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Veja os tipos de conectores para carros elétricos

Criamos uma lista para explicar os tipos de "pontas" dos conectores de recarregamento disponíveis no Brasil

por André Deliberato

O universo dos carros elétricos começou a se fixar de maneira mais consistente no Brasil nos últimos anos e não dá para negar que os carros eletrificados (elétricos e híbridos) fazem parte do futuro da mobilidade - até porque várias marcas definiram datas para deixar de produzir veículos com motor à combustão. Disso, surge a pergunta: você sabe quais são os tipos de conectores de carros elétricos? Por conta dessa questão, resolvemos listar os principais tipos de "pontas" de recarregamento disponíveis no mercado de carros elétricos brasileiro. Existem mais lá fora - como os conectores próprios da Tesla, conhecidos como "Tesla Charging" -, mas por ora ficaremos somente com os que já podem ser encontrados por aqui.

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Conectores de carros elétricos: veja todos os tipos

1. Tipo 1


Este é o conector conhecido como "tipo 1", que também é chamado de SAE J1772. Esse dispositivo tem pinos de fase, neutro e terra, além de mais dois para se conectar com o veículo e fazer o travamento para que não aconteça uma desconexão.
É o mais comum de se encontrar nos Estados Unidos e um dos que entregam menor potência - de máximos 19,2 kW/h. Usa rede monofásica, de 120 Volts ou 240 Volts, e corrente alternada (CA).

2. Tipo 2


Este é o mais comum de se encontrar - conhecido como "tipo 2", ele é denominado IEC 62196. Se diferencia do tipo 1 por atender tanto sistemas monofásicos quanto trifásicos e também por ser (principalmente na Europa) o carregador de híbridos plug-in.
Com corrente de 63 Ampéres e 43 kW/h de potência máxima, é bem mais rápido que o primeiro. Também é um dos mais usados no mercado brasileiro.

3. Combined Charging System (CCS1 e CCS 2)


Existe um terceiro carregador, conhecido como CCS 1, que é evolução do tipo 1 - é um tipo 1 comum, mas com dois espaços extras para corrente contínua na parte inferior da ponta (a potência aumenta para 125 kW). Por aqui, foi a "ponta" oficial do já aposentado Chevrolet Bolt.
Também existe o CCS Tipo 2 (CCS2), evolução do tipo 2, que também ganhou duas entradas para corrente contínua. Este aguenta tensões de até 850 Volts e é padrão em híbridos plug-in e elétricos na Europa.

4. GB/T


Muito parecido com o tipo 2 visualmente, mas diferente tecnicamente, já que as pontas GB/T foram criadas para atender normas específicas de recarga de corrente alternada na China.
Eles trabalham com potência até 22 kW (400 Volts e 32 Ampéres) a partir de uma rede trifásica e são compostos por cinco pinos. Foi utilizado por alguns modelos de marcas como JAC, BYD e Caoa Chery por aqui. Vale salientar, porém, que os EVs vendidos por essas empresas no Brasil vinham com adaptadores.

5. CHAdeMO


As principais fabricantes japonesas (Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi e algumas outras) tiveram a ideia de criar um carregador universal para carros elétricos. Foi assim que nasceu a ponta "CHAdeMO", que vinha, por exemplo, acompanhado do Nissan Leaf em vários países do mundo. A ideia não deu muito certo, mas o conector existe até hoje. Tem 60 kW e 500 Volts.

Quanto custa instalar um carregador para cara elétrico em casa?

Com o aumento das vendas de carros elétricos e híbridos no Brasil, muitos motoristas estão se deparando com a necessidade de instalar pontos de recarga em casa ou no condomínio. O investimento para essa adaptação pode variar bastante, indo de cerca de R$ 3 mil a até mais de R$ 17 mil, dependendo da estrutura elétrica que existe no local e da distância entre o quadro de energia e onde o carro será carregado.

Como realizar o carregamento de forma segura

Para realizar a recarga de um carro elétrico com segurança, é essencial seguir algumas práticas -- o Corpo de Bombeiros de São Paulo definiu as normas somente em meados do ano passado.
O primeiro passo é usar equipamentos certificados e compatíveis com automóvel. Detalhe importante: a instalação deve ser feita por um profissional qualificado, que avalie a capacidade da rede elétrica e, se necessário, faça adaptações para suportar a demanda energética.
É primordial que o ponto de recarga esteja protegido de ações do tempo, especialmente se forem em locais externos, como postos de combustíveis ou mesmo em garagens residenciais sem cobertura.
Evite usar extensões ou adaptadores improvisados, mantenha o ambiente seco e livre de objetos que possam causar acidentes, e procure acompanhar o processo de recarga para identificar qualquer anomalia.
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