da moto é exibir um aspecto ainda mais agressivo e quase sinistro, que certamente também vai agradar muita gente. Confesso que não consegui eleger a mais bonita.
Especificações técnicas de alto nível
O design da Hornet 750 é agressivo e bonito em boa medida, mas não é exatamente revolucionário. E suas especificações também não são. Mas isso não quer dizer que sejam pobres ou limitadas: aqui o que vemos é que a Honda aplicou características técnicas de alto nível, mas sem um refinamento que levasse o preço da moto às alturas - um equilíbrio necessário e inteligente.Dito isso, confira abaixo as principais especificações técnicas da nova Hornet 750:
- Chassi de aço tipo Diamond, com sub-chassi integrado e 16,6 kg (para comparação, o quadro da CB 650R pesa 18,5 kg)
- Motor com dois cilindros em linha, refrigeração líquida, oito válvulas, comando simples, dutos de aspiração por vórtice (Vortex Flow Duct), 755 cm³, 69,3 cv de potência máxima a 7.000 rpm e torque de 7 kgfm também a 7.000 rpm
- A engrenagem primária também aciona o eixo de equilíbrio (balanceiro)
- Câmbio de seis marchas com embreagem assistida e deslizante
- Suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP (mola de um lado, óleo do outro)com 41 mm de diâmetro e 13 cm de curso, sem ajustes
- Suspensão traseira Showa monochoque com pro-link, sete ajustes de pré-carga da mola e 13 cm de curso
- Pneus 120/70 R17 na frente e 160/60 R17 atrás calçando rodas de alumínio
- Cinco modos de pilotagem (dois dos quais totalmente personalizáveis) combinam três níveis de controle de tração (Honda Selectable Torque Control, HSTC), integrado ao Whellie Control (antiempinada), e três níveis de ajuste de potência e freio-motor
- Acelerador eletrônico
- Freios a disco duplo na frente disco simples atrás. Dianteiro com pinças duplas de quatro pistões e montagem radial
- ABS nas duas rodas e controle de tração
- Farol dianteiro com projetor duplo de LED
- Painel de TFT de cinco polegadas com funções acionadas por joystick retroiluminado no punho esquerdo, mas sem conectividade
- Sistema de frenagem emergência ESS a partir de 56 km/h
- Piscas com cancelamento automático
Agora entenda como funcionam os modos de condução da Hornet 750:
- Sport: proporciona desempenho máximo com entrega de potência (P) nível 3, freio-motor (EB) nível 1 e controle de tração HSTC (T) em nível 1, pouco atuantes.
- Rain: nível 1 de potência (P), freio-motor (EB) nível 2 e controle de tração HSTC (T) nível 3, máximo, visando segurança em pisos escorregadios.
- Standard: padrão médio de potência (P), freio-motor (EB) e HSTC (T), todos em nível 2.
- User 1 e 2: Permitem a personalização dos níveis de potência (P) e freio-motor (EB), o sistema HSTC (T).
O que a Hornet 750 poderia ter, mas não tem
Como falamos acima, a Hornet 750 equilibra preço e conteúdo, mas sem um refinamento que custe caro demais. Por isso não tem recursos como ajustes na suspensão dianteira ou mesmo conectividade no painel de instrumentos.No caso do painel, a Honda justificou alegando homologação demorada. Mas é algo que certamente estará presente no futuro. De resto, nada a ponderar e tudo coerente com uma moto de R$ 53.700 (sem frete e seguro).
Motor bicilíndrico convence no torque
Vale comentar, também, o motor da Hornet 750. Seus 755 cm³ produzem 69,3 cv de potência máxima e 7 kgfm de torque, números bem superiores aos 49,6 cv a 8.500 rpm e aos 4,5 kgfm a 7.000 rpm da Hornet 500 - que custa R$ 10.660 a menos.O quatro-em-linha da antiga CB 600F Hornet, por sua vez, passava dos 100cv de potência, mas entregava torque de 6,5 kgfm (linha 2014). Ou seja, a Hornet 750 tem menos potência, porém um pouco mais de torque.
Além disso, pesa bem menos: 180 quilos contra 193 quilos, ambas a seco. Ou seja, a Hornet 750 pode não entregar um desempenho tresloucado como o a antiga 600, mas é uma moto ainda muito vigorosa - e bem mais controlável.
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Parte elétrica e eletrônica: uma boa evolução
Importante mencionar, também, a modernidade da parte elétrica e eletrônica da Hornet 750. O sistema foi simplificado usando a tecnologia de cabeamento CAN - Controller Area Network, que atua em paralelo com a BCU - Body Control Unit.Localizada sob o banco do piloto, o conjunto CAN/BUS processa instantaneamente os sinais de controle do módulo do sistema ABS, do painel de TFT e do comando de quatro vias no guidão esquerdo, deixando à ECU apenas o controle de parâmetros dinâmicos.
Garantia, preço e manutenções
A Honda CB 750 Hornet 2026 chegará às concessionários em novembro. Tem garantia de três anos sem limite de quilometragem e também o Honda Assistance, um serviço gratuito por todo o período da garantia do produto. Essa cobertura abrange Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.O intervalo de manutenções é de 6.000 quilômetros ou seis meses após a primeira revisão - que deve ser feita com 1.000 quilômetros ou seis meses. O preço público sugerido, base São Paulo/SP, é R$ 53.694 sem frete e seguro. As opções de cores são branco perolizada e preta metálica.
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