Motor é o mesmo
O motor é o mesmo monocilíndrico injetado com refrigeração líquida, quatro válvulas variáveis, comando simples e 155 cm³, que entrega 15,1 cv de potência a 8.000 rpm e 1,4 kgfm de torque a 6.500 rpm. A transmissão, claro, é do tipo CVT.O Aerox se distancia do NMax pelo design. O do veterano, reestilizado há não muito tempo, ainda é bacana. Mas o Aerox 160 também desfila com presença: tem linhas musculosas e um conjunto com porte e linhas bem aerodinâmicas.
Segundo a Yamaha, o Aerox 160 é o primeiro scooter com design inspirado no "DNA R-Series", que proporciona posição de pilotagem esportiva. O visual também procura transmitir uma imagem de esportividade. Até transmite, mas a "posição de pilotagem esportiva" é marketing.
Outro barato do Aerox é a iluminação full-LED, com farol duplo e piscas dianteiros embutidos. A lanterna é verticalizada e mais visível, porém menos charmosa que a do NMax 160. No entanto, tem o apelo de ter sido inspirada nas usadas na "família R" da Yamaha, como a conhecida YZF-R3.
Os bancos têm costuras aparentes, estampas em baixo-relevo e detalhes inspirados em motos de alta performance - como as aletas frontais com acabamento que simula fibra de carbono.
Conectividade tradicional da Yamaha
O Aerox 160 também tem painel que pode ser conectado ao smartphone através do aplicativo Y-Connect (vem daí o sobrenome genérico "Connected").Aí o proprietário pode monitorar indicadores de uso e performance, programar manutenções, comparar o modo de pilotagem mais eficiente, identificar o local onde a scooter foi estacionada e até marcar e compartilhar nas redes sociais suas rotas.
O painel é uma tela de LCD com fundo azulado, ótima resolução e com as informações necessárias: relógio, velocímetro, indicador de combustível e funcionamento do sistema de válvulas variável e da função Eco - para quem quer conduzir o scooter de forma econômica.
Não tem o charme de um painel de TFT, mas é coerente com a proposta e com o preço do scooter.
O Aerox 160 também tem chave presencial, tomada USB-C e sistema Stop & Start, que desliga o motor nas paradas e o religa automaticamente quando o acelerador é acionado - recurso que promete reduzir o consumo e as emissões de poluentes. E que pode ser desligado pelo piloto. Por fim, o espaço sob o banco abriga apenas capacetes "abertos" - pelo menos o meu Bieffe tamanho 60, fechado, não coube.
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Como anda o Yamaha Aerox 160?
A posição de pilotagem no Aerox 160 é satisfatória, mas não há muito espaço para variar a posição das pernas e dos pés. Inclusive a parte interna do escudo não tem aquelas superfícies inclinadas mais à frente que servem para isso, como vemos em vários scooters.Mas isso não chega a comprometer: a posição, no geral, é cômoda. O guidão está em boa altura e os comandos são intuitivos. No trânsito de São Paulo, inclusive rodando nas motofaixas, o scooter exibiu um desempenho acima das expectativas: arranca com rapidez, retoma velocidade com fôlego invejável e se desvencilha dos carros com facilidade.
A agilidade, aliás, é outro aspecto muito bom. Leve e extremamente ágil, o Aerox 160 permite encontrar espaços facilmente. Nas curvas, transmitiu muita segurança - e o mesmo aconteceu nas frenagens. Inclusive em piso molhado.
Oba, sem dores nas costas!
As suspensões também me chamaram a atenção. Tradicionalmente sinto dores nas costas quando piloto scooters, pois habitualmente as suspensões são duras e com cursos curtos.As do Aerox 160 são um pouco menos duras do que as de vários modelos que já pilotei, e têm cursos bem razoáveis - 10 cm na frente e 8,6 cm atrás. Junto com o banco, que é até mais anatômico do que confortável - porém menos duro que os de vários concorrentes -, não me causou dores. Ponto muito positivo!
E há outro barato: as rodas de liga leve têm aros de 14 polegadas na frente e atrás (no NMax 160, aros de 13 polegadas). Isso quer dizer que usa pneus maiores que os do meio-irmão, e por isso absorve melhor os impactos - além de ser menos vulnerável a buracos e afins.
Aerox 160 ou NMax 160: eis a questão!
No geral, me dei melhor com o Aerox 160 do que com o NMax 160. Peca em detalhes, como nos espelhos mais bonitos do que eficientes, que proporcionam retrovisão limitada, no espaço sob o banco e na dificuldade para instalar baú traseiro - no NMax 160, há kits do tipo "plug and play", e no Aerox 160 é preciso improvisar e furar partes laterais da rabeta.Para finalizar, o Aerox 160 tem um custo-benefício interessante. Tem preço público sugerido de R$ 19.090 (mas vai a R$ 20.501 com frete e seguro do frete), enquanto um NMax 160 começa em R$ 23.990 e vai a R$ 24.714 com os extras. O Nmax 160 tem seus fãs, e continua bonito e completinho. Mas, hoje, eu iria de Aerox 160.
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