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2.810 cv na pista! Aceleramos os novos Audi RS

Pilotamos cinco superesportivos da marca alemã, que somam R$ 4,2 milhões. Estoque da linha está quase esgotado no Brasil

por Lukas Kenji

Acelerar um esportivo na pista já é especial, mas que tal passar um dia a bordo dos principais lançamentos da linha Audi RS? O WM1 viveu essa experiência gearhead e traz os detalhes desta ação para você. Foram pilotados cinco modelos que somam 2.810 cv de potência e ultrapassam a marca de R$ 4,2 milhões.
Se você não tem bala na agulha para bancar um carro desses nem em sonho, provavelmente ficou impressionado com as cifras milionárias. Já o público-alvo da linha RS não se intimidou com os valores. Acredite: quase todo o estoque da linha RS referente ao segundo semestre de 2020 já foi vendido.
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Das 330 unidades produzidas na Europa com destino ao Brasil, 327 já foram encomendadas. Embora a marca não detalhe o mix de vendas, a informação é de que os modelos mais procurados foram a station wagon RS 6 Avant, que custa R$ 793.990, além do esportivo mais caro da linha, o R8, que traz na etiqueta o valor de R$ 1.234.990.

Hora de acelerar

Para começar, escolhemos o mais novo modelo da linha, o inédito Audi RS Q8. De cara, ele apresenta propriedades para lá de chamativas, uma vez que carrega a mesma plataforma e o mesmo motor 4.0 V8 de 600 cv de potência que equipa o Lamborghini Urus. A transmissão é Steptronic de oito marchas.

O modelo que custa R$ 902.990 também é o maior e mais pesado da lista. São 5,01 metros de comprimento para um corpanzil de 2.495 quilos. Agora, imagine que esse monstro pode chegar aos 100 km/h em 3,8 segundos.
Diante dos números tão expressivos, chama a atenção como o SUV-cupê é equilibrado. Ele tem tocada agressiva, muito por conta dos 81,6 kgf.m de torque, mas transmite extrema segurança para contornar as diversas curvas do traçado travado proposto pelo Autódromo da Fazenda Capuava, localizado em Indaiatuba (SP).

Se o Q8 padrão não apresentou desempenho condizente com seu design agressivo, o RS Q8 tratou de resolver essa questão com o conjunto bruto da Lamborghini.

Mesma mecânica


A mesma mecânica foi empregada aos esportivos familiares RS 6 Avant e RS 7 Sportback. Ambos aceleram de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos. Dividem a mesma plataforma e têm medidas semelhantes, com comprimento que gira em torno de 5 metros, enquanto o entre-eixos fica próximo dos 3 m.
Não à toa, o comportamento na pista é muito parecido. A impressão é de que a perua RS 6 é um pouco mais saborosa pela capacidade de rolar melhor a traseira e proporcionar uma retomada mais ligeira. Já o sedã RS 7 aponta bem para as curvas e faz você esquecer que está no comando de um modelo de dimensões generosas.

Em termos de proposta, a station wagon - que sai por R$ 793.990 - tem caráter mais agressivo e mais extremo. Já o Sportback, de R$ 839.990, propõe uma experiência mais requintada e elegante.

Divertido de verdade?

Depois de guiar modelos familiares com preços estratosféricos é hora de falar de um carro também com foco na família, mas que custa quase a metade do RS 7. O Audi RS Q3 Sportback chega ao Brasil somente em 2021 e tem tabela de R$ 465.990.
O conjunto mecânico é o mesmo do cupê Audi TT RS. O motor é um 2.5 de 400 cv de potência e 48,9 kgf.m de torque. Ele é casado com a transmissão S tronic de sete velocidades, com promessa de impulsionar o SUV da inércia rumo aos 100 km/h em 4,5 segundos.

Na prática, o RS Q3 mostra que é um autêntico carro da RS. Se não chega perto da explosão proposta pelo RS Q8, consegue transmitir emoção e atmosfera de um superesportivo. O propulsor de cinco cilindros ronca alto e a suspensão passa segurança para abusar um pouco mais nas curvas. A diversão é garantida.

Carro de corrida

Por fim, chegamos ao modelo mais caro e mais rápido. O Audi R8 tem aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e preço superior a R$ 1,2 milhão.
É praticamente um carro de corrida homologado para as ruas. Itens de conforto como ajustes elétricos para bancos e volantes foram deixados de lado para deixar o bólido mais leve. Falamos de um superesportivo de 1.695 quilos capaz de chegar aos 330 km/h.

Tudo isso graças a um conjunto formado pelo famigerado motor traseiro V10 de 610 cv de potência a 8.100 rpm e 57,1 kgf.m de torque a 6.100 giros. O pico de performance em alta rotação é de provocar arrepios. Não só por deixar em evidência a capacidade dinâmica do modelo, mas também pela experiência sensorial de ouvir e sentir o ronco estridente do escapamento duplo gigante.
Todos os carros foram guiados no modo Dynamic, o mais rígido e direto, mas o R8 dispõe ainda da opção Performance, acionada por meio de um botão com ícone de bandeira quadriculada presente no volante. Ele desliga praticamente todos os auxílios de pilotagem.
Outra particularidade do superesportivo é a possibilidade de dosar a tração. Até 100% da força pode ser jogada para um dos eixos, a fim de deixar a experiência ainda mais brutal. Já a suspensão é do tipo Duplo A, um acerto extremamente sofisticado e voltado para carros de corrida.
Embora imponha a pressão de ser um monstro das pistas, o R8 não é difícil de ser domado. É um carro impetuoso em termos de entrega, mas que está sempre à mão. Ele premia quem busca o traçado mais adequado com retomadas vigorosas e muita fome para devorar as retas em poucos segundos.
O único problema da experiência de guiar o R8 e os demais modelos da linha RS é quando a brincadeira acaba.
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