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"Twins" 120 anos: na Europa e a caminho do Brasil

Lançada na Índia em novembro, série limitada das Royal Enfield Interceptor e Continental GT agora é esperada por aqui

por Roberto Dutra

Demorou um pouco, mas a série limitada dos 120 anos das Royal Enfield Interceptor e Continental GT - oficialmente chamada de 120th Anniversary Edition - vai chegar à Europa nos próximos dias. Isso significa muito: as Interceptor e Continental GT 120th Anniversary Edition foram lançadas na Índia no fim de novembro do ano passado, conforme mostramos aqui no WM1, e os planos iniciais da marca davam conta de vendê-las não apenas "em casa", mas também em países europeus, das Américas e do Sudeste da Ásia.

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A Royal Enfield não revelou oficialmente quantas unidades vão para cada região ou país, mas certamente serão volumes muito pequenos. Rumores apontam que , além das 120 que ficaram na Índia, outras 120 serão reservadas para toda a Europa e o mesmo volume de 120 unidades será destinada às Américas - sempre divididos em 60 unidades para cada versão. Ou seja, serão apenas 360 motos para todo o mundo. Mas nada impede que, mais adiante, a marca resolva produzir mais alguns lotes "devido ao grande sucesso" - um expediente bem comum nas indústrias de veículos.

Certo é que a chegada das motos ao Velho Continente, assim como o recente lançamento da nova geração da Classic 350 por lá, entrega que as operações da marca indiana estão retomando seu ritmo normal. Assim como aconteceu com muitas outras fabricantes de motos e seus fornecedores em todo o mundo, os trabalhos foram paralisados ou muito reduzidos no auge da pandemia mundial de Covid-19.

As séries comemorativas das "Twins" - assim chamadas por compartilharem componentes como motor, chassi e rodas, entre outros - foram exibidas no Salão de Milão, em novembro do ano passado, e as vendas na Índia começaram no mês seguinte. Na parte mecânica, os dois modelos não têm diferenças em relação às versões standard, de produção normal. Mas na parte estética são um show à parte!

As duas motos serão devidamente numeradas, fatalmente terão preço alto e muito provavelmente vão parar, em sua maioria, nas mãos de colecionadores - daqueles que têm motos para ter, e não para rodar.
Em suas garagens, eles ficarão lustrando os belos detalhes exclusivos, como a pintura em cor predominante preta "brilhosa", os emblemas dourados nas laterais, outro emblema e frisos também dourados na parte superior do tanque, os adesivos com a inscrição "120 Years Edition" nas tampas laterais, o banco marrom com o logo da marca costurado à mão e a almofadinha de proteção na barra superior do guidom.

Motor, escapes, ponteiras e outros componentes também são pintados na cor preta - algo inédito nas "twins". As duas também têm um pequeno para-brisa, mas serão vendidos separadamente  alguns acessórios específicos para a edição limitada, como protetores de motor e retrovisores, entre outros. O motor, aliás, é nosso velho conhecido: o bicilíndrico de 47 cv a 7.150 rpm e 5,3 kgf.m de torque com câmbio de seis marchas que temos nas "twins" vendidas aqui.

Vale destacar que os emblemas são exclusivos, feitos à mão e foram desenvolvidos com a renomada "família Sirpi Senthil", da cidade-templo de Kumbakonam, no estado de Tamil Nadu. Esta família de artesãos especializou-se na confecção de efígies de latão para variados fins. Que viagem!

Uma pitada de história da Royal Enfield

Pouca gente sabe, mas a Royal Enfield é a marca com produção ininterrupta mais antiga do mundo. Lá se vão 120 anos desde que lançou sua primeira moto no Stanley Cycle Show, em Londres, em 1901. Os trabalhos não pararam nem mesmo quando a fábrica original, em Redditch, na Inglaterra, fechou - afinal, a unidade indiana já funcionava a pleno vapor e jamais fechou as portas, nem mesmo temporariamente.

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