De acordo com o órgão de trânsito, a medida tem o objetivo de atender reivindicações das empresas responsáveis pela confecção das placas, embora não informe quais são. Maurício Alves, diretor do Denatran, afirmou que o adiamento da implantação da placa pretende "preservar o emprego e o trabalho" do segmento. O padrão Mercosul já tinha sido adiado duas vezes no país.
Juntamente com a suspensão, foi criado um grupo de trabalho para analisar a segurança jurídica da resolução que estabelece as regras do novo emplacamento e essa análise pode estender a prorrogação por mais dois meses. O novo padrão tem sido alvo de questionamentos na Justiça.
De acordo com as regras que acabam de ser suspensas, a nova placa tem fundo branco e margem superior azul com o nome do Brasil centralizado e a bandeira do país no lado direito. Esse mesmo lado, segundo a regra, também exibe a bandeira do estado, o brasão do município e o nome da cidade. Em vez da atual combinação de três letras e quatro números, a nova placa terá sete caracteres, combinando letras e números de forma aleatória, com o último deles sempre sendo um numeral.
A placa deve contar, ainda, com um QR Code no lado esquerdo e um chip embutido para compartilhamento de informações do veículo entre diferentes órgãos de trânsito. A cor da borda da placa e dos caracteres deve variar de acordo com a categoria do veículo - preta para carros particulares, vermelha para comerciais, azul para veículos oficiais, dourada para diplomáticos/consulares, verde para especiais e cinza para carros de coleção.
Originalmente, a adoção do novo padrão deveria começar em setembro de 2018 e ser completada, substituindo todas as placas atuais, até 2023. Hoje, Argentina e Uruguai já utilizam a placa Mercosul.
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