China desenvolve motor a combustão super eficiente

Omoda e Jaecoo estão aprimorando novo motor com altíssima taxa de compressão e que atinge 48% de eficiência térmica

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Fernando Calmon
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No maior mercado do mundo para veículos 100% elétricos seria natural concluir que motores a combustão interno estariam condenados ao abandono em curto prazo. No máximo seriam utilizados para acionar geradores a bordo, que recarregam baterias,

e estender o alcance de carros elétricos em países de grande extensão territorial (como a China), onde a infraestrutura de recarga em estradas é rarefeita e cara.

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Todavia, vem exatamente da China a notícia de que as marcas Omoda e Jaecoo, do Grupo Chery, apresentaram em evento local realizado pelo conglomerado um motor a gasolina em desenvolvimento que rompe com todas as referências ou limites conhecidos até agora. Pormenores foram revelados pelo site português Razão Automóvel.

O motor da Omoda e Jaecoo tem 48% de eficiência térmica, contra 30% da média tradicional
Crédito: Reprodução da internet
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Para se ter ideia deste avanço, basta saber que motores atuais a gasolina de aspiração natural apresentam limite de 13:1 de taxa de compressão (apenas a japonesa Mazda trabalha com taxa exclusiva de 15:1, no motor Skyactiv-X).

O que está em desenvolvimento na China funciona com nada menos de 26:1, o dobro. As câmaras de combustão suportam pressões internas superiores a 350 bar.

O sistema de recirculação de gases de escapamento (EGR, na sigla em inglês) alcança um percentual extremamente elevado de 35% para permitir baixar a temperatura da combustão, sem penalizar o rendimento.

O novo motor da Omoda e Jaecoo funciona com taxa de compressão de 26:1, o dobro da habitual
Crédito: Reprodução da internet
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A eficiência térmica dos melhores motores a gasolina supera por pouco os 30%. Pois este alcança 48%, muito acima de motores a diesel. E, para terminar: o movimento dos pistões é controlado por um mecanismo triplo de bielas hiperbólicas.

Linguagem técnica demais — reconheço —, mais foi necessária para se ter ideia do que o futuro pode representar em termos de evolução. Claro, não há garantia de que este motor possa ser fabricado a preço razoável algum dia ou se enquadre em leis severas de emissões.

Enquanto isso, a Europa permanece dividida em relação à proibição de venda de automóveis com motores a combustão, a partir de 2035. Enquanto Alemanha e Itália continuam a defender algum grau de flexibilidade, França e Espanha são contra. Mas,

agora, estes dois países já admitem subsídios aos fabricantes que produzam veículos elétricos e seus componentes na Europa.

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