Anfavea: "Julho foi bom, mas podemos crescer mais"

Presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes diz que nível baixo de exportações acontece devido à crise na Argentina

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André Deliberato
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A Anfavea revelou boas notícias nesta manhã de terça-feira (6), mas acredita que os número poderiam ser melhores. Segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade, este último mês foi o "melhor julho desde 2014", com crescimento de 9,1% nas vendas perante junho; 14,2% de aumento na produção de veículos entre os dois meses e até mesmo 4,2% de aumento nas exportações.

Mas é justamente nesse último ponto que a Anfavea acha que o Brasil pode melhorar. No acumulado do ano, de janeiro a julho de 2019, o número de autoveículos (incluindo carros de passeios, comerciais leves, caminhões e ônibus) é 15,3% menor que o de 2018.

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Legenda: Carros feitos no Brasil têm força na Argentina, mas presença quase nula em outros países
Crédito: André Deliberato/Webmotors

Reflexo da crise argentina

Os números baixos estão diretamente conectados à crise econômica que abala a Argentina. De acordo com a Anfavea, o Brasil tem 63,1% de participação no mercado de carros dos "hermanos" e isso reflete diretamente nas baixas registradas este ano.

Segundo Luiz Carlos Moraes, é justamente o "altíssimo custo-Brasil" que atrapalha as montadoras de expandirem as ofertas para outros países e serem mais competitivas. "Temos apenas duas ou três operadoras de telefone; temos somente três ou quatro companhias aéreas; mas temos 66 fábricas em nosso país, em 10 estados e 42 cidades. Isso significa 2.176 modelos e versões", explica, deixando claro que há espaço crescer para outros lugares.

"Nosso otimismo é moderado. Temos que ter cuidado, mas existem elementos na economia atual que podem impulsionar um segundo semestre melhor", completa Moraes. Entre os elementos, segundo ele, estão a aprovação da Reforma da Previdência e a recente queda da Selic, a taxa básica de juros.

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