O mercado automotivo adora doses de nostalgia. Recuperar nomes de sucesso do passado - como Dakota, por exemplo - pode ajudar a criar identificação imediata com o público, reforçar tradições e até encurtar o caminho da confiança do consumidor.
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Mas... também é fato: nem sempre trazer de volta um batismo conhecido significa repetir a trajetória de glórias. Às vezes pode acontecer exatamente o contrário.
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Dakota e outros nomes clássicos
Abaixo, relembramos cinco exemplos de modelos que apostaram nesse expediente - e começamos justamente com a picape Dakota, que marcou época nos Estados Unidos e voltou a ser assunto entre os fãs da Ram nos últimos dias.
1. Ram Dakota
Lançada nos anos 1980, a Dodge Dakota (na época a Ram era um modelo de picape da Dodge, não uma marca) se destacou como uma das primeiras picapes médias produzidas nos Estados Unidos. Tinha porte intermediário entre o das compactas e o das grandonas full-size - embora de tamanho médio aqui no Brasil.
Fabricada até 2011, deixou herança importante, tanto que o nome sempre ressurgia quando se falava em um novo modelo da categoria.
E agora é oficial: a Ram confirmou na semana passada o desenvolvimento da picape, prevista para ser lançada na virada do ano. A base de construção da nova Dakota será a mesma da "prima" Fiat Titano, com produção concentrada na fábrica da Stellantis em Córdoba (Argentina).
2. Mitsubishi Eclipse Cross
O lendário Eclipse, esportivo que virou objeto de desejo nos anos 1990, ressurgiu em um formato um tanto quanto inesperado: um SUV!
A Mitsubishi apostou no nome clássico para batizar seu SUV médio, que ainda ganhou o sobrenome Cross e tentou unir a memória afetiva do cupê à versatilidade que o mercado atual exige.
O resultado, embora distante da proposta original, ajudou a dar força ao lançamento. E tem mais: não dá para negar que apelar à nostalgia, nesse caso, deu certo. Hoje, o Eclipse Cross é o carro de passeio mais emplacado da marca no país - foram mais de 8.300 unidades vendidas em 2024.
3. Chevrolet Monza
No Brasil, o Chevrolet Monza foi um dos sedãs mais queridos dos anos 1980 e 1990. Sinônimo de status e conforto, chegou até a ser o carro mais emplacado do país, em 1984, 1985 e 1986.
Pois saiba que o nome ressurgiu em 2019, no mercado chinês, aplicado a um sedã médio até que bem moderno, cuja proposta lembra bastante a do nosso Onix Plus.
Embora sem conexão direta com a história do modelo por aqui, o movimento mostra como a força do nome ainda desperta interesse em outras regiões.
4. Fiat Tipo
Ícone dos anos 1990, o Fiat Tipo marcou época como hatch médio. Por conta disso, a marca italiana decidiu recuperar o nome para batizar uma nova família de carros na Europa, incluindo hatch, sedã e perua, em meados da década passada.
No Brasil, esse projeto se transformou no Fiat Argo, mas no Velho Continente o nome Tipo segue ativo até hoje, explorando a memória afetiva de gerações passadas. Até que fez bom sucesso: no mercado argentino, que é bem parecido com o nosso, ele foi vendido como opção acima do Cronos.
5. Volkswagen Fusca
O clássico dos clássicos também entra nessa lista. Apesar do Beetle, lá do começo dos anos 2000, não ser considerado exatamente um Fusca, o verdadeiro Fusca ressurgiu no Brasil em 2013 com visual retrô e motor 2.0 turbo - na prática, era um Jetta com a "bolha" do besouro.
A estratégia da Volkswagen era resgatar a imagem de um carro que atravessou décadas e se tornou ícone mundial. O modelo chegou a ganhar sobrevida lá fora, mas teve a produção encerrada em 2019, mostrando que nem sempre a nostalgia é suficiente para sustentar o mercado.
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