O Yamaha ZR 125 Hybrid Connected foi lançado há cerca de dois meses. E, recentemente, tive a oportunidade de pegá-lo para rodar exatamente onde é seu habitat natural: a selva urbana - mais precisamente em São Paulo. Confira abaixo como foi essa experiência!
Resumo da notícia
Foram alguns dias rodando pela capital paulista, inclusive debaixo de chuva. Mas, antes de falar disso, vale comentar o design do modelinho. O visual do ZR lembra um pouco o de outro scooter da Yamaha, o Fluo 125. É um típico scooter de entrada, sem soluções estéticas rebuscadas e cujas linhas priorizam o baixo custo de produção e uma relativa simplicidade.
Mas isso não quer dizer pobreza estética. O ZR é simpático com seu farol de LED, que parece um rostinho invocado, as carenagens laterais protuberantes e a pequena bolha frontal fumê. A luz de posição, também de LED, tem o formato da letra "Y" e dá certa personalidade ao scooter. Lá atrás, a lanterna também de LED tem cortes assimétricos e os piscas - como os dianteiros - têm lentes do tipo cristal. Aliás, apenas os piscas têm lâmpadas convencionais.
Subi no ZR 125 e me surpreendi com a leveza - tem apenas 98 quilos - e com as dimensões enxutas. Eu estava com duas mochilas, e nenhuma delas coube no espaço sob o assento - aliás, nem meu capacete fechado coube, quando testei isso. O espaço é pequeno, e abriga apenas um capacete aberto e/ou uma capa de chuva e/ou pequenos objetos. Tem capacidade para 21 litros, mas parece menos.
Mas tudo bem. Botei uma mochila nas costas e outra na frente, e segui. O ZR 125 mostrou desenvoltura nas ruas. Mas com uma peculiaridade: quanto mais congestionado estiver o trânsito, melhor.
Isso porque o motor monocilíndrico refrigerado a ar entrega modestos 8,2 cv de potência a 6.500 rpm e 1 kgfm de torque a 5.000 rpm. Então desempenho não é exatamente seu forte. O ideal é evitar pistas expressas - salvo aquelas com motofaixa - e rodar em ruas menores.
Nas pistas expressas, a potência e o torque limitados não acompanham a velocidade do fluxo. Mas, em meio aos congestionamentos pesados, o ZR 125 se desembola rapidamente e deixa todo mundo para trás.
O tal sistema híbrido leve funciona da seguinte maneira: chamado de Power Assist, fornece potência extra através de um motor elétrico auxiliar, que entrega uma forcinha a mais durante a partida e em momentos de maior esforço - como nas arrancadas, nas subidas, nas acelerações mais intensas, nas retomadas e nas ultrapassagens.
Ao detectar o aumento da carga sobre o motor a combustão, o motor elétrico é acionado por três segundos, fornecendo potência adicional e aliviando a sobrecarga do motor principal. Uma luz no painel indica quando o sistema entra em funcionamento. Dá para sentir o Power Assist entrando em ação, mas nem mesmo esse recurso dá o embalo necessário para que o ZR 125 dispute os espaços com os outros veículos em altas velocidades.
Mas o ZR 125 não é para isso. Como qualquer scooter mono 125, é para deslocamentos curtos e fundamentalmente urbanos. Para esse tipo de uso, funciona perfeitamente. E com uma surpreendente dose de conforto com seu banco macio e anatômico, superior aos de alguns concorrentes, e mesmo com a tradicional suspensão de cursos curtos tanto na frente quanto atrás - algo característico de scooters pequenos urbanos. Andei bastante no ZR 125 e aconteceu algo raro: não fiquei com dor nas costas.
O Power Assist também proporciona uma certa redução do consumo de combustível. Aliás, para economizar ainda mais, a ZR também tem sistema Stop & Start, que desliga o motor quando é identificada uma parada, como em semáforos ou congestionamentos, religando automaticamente ao acelerar, reduzindo ainda mais o consumo de combustível e a emissão de poluentes.
Nem todo mundo gosta desses dispositivos de desligar e religar o motor. Eu não sou muito fã. Aí basta desligar o sistema através de um botão no punho direito. Fácil e simples. Mas de fato ajuda a reduzir consumo e emissões. O ZR 125 Hybrid Connected faz entre 45 km/l e 55 km/l, marcas muito boas para um scooter urbano.
Além do desempenho comedido, mas coerente com sua proposta, e do conforto dentro do desejável, o ZR 125 tem outras características dinâmicas interessantes. Os freios - disco na frente e tambor atrás, com assistência combinada UBS - são muito eficientes e proporcionaram paradas extremamente seguras durante nossa rodagem. Isso mesmo em piso molhado.
As suspensões, por sua vez, podem ter cursos curtos, como mencionado acima, mas não comprometeram o conforto e ainda proporcionaram estabilidade correta em curvas e retas, e suportaram bem as famosas valetas nas junções das ruas paulistas.
Também curti o bom desempenho dos pneus, da fornecedora Maxxis e com medidas típicas de scooters - 90/90 R12 na frente e 110/90 R10 atrás. São altinhos no perfil e, por isso, aturaram bem as imperfeições do piso, mas naturalmente as rodas com 12 e 10 polegadas pedem atenção a buracos de grandes dimensões.
Por fim, o painel de instrumentos com tela de LCD pode não ter a modernidade de uma tela de TFT - e nem devemos esperar isso de um scooter pequeno, urbano e de entrada. Mas resolve plenamente as necessidades diárias mostrando todas as informações necessárias com clareza - e mais algumas, como consumo, óleo e correia de transmissão.
Além disso tudo, pode ser conectado ao smartphone do usuário - daí o sobrenome Connected - através do aplicativo Yamaha Motor On. Aí o piloto acompanha o consumo médio de combustível, o histórico de viagens (com possibilidade de compartilhamento em redes sociais) e o cronograma de manutenção no próprio smartphone.
O aplicativo também mostra a última localização de pareamento da scooter e um ranking Eco, que indica o quanto econômica e eficiente está a pilotagem, comparada à de outros pilotos. Pelo painel também é possível ver as chamadas e mensagens recebidas e monitorar a bateria do telefone. São recursos funcionais ou apenas divertidos, dependendo do usuário.
O ZR 125 Hybrid Connected chegou para ser o novo scooter de entrada da Yamaha. Com preço de R$ 13.990, fica abaixo do Fluo 125 ABS Hybrid Connected, de R$ 16.790 - com o qual compartilha a motorização híbrida leve - e do Aerox 160 Connected, de R$ 18.990.
Importante lembrar que a este (s) preço (s) devem ser somados frete e seguro, no valor de R$ 1.012. Ou seja, parta chegar na sua garagem o ZR 125 vai passar dos R$ 15 mil, pois o ainda terá custos de emplacamento. Não é tão barato, mas custa menos que o principal rival - o Honda Elite 125, que começa no preço público sugerido de R$ 14.400, mas com frete, seguro, sobrepreço nas concessionárias e emplacamento, vai passar dos R$ 16 mil.
Conforme consta no site da Yamaha, as revisões do ZR 125 têm preços fixos. Isso é bom, pois ajuda o comprador a saber quanto vai gastar. Os valores são os seguintes:
Por fim, vale destacar que o scooter Yamaha ZR 125 Hybrid tem garantia de quatro anos - a maior do mercado, nesse segmento.
Preço: R$ 13.990 (mais frete e seguro)
Cores: prata fosca, vermelha metálica e preta metálica
Motor: monocilíndrico com injeção, comando simples, duas válvulas, refrigeração a ar
125 cm³ 8,2 cv de potência a 6.500 rpm e 1 kgfm de torque a 5.000 rpm
Transmissão: CVT
Suspensões: dianteira com tubos convencionais e 8,1 cm de curso, e traseira monochoque com 9 cm de curso
Freios: a disco na frente e a tambor atrás, com assistência de sistema combinado UBS (Unified Brake System)
Dimensões: 1,88 metro de comprimento, 1,28 metro de distância entre-eixos, 68,5 cm de largura, 1,19 metro de altura, banco a 78,5 cm do solo e vão livre de 14,5 cm
Peso: 98 quilos
Tanque: 5,2 litros
Garantia: quatro anos
Quanto custa o Yamaha ZR 125 Hybrid Connected?
O preço é de R$ 13.990, mas com frete e seguro o valor passa de R$ 15 mil, já que ainda há custos de emplacamento.
Como funciona o sistema híbrido do Yamaha ZR 125?
O sistema, chamado Power Assist, aciona um motor elétrico auxiliar por três segundos em momentos de maior esforço, como arrancadas, subidas e ultrapassagens, aliviando a sobrecarga do motor a combustão.
Qual é o consumo de combustível do Yamaha ZR 125 Hybrid Connected?
O scooter faz entre 45 km/l e 55 km/l, número considerados bons para um modelo urbano.
Qual a capacidade do porta-objetos do Yamaha ZR 125?
O espaço sob o assento tem capacidade para 21 litros, mas não acomoda um capacete fechado, apenas capacete aberto, capa de chuva ou pequenos objetos.
Quanto custam as revisões do Yamaha ZR 125 Hybrid Connected?
As revisões têm preços fixos definidos pela Yamaha, variando de R$ 90 (1.000 km ou seis meses) a R$ 876 (20.000 km ou 30 meses), conforme a quilometragem.
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