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Guia prático do carro elétrico

Autonomia, recarga, manutenção, viagens e custos: veja o que saber antes de comprar um carro elétrico no Brasil

por Nicole Santana

Os carros elétricos deixaram de ser uma raridade no Brasil. Com a chegada de novas marcas, principalmente chinesas, e uma oferta cada vez maior de modelos, a eletrificação cresceu rapidamente no mercado nacional nos últimos anos.


De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil já tem uma frota de 666.887 veículos eletrificados. Nesse número entram carros 100% elétricos e todos os tipos de híbridos. Desse total, 218.080 unidades são de veículos puramente elétricos.

O crescimento impressiona. Em 2022, a frota nacional tinha apenas 49.244 carros eletrificados, sendo 8.457 totalmente elétricos. Em 2023, o número saltou para 143.171 eletrificados. Já em 2024, o país chegou a 320.528 unidades, passando para 544.424 em 2025 até alcançar os atuais 666.887 veículos eletrificados em circulação.

Mesmo com a expansão acelerada, muita gente ainda tem dúvidas sobre autonomia, manutenção, carregamento e segurança. Por isso, reunimos 10 perguntas que você precisa entender antes de decidir se um carro elétrico faz sentido para sua rotina.


1. Dá para economizar com carro elétrico mesmo sem carregador em casa?

Sim, embora ter um carregador residencial facilite bastante a rotina. Hoje, muitos motoristas usam pontos públicos de recarga em shoppings, estacionamentos, supermercados e rodovias, principalmente em grandes cidades.

Além disso, várias montadoras já oferecem o Wallbox junto da compra do veículo elétrico ou como benefício em campanhas promocionais. Esse equipamento permite realizar carregamentos mais rápidos e seguros em casa, desde que o imóvel tenha estrutura elétrica adequada para a instalação.

Na prática, carregar o carro durante a noite em casa costuma ser uma das formas mais econômicas de uso, principalmente para quem roda bastante no dia a dia. Ainda assim, mesmo quem não possui Wallbox residencial consegue conviver com um carro elétrico usando a rede pública de carregadores e organizando melhor os pontos de recarga ao longo da rotina.

Outro ponto importante é que o custo por quilômetro rodado de um carro elétrico normalmente continua menor do que o de um modelo a combustão, especialmente em trajetos urbanos.



2. Carro elétrico funciona bem no trânsito das grandes cidades?

Sim. Aliás, o uso urbano costuma ser justamente o cenário mais favorável para um carro elétrico. Em cidades com trânsito intenso e muitas paradas, o sistema de regeneração de energia aproveita as frenagens para recuperar parte da carga da bateria.

Na prática, isso ajuda a melhorar a eficiência no anda e para do dia a dia, algo muito comum em cidades como São Paulo.


3. O ar-condicionado reduz muito a autonomia do carro elétrico?

O ar-condicionado impacta a autonomia, mas bem menos do que muita gente imagina. Os sistemas atuais são bastante eficientes e o aumento no consumo de energia costuma ser moderado, especialmente em trajetos urbanos.

Claro que o efeito varia dependendo da temperatura externa, da potência do ar e do modelo do veículo, mas dificilmente o uso do sistema inviabiliza a rotina.


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4. O que acontece se a bateria acabar no meio do caminho?

Assim como em um carro a combustão, o ideal é evitar chegar ao limite da autonomia. Hoje, aplicativos e o próprio sistema multimídia de muitos modelos mostram pontos de recarga próximos e ajudam a planejar trajetos.

Além disso, várias montadoras oferecem assistência 24 horas. Em casos de "pane seca elétrica", o carro pode ser levado até um carregador.



5. Existe estrutura de manutenção para carro elétrico no Brasil?

Esse ainda é um dos maiores receios de quem pensa em migrar para um carro elétrico, mas a estrutura vem evoluindo rapidamente.

Montadoras têm ampliado operações locais, centros de distribuição e redes de atendimento. Além disso, carros elétricos têm menos componentes mecânicos que um veículo a combustão, o que também reduz algumas necessidades de manutenção.


6. Carro elétrico desvaloriza muito?

O mercado ainda está amadurecendo, então o comportamento de desvalorização pode variar bastante dependendo do modelo e da marca.

Por outro lado, o crescimento da eletrificação no Brasil, a expansão da infraestrutura e o aumento da confiança do consumidor ajudam a tornar o mercado mais sólido ao longo do tempo.


7. Dá para viajar com carro elétrico no Brasil?

Sim, principalmente em rotas mais estruturadas e com algum planejamento prévio. A rede de carregadores ainda está em expansão, mas já cresceu bastante nos últimos anos e hoje permite viagens mais tranquilas em diversas regiões do país.

Ainda conforme a ABVE, o Brasil já tem 21.061 pontos de carregamento para carros híbridos e elétricos espalhados pelo território nacional. Desse total, 14.568 são carregadores do tipo AC, conhecidos como recarga lenta, enquanto 6.479 são do tipo DC, que proporcionam recarga rápida.

Grande parte dessa infraestrutura está concentrada no estado de São Paulo, que sozinho reúne 27,9% dos eletropostos do país.



Por isso, antes de pegar estrada, o ideal é se planejar para entender onde estão os pontos de recarga disponíveis no trajeto. Hoje, aplicativos e sistemas integrados dos próprios carros ajudam bastante nessa tarefa.

E, na prática, isso não é tão diferente do que acontece com carros a combustão. Dependendo da rota escolhida, especialmente em viagens mais longas pelo interior do Brasil, também existem trechos com poucos postos de combustível e centenas de quilômetros entre um abastecimento e outro. Ou seja: independentemente da propulsão, planejamento continua sendo parte importante de qualquer viagem.


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8. Carregar carro elétrico na chuva é seguro?

Sim. Os sistemas de carregamento seguem normas internacionais de proteção contra água e foram desenvolvidos também para funcionar em ambientes externos.

Ou seja, carregar um carro elétrico na chuva não representa um risco adicional quando os equipamentos estão em condições adequadas.



9. Carro elétrico aguenta estrada de terra?

Depende do modelo. Assim como acontece nos carros a combustão, existem modelos mais urbanos e outros com perfil mais aventureiro.

Alguns SUVs elétricos têm maior altura do solo, modos de condução específicos e características que permitem enfrentar pisos irregulares com mais tranquilidade.


10. Precisa mudar muito a rotina para ter um carro elétrico?

Existe uma adaptação inicial, principalmente na questão do carregamento. Em vez de parar em um posto de combustível, o motorista passa a organizar os momentos de recarga ao longo do dia ou durante a noite, em casa.

Depois desse período de adaptação, muitos usuários consideram a rotina até mais prática.


Então… carro elétrico vale a pena?

A resposta depende muito do perfil de uso. Para quem roda bastante na cidade, consegue carregar o veículo em casa ou no trabalho e busca menor custo por quilômetro rodado, o carro elétrico pode fazer bastante sentido.

Por outro lado, pessoas que viajam constantemente para regiões sem infraestrutura de recarga ainda podem enfrentar algumas limitações.

O fato é que a frota de carros elétricos cresceu rapidamente no Brasil e esses modelos deixaram de ser uma realidade distante. Agora, a decisão passa menos pela novidade e mais por entender se esse tipo de veículo combina com a rotina de cada motorista.


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