Registro importante: o BYD King já vende no Brasil quase o dobro de unidades que o Toyota Corolla se considerarmos só as versões híbridas do rival japonês - e esse dado ajuda a explicar por que o sedã da marca chinesa deixou de ser aposta para virar um pilar estratégico da empresa. Quem diria... Um sedã.
Em 2025, enquanto 20,76% dos 33.170 Toyota Corolla emplacados foram versões híbridas, o equivalente a 6.887 unidades, o King sozinho registrou 12.402 veículos vendidos no ano. Vale lembrar que o BYD King tem um nível diferente de eletrificação que o Corolla: ele é híbrido plug-in (PHEV), enquanto o rival é um híbrido pleno (HEV).
Esse desempenho de vendas é sustentado por uma evolução consistente feita ao longo do tempo. Na comparação pela média mensal, as vendas do BYD King cresceram 46,6% em 2025, saltando de 705 unidades por mês em 2024 para 1.033 no ano passado.
No acumulado de 2025, os 12.402 veículos vendidos de janeiro a dezembro, frente a 4.935 unidades do período inicial de comercialização, iniciado em junho de 2024, reforçam o potencial de escala do sedã.
O movimento ganhou ainda mais relevância em janeiro de 2026, tradicionalmente um mês mais fraco para o setor, quando o BYD King, mesmo com um ano e meio de mercado, se consolidou na segunda colocação do segmento, passando a disputar espaço de forma mais próxima com o Corolla.
Mais do que uma boa performance comercial, isso mostra que o BYD King se firmou como um carro de portfólio, tecnológico, sustentável e escalável. O resultado sinaliza que a BYD já opera no Brasil sem depender de picos pontuais, incentivos isolados ou apostas circunstanciais.
O BYD King é um sedã médio que disputa mercado diretamente com o Toyota Corolla, modelo que há anos é o mais vendido do segmento. A diferença está na proposta: enquanto o Corolla oferece versões híbridas convencionais, o King aposta em um sistema híbrido plug-in (PHEV), que permite rodar só no modo elétrico e ser recarregado em tomadas residenciais ou carregadores públicos.
O King segue a receita clássica de sedãs médios: quatro portas, espaço interno generoso (são 2,72 metros de entre-eixos, 2 centímetros a mais que o do Corolla) e porta-malas amplo (450 litros), características que agradam famílias e executivos que rodam no banco de trás.
O design do modelo é moderno, com linhas fluidas e assinatura visual que remete à identidade visual da BYD, marcada por faróis afilados e traseira elegante.
O King é equipado com um motor 1.5 a combustão, a gasolina, que trabalha em conjunto com dois motores elétricos. A potência combinada é de 209 cv (versão GL) ou 235 cv (GS), ambos maiores que os 122 cv do Corolla híbrido.
O consumo é outro trunfo: no modo EV, segundo o Inmetro, ele pode rodar mais de 50 quilômetros sem gastar combustível, o que é ideal para trajetos urbanos.
O câmbio é automático do tipo e-CVT, que privilegia suavidade e eficiência. A tração dianteira é padrão da categoria, mas vale dizer que o conjunto híbrido plug-in oferece respostas rápidas e lineares, com torque imediato dos motores elétricos.
O King também não economiza em tecnologia embarcada. O painel é digital, a central multimídia tem tela generosa com conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, e há recursos de assistência à condução como piloto automático adaptativo (ACC), alerta de colisão e manutenção de faixa.
Já o acabamento interno do sedã segue o padrão da BYD, com materiais macios ao toque e bancos de couro.
Outro diferencial é o bom pacote de segurança: há seis airbags, controle de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampa e sistema de frenagem autônoma de emergência. Tudo isso reforça a proposta de ser um sedã não só eficiente, mas também seguro e sofisticado.
O BYD King é oferecido no Brasil hoje com preços a partir de R$ 169.990 (GL) e pode chegar a R$ 175.990 na configuração GS, a mais cara.
São valores competitivos se comparado ao Toyota Corolla híbrido, que atualmente parte de R$ 191.890 na versão eletrificada. E vale lembrar que há diferença na tecnologia: o King tem sistema plug-in, com autonomia elétrica real, enquanto o Corolla é um híbrido convencional.
Em resumo, esse avanço de vendas do King mostra que ele deixou de ser promessa e virou realidade. Com preço competitivo e crescimento consistente, na opinião do WM1 ele se consolida cada vez mais como um dos pilares da BYD no Brasil.