Citroën quer quadruplicar participação no Brasil

Marca apresenta plano estratégico com quatro pilares, lançamentos e metas ousadas para chegar a 4% de market share

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Fernando Miragaya
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"4All" é o nome do novo plano estratégico da Citroën para a região da América do Sul que se mostra bem didático. Ainda mais para o Brasil. É que o projeto de crescimento da montadora francesa por aqui se baseará em quatro pilares com o objetivo de aumentar em quatro vezes a participação de mercado da marca nos próximos quatro anos. Ou seja: chegar a 4% de market share até 2024.

"A Citroën é uma marca histórica, que sempre se diferenciou por inovação e proximidade com o cliente,  e que vai retomar o lugar que sempre mereceu no mercado brasileiro e nos demais mercados da América Latina. Estamos absolutamente confiantes com a estratégia de crescimento fundamentada nos valores da marca e nos produtos que vamos trazer", garantiu Antônio Filosa, CEO da Stellantis na América Latina, durante a apresentação virtual do plano.

Para alcançar tais metas, obviamente, a Citroën precisa urgentemente de... produtos. Desde 2020 que as concessionárias da marca só têm um solitário carro de passeio para vender: o SUV C4 Cactus. Isso começará a mudar em 2022. O fabricante apresentou recentemente a nova geração do C3, que chegará às lojas entre fevereiro e março. Além disso, durante a apresentação do plano estratégico, confirmou a importação do ë-Jumpy, a versão elétrica do seu furgão.

Entre 2022 e 2024, mais dois produtos são esperados. A Citroën obviamente não falou sobre eles, mas já se sabe que são as variantes SUV (tratada como novo Aircross) e sedã do novo C3. Além disso, até a conclusão do 4All, a marca vai importar o C5 em variante híbrida e deve trazer também Berlingo em configuração furgão e elétrica.

"Esse é somente o primeiro movimento do planejamento de eletrificação da Citroën no Brasil e na América do Sul. Temos uma forte estratégia nesta direção para todos os países da região, tanto para veículos comerciais, como para veículos de passeio", ressaltou Vanessa Castanho, head da Citroën na América do Sul, durante apresentação virtual.

Pilares

Sem uma gama maior de produtos, a Citroën viu sua participação no mercado brasileiro quase sumir. Hoje, chega com sacrifício perto de 1% e fica atrás até da novata Caoa Chery. Para chegar aos 4% de mix até 2024, a estratégia passa por quatro pilares: inovação acessível, marca confiável, marca cool e marca sustentável.

A parte de confiabilidade vai implicar em um trabalho maior junto à rede de concessionárias, especialmente no que diz respeito a atendimento e pós-venda. Também diz respeito ao aumento nos pontos de venda. Até a chegada do novo C3, no primeiro trimestre de 2022, a empresa promete passar das 123 para 175 lojas.

Novo Citroën C3

Autodesk Vred Professional 2021.2
Segunda geração do Citroën C3 já está no forno para ser lançada em 2022
Crédito: Divulgação
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O novo C3 será o carro-chefe e cartão de visitas dessa nova fase ambiciosa da Citroën. O modelo já começou a ser produzido em Porto Real (RJ). Fruto de um projeto indiano, o compacto usa uma variante mais simples da plataforma modular CMP. O carro tem jeitão de SUV, mas é um hatch altinho - o crossover derivado dessa arquitetura, o novo Aircross, chegará só em 2023.

O modelo não terá tempo de estrear com o novo motor 1.0 turbo GSE de origem FCA, que foi lançado no Fiat Pulse. Mas usará o 1.0 Firefly aspirado com câmbio manual de seis marchas nas versões de entrada, enquanto a topo de linha manterá o conhecido 1.6 16V da PSA Peugeot Citroën com caixa automática de seis marchas da Aisin.

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