A categoria de carros elétricos (EVs) não para de crescer no Brasil. O mais recente lançamento foi do EQS 53, da Mercedes-Benz, anunciado neste final de semana. Mas no caso do supercarro alemão, o preço passa da casa do milhão. Queremos algo mais palpável, dentro da nossa realidade. Por conta disso, resolvemos elencar os EVs subcompactos que existirão por aqui e listá-los ao lado dos que já existem - e aqui falamos de JAC e-JS1, Renault Kwid E-Tech e Fiat 500e.
Destes três já existentes, os dois primeiros são os elétricos mais baratos do país - o 500e é mais caro, mas embora se posicione alguns degraus acima, não deixa de ser um subcompacto. E quais outros vêm por aí?
O nome ainda não está definido, mas já sabemos que a Caoa Chery terá um subcompacto elétrico para disputar mercado nessa faixa de preço. Enquanto a sigla "QQ" não virar a marca definitiva de EVs da fabricante chinesa, nossa aposta será em um modelo chamado eQ1 - hoje feito na China, mas que poderá ser feito e importado da Argentina (e no futuro até produzido no Brasil).
O eQ1 é um carrinho simpático no visual, chamado de "formiguinha" no país asiático. Ele tem 1.005 kg, 3,20 m de comprimento (quase 50 cm a menos que o Renault Kwid), 1,67 m de largura, 1,59 m de altura e apenas 2,15 m de entre-eixos.
O carinho promete trazer carroceria feita em alumínio e conjunto mecânico formado por um motor elétrico de 55 kW/h (de cerca de 75 cv e 15 kgf.m de torque), que permite um desempenho ligeiro na cidade, com velocidade máxima de 120 km/h e excelentes 400 quilômetros de autonomia.
Preço: R$ 150 mil (estimado)
Potência: 75 cv
Autonomia máxima: 400 quilômetros
Tempo de recarga (em tomada 220V): não disponível

O modelo é um pouco maior que a turma dessa lista, mas ainda entra como compacto, por ser menor que Leaf, Zoe e outros carros com valores na casa dos R$ 200 mil. Em termos de preço e proposta, por custar R$ 241.490, e poderia ser o rival direto do Fiat 500e, quinto modelo listado nesta reportagem.
Chamado de e208 GT, é importado da Europa e vem equipado com motor de 100 kW (136 cv) e 26,5 kgf.m de torque, alimentado por uma bateria de 50 kWh. Segundo a marca, acelera de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e chega a 150 km/h - a autonomia é de 340 quilômetros com uma única carga (WLTP).
Já testamos o carrinho, que é divertido. A bateria pode ser carregada por meio de um carregador de bordo, além dos carregadores tradicionais com 7,4 kW ou 22 kW, com tempos de recarga de cerca de seis horas e quatro horas, respectivamente. A Peugeot também garante que em estações rápidas de 100 kW, o e208 GT consegue recuperar de 0 a 80% da bateria em apenas 30 minutos.
Preço: R$ 241.490
Potência: 136 cv
Autonomia máxima: 340 quilômetros
Tempo de recarga (em tomada 220V): 6 horas
É, hoje, o carro 100% elétrico mais barato do nosso país, por R$ 142.990. Chegou em abril, entrou em fase de pré-venda, e hoje é a alternativa com melhor custo-benefício para quem procura um EV para rodar na cidade. Anda legal, tem arranque mais forte que o de um Kwid 1.0 (a sensação é de guiar um carrinho 1.6 com torque imediato) e também freia bem, mas sai de frente mais frequentemente que o modelo com motor a combustão. Vale lembrar que o Kwid E-Tech tem 65 cv, estimados 11,5 kgf.m de torque e 298 quilômetros de autonomia nos trechos urbanos.
Além disso, o Kwid EV precisa de 8h57 min para ser recarregado por completo em uma tomada 220V; 2h54 min em wallboxes de recarga rápida, como os de shoppings e mercados; e de apenas 40 minutos em carregadores DC (de corrente contínua).
Preço: R$ 142.990
Potência: 65 cv
Autonomia máxima: 298 quilômetros
Tempo de recarga (em tomada 220V): 8h57min
É o rival direto do Kwid E-Tech em termos de tamanho e preço. Hoje, custa a partir de R$ 164.900, mas pode chegar a R$ 179.900 na versão EXT com roupagem mais aventureira. Era o EV mais barato do Brasil até a estreia do Kwid, em abril passado. Tem motor elétrico dianteiro de 62 cv e 15,3 kgf.m de torque com sistema de câmbio convencional de carros automáticos (uma marcha à frente e a ré) e sistema de tração dianteira.
Com isso, oferece 300 quilômetros de autonomia, número menor do que estamos acostumados a ver em EVs no Brasil. Mas similar ao do Kwid e suficiente para quem o vai usá-lo no dia a dia, para ir voltar do trabalho e que roda (bem) menos que 100 quilômetros por dia. Assim como nos outros casos, tem a maior vantagem dos carros elétricos: você poder deixá-lo conectado durante toda a noite e sair com a bateria cheia pela manhã.
Preço: R$ 164.900
Potência: 65 cv
Autonomia máxima: 298 quilômetros
Tempo de recarga (em tomada 220V): 8h57min
É rival direto de Kwid e e-JS1 em tamanho, embora seja vendido em degraus superiores de mercado - concorrendo com Nissan Leaf e Renault Zoe, que são EVs maiores em termos de tamanho e também em tecnologia embarcada. O Fiat 500e é equipado com um conjunto capaz de render 87 kW (118 cv) e 22,4 kgf.m de torque. Tem 3,63 m de comprimento (6,1 cm a mais que um 500 a combustão de geração passada), 1,68 m de largura (5,6 cm mais largo), 1,53 m de altura (2,9 cm mais alto) e 2,32 m de entre-eixos (2,2 cm mais espaçoso).
Com esse "corpo", acelera de 0 a 100 km/h em 9 segundos. Vem de série com carregador próprio, bivolt, que pode se conectar a qualquer tomada 110V ou 220V para que a recarga seja feita em casa, mas aparelhos de carregamento rápido (os famosos wallboxes, oferecidos como opcional) permitem que o reabastecimento seja feito por inteiro em quatro horas.
Preço: R$ 255.990
Potência: 118 cv
Autonomia máxima: 460 quilômetros
Tempo de recarga (em tomada 220V): 24h