O BYD Dolphin híbrido acaba de ser apresentado na Europa, e representa mais um passo nos planos de expansão da marca, que agora, tenta cativar o púbico que não está totalmente convencido dos modelos puramente elétricos.

O Dolphin nasceu como um hatch totalmente elétrico, urbano e acessível. E acabou se tornando um dos modelos mais importantes da expansão global da BYD. No Brasil, inclusive, o carro ajudou a popularizar os elétricos da marca chinesa e só perdeu espaço após a chegada de seu irmão menor, o Dolphin Mini.
Na prática, o Dolphin G DM-i, nome oficial da versão híbrida, tenta unir os dois mundos. O hatch utiliza a tecnologia Super Hybrid DM-i da BYD, combinando motor elétrico e motor a combustão para entregar experiência de condução próxima à de um elétrico, mas sem depender exclusivamente de infraestrutura de recarga.
Segundo a fabricante, o modelo consegue superar os 1.000 quilômetros de autonomia combinada com tanque cheio e bateria carregada. E isso chama atenção principalmente pelo porte do carro.
O novo Dolphin G DM-i mede 4,16 metros de comprimento e 1,82 metro de largura. Para comparação, ele é 4 cm maior e 5 cm mais largo que o Dolphin elétrico vendido no Brasil, que tem 4,12 metros de comprimento e 1,77 metro de largura. Mas, apesar das dimensões compactas, a proposta do modelo vai além do uso urbano.

A própria BYD afirma que o hatch foi pensado para oferecer flexibilidade em viagens longas, algo que muitos consumidores ainda enxergam como um ponto de preocupação nos elétricos puros.
Enquanto o Dolphin original aposta totalmente na eletrificação, o G DM-i parece funcionar como uma porta de entrada mais confortável para quem ainda não se sente pronto para abandonar completamente os motores a combustão.
Saiba mais:
Apesar de claramente pertencer à família Dolphin, que hoje inclui o BYD Dolphin e o BYD Dolphin Mini, o novo hatch híbrido ganhou uma identidade um pouco diferente.
As imagens divulgadas pela marca mostram um carro com linhas mais agressivas e esportivas do que o Dolphin elétrico vendido atualmente.
A dianteira ficou mais baixa visualmente, os faróis têm desenho mais afilado e o conjunto transmite uma sensação menos “fofa” e mais dinâmica.
Por enquanto, a BYD ainda não revelou imagens do interior do modelo. Mesmo assim, a expectativa é que o hatch siga a receita que a marca já utiliza em outros carros da linha, com bastante tecnologia embarcada, central multimídia de grandes dimensões, painel digital e foco em conectividade.

A marca descreve o Dolphin G DM-i como o primeiro modelo desenvolvido especificamente para mercados internacionais, incluindo o europeu. E isso ajuda a mostrar como a fabricante vem tentando adaptar seus produtos para diferentes perfis de consumidores fora da China.
Segundo Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, a ideia do modelo é redefinir o que consumidores esperam de um carro compacto na era eletrificada, trazendo autonomia elevada, tecnologia híbrida inteligente e recursos digitais avançados para um segmento mais acessível.
O lançamento oficial do BYD Dolphin G DM-i acontecerá em junho, quando a BYD deve divulgar mais detalhes técnicos, como potência, capacidade da bateria, autonomia em modo elétrico e equipamentos.
As entregas no mercado europeu estão previstas para começar no outono europeu, entre setembro e novembro.
E existe uma expectativa bastante forte de que o modelo também seja lançado futuramente no Brasil, principalmente considerando o sucesso que a família Dolphin já conquistou por aqui e o crescimento dos híbridos plug-in no mercado nacional.
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