Se você ainda acha que carro elétrico é algo nichado, o dado a seguir pode te surpreender. Faltando ainda dois dias para o mês acabar, fevereiro já trouxe um fato que merece atenção: o BYD Dolphin Mini já ultrapassou a marca de 4 mil unidades emplacadas em um único mês, o melhor resultado desde quando foi lançado, em fevereiro de 2024, há dois anos.

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), até o dia 26 de fevereiro o elétrico já soma 4.080 unidades comercializadas. E esse número não é apenas expressivo dentro do segmento de elétricos - é histórico para o próprio modelo.
Para dimensionar o feito, vale olhar o ranking parcial de fevereiro. Na liderança aparece o Volkswagen Polo, com 6.379 unidades. Na sequência vêm Fiat Mobi (5.640) e Fiat Argo (5.370).
O Top 10 ainda tem nomes consolidados como Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross, Chevrolet Onix e Renault Kwid.
No meio desse grupo majoritariamente composto por hatches e SUVs a combustão, aparece o Dolphin Mini, na décima colocação.
É claro que a disputa ainda pode mudar até o fechamento oficial do mês. Modelos que estão logo atrás podem ganhar fôlego nos últimos dias. Mas o fato de um carro elétrico já figurar entre os dez mais vendidos do Brasil é, por si só, um movimento relevante.
O desempenho de fevereiro consolida uma posição que o Dolphin Mini já tinha assumido: a de carro elétrico mais vendido do país.
O modelo se tornou, em pouco tempo, a principal porta de entrada para quem quer migrar para a eletrificação. Preço competitivo dentro da categoria, proposta urbana e forte apelo tecnológico ajudaram a ampliar o alcance.
Desde que foi lançado, o "hatchezinho" já emplacou mais de 57 mil unidades, sendo que mais de 32 mil unidades foram registradas somente em 2025. Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Recentemente, a BYD, que tem atuação muito concentrada no varejo, com maior presença nas vendas para pessoas físicas do que no mercado corporativo, começou a dar passos mais firmes nas vendas diretas. Inclusive com contratos de grande volume previstos para os próximos anos.
Esse movimento pode ajudar a sustentar números mais altos de emplacamentos mensais, especialmente em modelos com perfil urbano e com apelo de custo operacional reduzido, como é caso do Dolphin Mini.