O novo Mercedes-AMG C 63 S é um carro impressionante, que desenvolve 680 cv por meio da combinação de motores elétricos e um quatro cilindros a gasolina. Mas muitos fãs certamente vão sentir falta do V8. Pois a Audi pretende seguir um caminho diferente do concorrente nos modelos esportivos da família RS. É o que garante um executivo da marca.
Em entrevista para o site CNet, o chefe de marketing de produto da Audi Sport, Constantin Dressler, admitiu que a eletrificação dos automóveis da marca - mesmo os da linha RS - é um movimento inevitável. Mas que não vai resultar no abandono dos propulsores V6 e V8 usados atualmente pelos carros de passeio mais extremos da empresa.
Atualmente, os modelos da família RS têm três opções de motorização: 2.9 cinco cilindros e 400 cv, 2.9 V6 biturbo de 450 cv e 4.0 V8 de 600 cv.
Estes motores ainda não são eletrificados e, certamente, poderiam ficar ainda mais interessantes formando conjuntos híbridos com propulsores elétricos.
Os modelos da Audi são tradicionalmente divididos em três categorias: os "A" (sedãs, hatches, cupês e station wagons) e os "Q" (SUVs) estão nos pontos mais baixos da gama da marca em potência.
Já os "S" geralmente têm um visual mais ousado, motores mais potentes e o sistema de tração integral. Já foram equivalentes aos AMG da Mercedes e aos M da BMW, mas perderam esse papel a partir dos anos 2000, para os RS.
Os modelos da linha RS - atualmente composta por RS 3, RS 4, RS 5, RS 6, RS 7, RS Q3, e RS Q8 - combinam os elementos visuais esportivos a conjuntos mecânicos ainda mais extremos que nos S.
O primeiro modelo da Audi a usar a nomenclatura RS foi a perua RS 2 Avant. Produzida entre 1994 e 1995, foi um modelo esportivo feito em colaboração com a Porsche e que combinava a carroceria do Audi 80 Avant com um motor 2.2 turbo de cinco cilindros e 315 cv.
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