Os anos passam, muitas planos de grupos automotivos são revelados, mas ao mesmo tempo muitas dessas coisas não acontecem. O mundo gira e com isso várias estratégias mudam - quase sempre de acordo com a variação cambial de cada país. Toda essa volta que demos serve para explicar a existência dessa reportagem: há marcas com as quais sonhamos no Brasil.
Marcas de carros novas ou mesmo montadoras que já passaram por aqui e foram embora. Ano após ano, pensamos que uma ou outra empresa deveria voltar, aproveitar certo nicho de mercado... afinal os fãs estão sempre por aqui. Por isso, selecionamos abaixo cinco marcas que poderiam - ou melhor, deveriam - estar no Brasil em 2021.
Por que não torcer pelo retorno da italianíssima Alfa Romeo, que pertence ao Grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles)? Até a rede de concessionárias poderia ser compartilhada com a Jeep ou a RAM, que são marcas mais premium dentro do mesmo conglomerado automotivo.
O sedã Giulia, por exemplo, seria um belíssimo concorrente de modelos como BMW Série 3, Mercedes-Benz Classe C, Audi A4 e Volvo S60. Ok, o assunto é SUV, certo? Então que tal o Stelvio, um utilitário de luxo com motor de Ferrari?

A Aston Martin foi outra marca que saiu do Brasil nos últimos anos devido à frequente variação cambial - desde 2017, precisamente, quando deixou de ser representada pelo Grupo SHC, do empresário Sergio Habib, que também trouxe a Citroën para cá nos anos 1990 e hoje comanda as operações da chinesa JAC Motors.
Faz falta, principalmente para quem tem grana para assinar o cheque de modelos da marca britânica ou para quem curte apreciar um dos mais clássicos tipos de engenharia automotiva - este último, aliás, justamente o caso no qual eu me enquadro.
A linha premium de modelos da Citroën, que há alguns anos virou marca independente, foi outra empresa que saiu do Brasil depois de três carros icônicos que até hoje fazem a alegria de quem os comprou: DS3, DS4 e DS5. Os lotes que vieram para cá foram pequenos, por isso as (poucas) unidades que encontramos à venda são valorizadas.
Quem sabe a marca não possa retornar nos próximos meses ou anos e trazer SUVs, como já faz em mercados emergentes como o chinês? Lá fora, a DS vende um SUV chamado DS7 Crossback - que é a cara do Audi Q8, embora muito mais barato - que une bom nível de engenharia ao requintado luxo do carro francês.
Por que não sonhar com a marca de modelos de alto luxo da General Motors por aqui? Se até a Silverado, uma picape grande e luxuosa, vem sendo cogitada, por que não podemos imaginar modelos da Cadillac no país, com alto nível de requinte e tecnologia e atendimento personalizado nas próprias concessionárias autorizadas da Chevrolet?
A Cadillac tem sedãs, cupês e SUVs de luxo lá fora e vende muito bem nos Estados Unidos, principalmente no segmento de utilitários, um dos mais queridos e buscados pelo consumidor brasileiro. Infraestrutura para isso não deve ser difícil para a GM do Brasil.
Acredite, o Brasil tem compradores de Bugatti - a marca francesa do Grupo Volkswagen que faz o Chiron, um dos carros mais fortes e rápidos do mundo. Mas esses clientes compram seus carros e os deixam em suas casas fora do país, na Europa ou mesmo nos EUA. Mas isso também nos faz pensar: por que alguns desses clientes não podem ter o privilégio de guiar um carro desses por aqui?
O atendimento de pós-venda poderia ser feito por algum importador oficial, assim como acontece com modelos de marcas como Ferrari, Lamborghini e Maserati, por exemplo. Seriam unidades limitadíssimas, de se contar nos dedos, mas poderíamos ter o privilégio de dizer que a Bugatti vende carros no Brasil, não é mesmo?



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