A Shineray Worker SH 125 foi lançada em setembro do ano passado conforme mostramos aqui, e agora, menos de um ano depois, recebe sua primeira leva de aprimoramentos. E são melhorias importantes!
A moto é uma aposta da Shineray para conquistar a turma que trabalha com delivery - entregas de produtos comprados por aplicativos. Para isso, tem mecânica simples para que a manutenção seja fácil e barata, motor que promete baixo consumo de combustível e preço bem inferior aos das outras 125 do mercado.
O design é de moto dos anos 80, o que lhe dá certo charme e também impacta positivamente no custo de produção - que é mais baixo que o das motos mais modernas, cheias de soluções estéticas rebuscadas.
Quando foi lançada, a Worker SH 125 custava R$ 7.290. Era um valor 30% inferior ao da Honda CG 160 Start, referência no segmento, na época. Agora, está em R$ 8.490, o que muda pouco essa comparação. E esse preço já vinha sendo praticado, então as melhorias não fizeram o preço subir - pelo menos por enquanto.

Pra começar, o mais importante de todos: a moto ganhou freio dianteiro a disco. Antes, era a tambor. Ou seja, sua capacidade de frenagem certamente melhorou. Outra novidade bem-vinda, simples mais muito útil, é a tomadinha USB junto ao guidom. Agora não é mais preciso fazer gambiarras para carregar o smartphone ou outro dispositivo.

Lá atrás, a suspensão traseira bichoque passou a ter curso maior. A Shineray não informou a nova medida, mas certamente a moto ficou mais confortável para enfrentar buracos, quebra-molas e valetas.
Por fim, o bagageiro traseiro foi redesenhado, e perdeu o "degrauzinho" que tinha na parte mais próxima do banco. Isso até vai melhorar a amarração de objetos, mas vai principalmente facilitar a fixação dos baús de fibra que a turma do delivery usa direto.
O motor, por outro lado, não mudou: continua ali o monocilíndrico de 125 cm³, modestos 7,2 cv e 0,8 kgf.m de torque. Outras especificações importantes da moto são o tanque de combustível para 14 litros e o peso-pena de 98 kg. A moto ainda tem 1,89 m de comprimento, 0,78 m de largura, 1,04 m de altura e 1,25 m de entre-eixos.
Nunca é demais lembrar que a Shineray é a única fabricante de motocicletas no Brasil fora do Polo Industrial de Manaus (PIM). Sua linha de montagem fica em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Segundo o site da marca, a planta tem capacidade para fazer 250 mil motos por ano. Ainda não chega nem perto disso, mas a Shineray já é protagonista no mercado brasileiro de motos.
A marca fechou o ano passado como a terceira do país em vendas, e mantém essa posição essa ano. Está atrás apenas de Honda e Yamaha, e à frente de medalhões como BMW, Kawasaki, Haojue, Royal Enfield e Triumph.
Recentemente lançou a moto elétrica SHE S e a motoneta Ray 50, que devem impulsionar mais os negócios - ainda mais no Nordeste, que responde por 40% das vendas da Shineray. As outras marcas que abram os olhos...