Com exatamente 1.004.983 unidades fabricadas até o final de outubro, o setor registrou seu melhor resultado desde 2015, quando foram fabricadas 1.137.103 unidades. De lá para cá, entre 2016 e 2020, a produção sempre ficou abaixo da marca de 1 milhão - conforme mostra o lista abaixo (números de janeiro a outubro para cada ano):
- 2015 - 1.137.103
- 2016 - 784.519
- 2017 - 730.862
- 2018 - 878.868
- 2019 - 945.56
- 2020 - 784.421
- 2021 - 1.004.983
Outro número indicador da tendência de alta é o da média diária de vendas em outubro, de 5.105 unidades. Segundo a Abraciclo, foi o melhor resultado para o mês desde 2014 - que foi pouco maior, com 5.231.
Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, explica os principais motivos para essa melhora no setor: "A tendência é que a procura pela motocicleta se mantenha aquecida devido às altas seguidas nos preços dos combustíveis. Além disso, o veículo é o principal instrumento de trabalho para quem atua nos serviços de entrega e opção de deslocamento seguro para evitar a aglomeração do transporte público", enumera ele.
Vale lembrar que as motos street de baixa cilindrada continuam dominando o cenário nacional. Segundo a Abraciclo, nas vendas de outubro, especificamente, elas tiveram 48,5% de participação. Em seguida vieram as trail, com 21,2%; as motonetas, com 15,3%; os scooters, com 7,8%, as naked, com 2,3%; as bigtrail, com 1,7%, os ciclomotores, com 1,5%,; as custom, com 0,9%; as esportivas, com 0,7%; e as touring, com 0,1%.
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