A Audi pretende vender apenas carros 100% elétricos já a partir de 2035. A marca premium, que pertence ao grupo Volkswagen, quer deixar de produzir veículos a combustão em até 15 anos. A informação é da revista de negócios alemã WirtschaftsWoche.
A publicação não citou fontes, mas garantiu que a Audi trabalha num plano de transição dos carros a gasolina e a diesel para os totalmente eletrificados. Ainda de acordo com a revista, a marca premium irá divulgar datas e também como essa reestruturação será feita nos próximos meses.
Não é de hoje que o grupo Volkswagen se mostra como a empresa mais interessada na produção de veículos elétricos. Após o Dieselgate - escândalo de emissões de poluentes - a VW decidiu voltar suas forças para a energia limpa. Os alemães anunciaram no fim do ano passado investimento de 73 bilhões de euros (R$ 463,1 bi em conversão direta) em novas tecnologias até 2025. Desse montante, 35 bi (R$ 225 bilhões) serão dedicados à eletrificação de seus modelos.

A Volkswagen quer ter ao menos 80 modelos e versões elétricas até o início de 2026. Todos serão construídos sobre a plataforma MEB. Aliás, por falar em produção, boa parte dos 35 bilhões deverão ser investidos na conversão de fábricas para a produção específica de produtos 100% eletrificados.
No entanto, a transição da Audi que, de acordo com a revista alemã, será feita em pouco mais de uma década, é mais acelerada que isso. Em entrevista à WirtschaftsWoche, Markus Duesmann, CEO da empresa, disse que "proteção ao meio ambiente e sucesso econômico podem caminhar juntos". Todavia, será que a marca das quatro argolas se moverá tão rapidamente para unir os dois?
A Audi tem hoje 17 carros eletrificados em seu portfólio. Cinco deles são 100% elétricos. Até 2025, a marca premium garantiu que terá em sua gama pelo menos 30 modelos plug-in - 20 deles puramente elétricos. No Brasil, a empresa começou em 2019 (em esquema de pré-venda) a comercializar seu primeiro carro do tipo. O SUV e-tron tem preço sugerido a partir de R$ 551.990.