BAIC chega ao Brasil e mira o Top 5

Marca estreia com dois carros elétricos, promete fábrica e quer vender mais de 170 mil carros por ano até 2030

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André Deliberato
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A BAIC oficializou nesta quinta-feira (27/08), durante sua coletiva no Festival Interlagos - Carros 2026, sua entrada no mercado brasileiro com uma estratégia bastante ambiciosa: a fabricante pretende transformar o país em sua maior operação fora da China, começar as vendas ainda este ano, ampliar rapidamente a rede de concessionárias e, em uma segunda etapa, produzir veículos localmente.

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    A meta é nada modesta: assim como a BYD, a ideia é chegar ao grupo das cinco marcas mais vendidas do Brasil até 2030.

    O hatch compacto elétrico Arcfox T1 será o primeiro modelo da BAIC vendido no Brasil
    Crédito: André Deliberato/WM1
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    A estreia comercial será em novembro, inicialmente com o Arcfox T1, um hatch compacto elétrico que quer aparecer e ser vendido em 50 concessionárias. Na sequência, a marca promete lançar o Arcfox T5, um SUV que também é elétrico. Os dois modelos foram apresentados ao público... Mas os preços não foram revelados.

    A expansão da rede promete ser agressiva. Segundo a BAIC, a ideia é abrir 50 concessionárias a cada seis meses e chegar a 150 pontos de venda até o fim de 2027. A fabricante também quer ampliar rapidamente seu portfólio, com a previsão de lançar um novo produto a cada três meses a partir do ano que vem.

    Com seções internas irregulares nas lanternas, o visual traseiro do BAIC Arcfox T1 é mais exótico que o dianteiro
    Crédito: André Deliberato/WM1
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    Mas, fique ligado: apesar de começar com elétricos, a estratégia não ficará restrita aos modelos zero emissão. A marca pretende comercializar veículos de diferentes segmentos com variadas tecnologias de propulsão, incluindo híbridos e modelos equipados apenas com motor a combustão.

    O cronograma revelado prevê que a BAIC esteja entre as 10 marcas mais vendidas do Brasil até 2028. Para isso, a companhia pretende ter 10 produtos disponíveis no mercado e já ter a produção local de alguns deles. Acha ousado? Pois saiba que a ambição seguinte é ainda maior: estar entre as cinco maiores fabricantes do país até 2030.

    O interior do Arcfox T1 tem painelzinho de TFT atrás do volante multifuncional e tela multimídia centralizada
    Crédito: André Deliberato/WM1
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    Para dimensionar o tamanho dessa meta, vamos trazer números: a quinta colocada no ranking brasileiro de 2025 foi a Toyota. Se considerarmos aquele resultado como referência, a BAIC teria de superar a marca de aproximadamente 170 mil veículos vendidos por ano, o equivalente a cerca de 7% do mercado nacional.

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      Fábrica nos planos

      A produção nacional é uma das principais partes do projeto brasileiro da BAIC. Segundo Oswaldo Ramos, diretor de operações da marca no país (ex-Ford e ex-GWM), a empresa já decidiu que terá fabricação local e avalia três possibilidades: construir uma fábrica completamente nova, adquirir uma unidade já existente ou alugar uma estrutura de outra montadora.

      A decisão sobre o formato da operação ainda não foi definida e deverá levar em conta custos, velocidade de implantação e disponibilidade de infraestrutura. A equipe responsável pela manufatura da BAIC, inclusive, revelou que já visitou terrenos no Brasil para avaliar alternativas.

      Maior que o Arcfox T1, o Arcfox T5 já entra na categoria de SUVs
      Crédito: André Deliberato/WM1
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      O executivo também afirmou que a decisão de produzir no país não depende do resultado das próximas eleições ou de eventuais mudanças na política industrial brasileira a partir de 2027. A estratégia, segundo ele, está baseada no tamanho do mercado nacional e na adequação do portfólio da marca ao consumidor.

      Outro ponto importante é que a BAIC não pretende simplesmente importar veículos desmontados em kits para fazer a montagem no Brasil. A fabricante, por ora, afirma que descarta os formatos tradicionais de CKD e SKD como estratégia de longo prazo e pretende trabalhar com a importação individual de componentes.

      O BAIC Arcfox T5 também é um modelo 100% elétrico
      Crédito: André Deliberato/WM1
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      Na prática, serão trazidas da China as peças que ainda não tiverem fornecedores equivalentes no Brasil, enquanto os componentes disponíveis localmente deverão ser nacionalizados gradualmente. Uma estratégia semelhante à adotada pela GWM em sua operação.

      A BAIC já está em mais de 130 países e comercializou cerca de 1,75 milhão de veículos no ano passado. Com a operação brasileira, a companhia pretende não só conquistar espaço entre as novas marcas que desembarcaram recentemente no país, mas construir uma estrutura industrial e comercial capaz de colocá-la na disputa direta com fabricantes tradicionais.

      No interior do BAIC Arcfox T5 sobressaem o volante com dois raios e a enorme telona multimídia
      Crédito: André Deliberato/WM1
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      O primeiro passo será dado em novembro, com o Arcfox T1. Depois virá o T5 e, se o cronograma da empresa for cumprido, uma sequência de lançamentos que poderá transformar rapidamente a companhia em uma das maiores do mercado brasileiro nos próximos anos. A ver.

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