Yamaha R7: preço revelado, especificações e como é pilotar essa esportiva
Esportiva lançada no Festival Interlagos – Motos tem motor com 73,4 cv de potência e será vendida em duas versões. Confira todos os detalhes e nossas impressões de pilotagem
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A Yamaha R7 foi lançada com pompa e circunstância durante o Festival Interlagos – Motos, em agosto, junto com a Tracer 7. Mas, na época, a fabricante divulgou apenas o preço da sport-touring, que chegaria às concessionárias já no mês seguinte por iniciais R$ 59.990.

O valor da esportiva não foi anunciado porque a previsão de chegada às lojas era somente para novembro. Pois bem: a Yamaha acaba de revelar o preço da R7: a moto custa R$ 60.690 nas cores Racing Blue (azul metálica) e Midnight Black (preta metálica), e R$ 61.290 na versão R7 70Th Anniversary – que é uma série especial limitada a 70 unidades nas cores vermelha e branca. São preços públicos sugeridos que não incluem frete e seguro, que custam juntos R$ 1.942, e eventuais margens aumentadas das concessionárias.

Para quem não lembra, a R7 usa o mesmo motor Crossplane bicilíndrico (CP2) de 690 cm3, oito válvulas, comando duplo e refrigeração líquida da big trail Ténéré 700, da sport-touring Tracer 7 e da naked MT-07. Na esportiva, entrega 73,4 cv de potência a 8.750 rpm com 6,9 kgfm de torque a 6.500 rpm.
Outras especificações importantes da moto são o câmbio de seis marchas, a suspensão dianteira invertida com tubos de 41 mm e curso de 12 cm e a traseira monochoque com link e 12,1 cm de curso, os freios com disco duplo na frente e simples atrás, o tanque para 14 litros e as rodas de liga leve com pneus Bridgestone Battlax Hypersport S23 nas medidas 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás. O peso em ordem de marcha chega a 189 quilos.

Tecnologia a bordo impressiona
A tecnologia embarcada também é convincente: estão a bordo iluminação full-LED, quickshifter bidirecional, unidade de medição inercial de seis eixos (IMU), ABS nas duas rodas com opção de desligamento do da roda traseira, controle de tração com três níveis, embreagem assistida e deslizante, controles eletrônicos de deslizamento, de elevação, de frenagens, de largada e antiempinamento, e gerenciamento de freio-motor.

Já o painel de instrumentos é uma tela de TFT colorida de cinco polegadas com quatro temas personalizáveis e conectividade via aplicativo Y-Connect, que Y-Connect permite navegação por mapa ou turn-by-turn pelo aplicativo Garmin StreetCross. O painel também tem o modo “Track”, que exibe tempos de volta e dados de desempenho real. A moto estará nas concessionárias em novembro e tem quatro anos de garantia.
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Quanto custam as revisões das Yamaha R7?
Assim como os outros modelos da Yamaha, a R7 também tem revisões com preços fixos. Que, naturalmente, não são tão baixos, mas os intervalos longos, de 10 mil quilômetros, reduzem os impactos. E, nas duas primeiras, o proprietário não paga a mão-de-obra. Confira abaixo os valores:
- 1.000 km ou seis meses – R$ 618
- 10.000 km ou 12 meses – R$ 354
- 20.000 km ou 24 meses – R$ 1.266
- 30.000 km ou 36 meses – R$ 834

Como é pilotar a Yamaha R7?
Tive a oportunidade de pilotar a Yamaha R7 no Autódromo de Interlagos durante o Festival Interlagos – Motos, logo depois de pilotar a Tracer 7. O desempenho de ambas é bastante parecido, mas obviamente a Tracer 7 é mais confortável.
A R7 tem banco mais duro e pequeno, e a posição de pilotagem é bastante “racing”. O corpo fica bem inclinado à frente, os pés vão apoiados em pedaleiras recuadas e as pernas ficam bem dobradas – tudo o que se espera em uma legítima esportiva.

Se não é exatamente confortável – nenhuma superbike é -, a R7 repete as virtudes que senti na Tracer 7. Parece ser mais leve do que é, é ágil, maneável e muito divertida. O motor é relativamente áspero, mas isso não chega a incomodar.
A R7 acelera com vigor, retoma velocidade sem “buracos” – exceto em baixas velocidades, quando é preciso reduzir para o motor “acordar”, faz curvas com muita facilidade e exibe frenagens fortes e muito seguras. Um aspecto interessante é que, ao contrário do que senti na Ténéré 700, o motor não esquenta as pernas. Sinal de que a carenagem é eficiente também na função de desviar o ar.

Em resumo, a R7 chega como uma ótima opção de esportiva média-grande. Tem preço competitivo, powertrain coerente com sua proposta e ainda por cima é particularmente bonita: o design invocado exibe, na frente, farol com projetor central coadjuvado por luzes de rodagem diurnas (DRLs) e piscas embutidos nos retrovisores. A carenagem integral é elegante, as rodas são pintadas e a lanterna traseira é verticalizada. Um conjunto muito atraente!
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