Bomba: BYD pode ter rivais para Tera, Strada e cia

Marca chinesa quer liderar o mercado brasileiro, tem meta ousada para 2028-2030 e planeja expandir para novos segmentos

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André Deliberato
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O mercado brasileiro pode acompanhar uma virada histórica nos próximos anos. Ao menos na visão da BYD, já que é exatamente isso que a marca pretende fazer. "Queremos continuar nossa revolução", revelou Alexandre Baldy, vice-presidente e head comercial e de marketing da BYD, à reportagem do WM1 nesta semana.

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    Em reunião com alguns jornalistas na fábrica da BYD em Camaçari (BA), nesta terça-feira (03/02), o executivo foi o porta-voz da BYD para alguns questionamentos diretos sobre os planos da empresa. Ele endossou o objetivo global da marca de reduzir a temperatura do planeta Terra em 1°C e também falou sobre as futuras metas da fabricante no país.

    Alexandre Baldy, da BYD, garante que a marca será líder de mercado no Brasil nos próximos anos
    Crédito: Divulgação
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      BYD vai atacar novos segmentos

      Algumas informações revelaram uma estratégia agressiva e ousada da marca chinesa. O que foi dito não só faz parte de um plano de expansão: é uma verdadeira declaração de guerra às líderes atuais.

      A BYD vai atacar e entrar em novos segmentos no Brasil, incluindo o que mais cresce atualmente, o de SUVs subcompactos. É nesse nicho que hoje estão modelos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Honda WR-V, Citroën Basalt, Renault Kardian, Nissan Kait e o futuro Chevrolet Sonic.

      A chegada de um "suvinho" da BYD nesse território promete bagunçar o tabuleiro e botar pressão direta sobre os campeões de vendas, ainda mais por ser um modelo eletrificado e com promessa de ser bicombustível.

      Outro ponto explosivo é a fábrica em Camaçari, na Bahia. Hoje ela só monta Dolphin Mini, King e Song Pro. Mas de acordo com Baldy, até o final do ano a planta irá fabricar de fato o trio, mais o Song Plus. "Nunca deixamos de cumprir o contrato e o cronograma", explica o executivo.

      A promessa da BYD é de que as obras sejam concluídas até 2027. A unidade vai operar em três turnos, 24 horas por dia, para produzir 300 mil carros por ano.

      Mas a ousadia não para aí: a marca já planeja erguer uma segunda unidade, quase que um "espelho" da primeira, no terreno ao lado. Com isso, a capacidade do local dobra para 600 mil carros/ano, o que transformará o polo baiano em um hub estratégico para toda a América.

      BYD Song Pro 2026: o SUV médio já mudou lá fora e sua versão feita no Brasil receberá o facelift
      Crédito: Divulgação
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      Vem mais carro por aí

      O Brasil já é hoje o maior mercado da BYD no mundo depois da China, e a marca já não esconde mais que pretende assumir a liderança por aqui.

      Para isso, vai investir também em picapes, com uma linha completa que irá de um modelo compacto, rival da Fiat Strada, a uma full-size para enfrentar Ram 1500, Ford F-150 e Chevrolet Silverado.

      Ou seja, no meio do caminho haverá uma intermediária para disputar espaço com Fiat Toro, Chevrolet Montana, Ford Maverick e a futura Renault Niágara (e já falamos sobre ela por aqui); uma média para bater de frente com Toyota Hilux e cia e a Shark, que já existe - e fica entre as médias e as grandes.

      Não perca as contas: serão quatro novas picapes da BYD nos próximos anos (compacta, intermediária, média e uma grande do tipo full-size, sem contar a Shark).

      Essa imagem de patente da "mini-Shark" é do Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia
      Crédito: Reprodução/Inpi
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      Só que, apesar da diversificação, o foco principal da marca - no Brasil e no mundo - continua sendo o segmento de SUVs, que a BYD considera estratégico para consolidar sua participação.

      Ou seja, a marca ainda estuda ampliar sua atuação em utilitários, o que reforça ainda mais a ideia de que a BYD não quer apenas competir, mas sim dominar.

      O recado, portanto, é claro: a BYD não veio ser coadjuvante. Com plano industrial gigante, entrada em novos segmentos e uma ofensiva direta contra os líderes de mercado, a marca chinesa prepara uma nova fase de sua "revolução" que pode redefinir o futuro da indústria automotiva brasileira.

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